terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Mulher Interior

As vezes as mulheres ficam cansadas e irritadas à espera de que seus parceiros as compreendam. "Por que eles não conseguem saber o que eu penso, o que eu quero?" Elas ficam exaustas de fazer essa pergunta. No entanto, existe uma solução para esse dilema, uma solução prática e eficaz.
Se a mulher quiser que seu parceiro tenha esse tipo de receptividade, ela lhe revelará o segredo da dualidade da mulher. Ela lhe falará sobre a mulher interior, aquela que, somada a ela mesma, formará duas. Isso ela consegue ao ensinar seu parceiro a fazer duas perguntas de uma simplicidade enganosa que farão com que ela se sinta vista, ouvida e conhecida.
A primeira pergunta é a seguinte: "O que você quer?" Quase todo mundo faz alguma versão dessa pergunta, mas de forma automática. Existe, porém, uma pergunta ainda mais essencial. "O que deseja o seu self mais profundo?"
Quando se ignora a natureza dual da mulher e se julga a mulher pelo que ela aparenta ser, pode-se vir a ter uma grande surpresa, pois, quando a natureza primitiva da mulher emerge das profundezas e começa a se afirmar, é freqüente que ela tenha interesses, sentimentos e idéias muito diferentes dos que manifestava antes.
Para tecer um relacionamento seguro, a mulher também fará as mesmas perguntas ao parceiro. Como mulheres, aprendemos a reunir as forças dos dois lados da nossa natureza e da dos outros também. A partir da informação que recebemos reciprocamente dos dois lados, podemos determinar com clareza o que é mais valorizado e como reagir de acordo com isso.
Quando a mulher consulta sua própria natureza dual, ela está cumprindo o processo de olhar, examinar e sondar o material que está para além do consciente, sendo, portanto, muitas vezes surpreendente no seu conteúdo e no seu tratamento, e quase sempre de imenso valor.
Para amar uma mulher, o parceiro deve também amar sua natureza primitiva.
Se a mulher aceitar um companheiro que não possa amar ou que não ame esse seu outro lado, ela sem dúvida acabará arrasada sob algum aspecto e deixada a vaguear cambaleante, em desmazelo.
Portanto, os homens, tanto quanto as mulheres, devem identificar suas naturezas duais. O amante mais querido, o pai mais valorizado, o amigo ou "homem selvagem" mais valioso é aquele que deseja aprender. Quem não se delicia com o aprendizado, quem não é atraído por novas idéias ou experiências não conseguirá passar do marco de estrada junto ao qual está descansando agora. Se existe uma força que alimenta a raiz da dor, ela é a recusa a aprender além do momento presente.
Sabemos que a criatura Homem Selvagem está à procura da sua própria mulher terrena. Com medo ou não, é um ato de profundo amor o de se permitir ser perturbado pela alma primitiva dos outros. Num mundo em que os seres humanos têm tanto medo da "perda", existe um excesso de muralhas protetoras contra o mergulho na numinosidade de outra alma humana.
O companheiro certo para a Mulher Selvagem é aquele que tem uma profunda tenacidade e resistência de alma, aquele que sabe mandar sua própria natureza instintiva ir espiar por baixo da cabana da alma de uma mulher e compreender o que vir e ouvir por lá. O bom partido é o homem que insiste em voltar para tentar entender, é o que não se deixa dissuadir.
Portanto, a tarefa primitiva do homem consiste em descobrir os nomes verdadeiros da mulher, não em usar indevidamente esse conhecimento para ganhar controle sobre ela, mas, sim, para captar e compreender a substância numinosa de que ela é feita, para deixar que ela o inunde, o surpreenda, o espante e até mesmo o assuste. Também para ficar com ela. Para entoar seus nomes para ela. Com isso os olhos dela brilharão. E os dele também.
No entanto, para que não descansemos antes da hora, há ainda um outro aspecto da identificação da dualidade, um aspecto ainda mais apavorante, porém essencial a todos os amantes. Enquanto um lado da natureza dual da mulher pode ser chamado de vida, a irmã "gêmea" da vida é uma força chamada morte. A força chamada morte é uma das bifurcações magnéticas do lado selvagem. Se aprendermos a identificar as dualidades, acabaremos dando de cara com a caveira descarnada da natureza da morte. Dizem que só os heróis conseguem suportar a visão. O homem selvagem sem dúvida consegue. A mulher selvagem, sem a menor sombra de dúvida, consegue. Na realidade, eles são inteiramente transformados pela visão.

Texto retirado do livro: Mulheres que correm com os lobos de Clarissa P. Estes.

sábado, 25 de outubro de 2008

Recolhimento Sagrado Feminino


Observando os ciclos de nosso corpo, entramos em sintonia com o corpo maior e organismo vivo e pulsante que é a Mãe Terra. Nós, mulheres, carregamos em nosso corpo todas as Luas, todos os ciclos, o poder do renascimento e da morte. Aprendemos com nossas ancestrais que temos nosso tempo de contemplação interior quando, como a Lua Nova, nos recolhemos em busca de nossos sonhos e sentimentos mais profundos. As emoções, o corpo, a natureza são alterados conforme a Lua. Nas tradições antigas, o Tempo da Lua era o momento em que a mulher não estava apta a conceber, era um período de descanso, onde se recolhiam de seus afazeres cotidianos para poderem se renovar. "É o tempo sagrado da mulher", o período menstrual, conforme nos conta Jamie Sams, "durante o qual ela é honrada como sendo a Mãe da Energia Criativa". O ciclo feminino é como a teia da vida e seu sangue está para seu corpo assim como a água está para a Terra. A mulher, através dos tempos, é o símbolo da abundância, fertilidade e nutrição. Ela é a tecelã, é a sonhadora. Nas tradições nativas norte-americanas há as "Tendas Negras", ou "Tendas da Lua", momento em que as mulheres da tribo recolhem-se em seu período menstrual. É o momento do recolhimento sagrado de contemplação onde honram os dons recebidos, compartem visões, sonhos, sentimentos, conectam-se com suas ancestrais e sábias da tribo. São elas que sonham por toda a tribo, devido ao poder visionário despertado nesse período. O negro é a cor relacionada à mulher na Roda da Cura. Também são recebidas nas tendas as meninas em seu primeiro ciclo menstrual para que conheçam o significado de ser mulher. Esse recolhimento não é observado somente entre as nativas norte-americanas, mas também entre várias outras culturas. Diversos ritos de passagem marcam a vida de meninas nativas no seu primeiro ciclo menstrual. Entre os Juruna, quando a Lua Nova aponta no céu, é momento de as meninas se recolherem para suas casas. As meninas kanamari, do Amazonas, também ficam reclusas enquanto dura seu primeiro sangramento, sendo alimentadas somente pela mãe. Assim ocorrem com as meninas tukúna que nesse período de reclusão aprendem os afazeres e a essência do que é ser uma mulher adulta. Observa-se, em alguns casos, como parte do rito, cortar o cabelo e pintar o corpo de negro. São ritos de honra à mulher, e não o afastamento das mesmas pela impureza, como foi mal-interpretado por muitas outras culturas, principalmente a nossa ocidental extremamente influenciada pelos valores cristãos.Nossos corpos mudam nesse período, fluem nossas emoções e estamos mais abertas a compartilhar com outras mulheres, como uma conexão fraternal. Ao observarmos nossos ciclos em relação à Lua, veremos que a maioria das mulheres que não adotam métodos artificiais de contracepção e que fluem integradas ao ciclo lunar, têm seu Tempo de Lua durante a Lua Nova. É importante observarmos como fluímos com a energia da Lua e seus ciclos, e em que período do ciclo lunar menstruamos. A menstruação é um chamado do nosso corpo ao recolhimento, assim como a Lua Nova é um período de introspecção, propício ao retiro e à reflexão. A Lua Cheia proporciona expansão e, se nossos corpos estão em sintonia com as energias naturais, é o período em que estaremos férteis. Quantas mulheres atualmente deixaram de observar os ciclos do próprio corpo? Quantas deixaram de conectar-se com as forças da natureza, deixaram de lado a riqueza desse período de introspecção, recolhimento e contemplação de si mesmas? No nosso Tempo de Lua sonhamos mais, estamos mais abertas à sabedoria que carregamos de nossas ancestrais. Aproveite esse período para conhecer e explorar seu interior, agradecendo os dons e habilidades que possui. Compartilhe com outras mulheres esses momentos sagrados de respeito e fraternidade. Ouse sonhar e exercer seu lado visionária. Note que ao estar em conexão com todas as mulheres e com a própria Mãe Terra, muitos sintomas tidos como incômodos vão desaparecendo. Muitos destes sintomas são a rejeição desse período. Com a competição resultante dos valores da sociedade moderna, muitas de nós esqueceram de ouvir a si mesmas, de sentir a necessidade de seus próprios corpos e corações.
Para finalizar, segue um trecho sobre a Tenda da Lua, de Jamie Sams, falando-nos sobre a importância desse ciclo de religação com a Terra e a Lua: "O verdadeiro sentido dessa conexão ficou perdido em nosso mundo moderno. Na minha opinião, muitos dos problemas que as mulheres enfrentam, relacionados aos órgãos sexuais, poderiam ser aliviados se elas voltassem a respeitar a necessidade de retiro e de religação com a sua verdadeira Mãe e Avó, que vêm a ser respectivamente a Terra e a Lua. As mulheres honram o seu Caminho Sagrado quando se dão conta do conhecimento intuitivo inerente a sua natureza receptiva. Ao confiar nos ciclos dos seus corpos e permitir que as sensações venham à tona dentro deles, as mulheres vêm sendo videntes e oráculos de suas tribos há séculos. As mulheres precisam aprender a amar, compreender, e, desta forma, curar umas às outras. Cada uma delas pode penetrar no silêncio do próprio coração para que lhe seja revelada a beleza do recolhimento e da receptividade".

Texto de Tatiana Menkaiká - Publicado na Revista Viva Melhor - Xamanismo

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Parteira da Consciência, uma das outras...

"Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa e se sentiu sarada e integral por causa desta.
São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras.
Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal.
É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino.
Servimos de parteiras às consciências umas das outras...."
autora:Jean Shinoda Bolen

Recebi essa mensagem da minha irmã de jornada, que também trabalha com o Feminino Sagrado, Carla Lampert, somos responsáveis pela inserção de uma nova cultura de respeito ao Sagrado Feminino, primeiro entre nós mulheres, depois na sociedade como um todo. Vamos seguindo como Sabrina Alves gosta de dizer, conectadas sempre, nesse espirito de harmonia e amizade.
Saudações as Senhoras da Lua!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Só um Gostinho do que rolou em Sampa....

Foram 2 dias maravilhosos... mas quero dividir com vocês três momentos lindos desse encontro "Celebrando Tradições" o primeiro é da minha linda Sabrina Alves, tocando tambor numa meditação linda no final da mesa redonda, um momento mágico de verdade...


Essa foto marca meu encontro com a Sabrina, depois de meses de msn, essa flor que tenho o prazer de dizer que me influência muito. E o reencontro com a Patricia Fox, que tive o prazer de conhecer na palestra: "Despertando as Deusas em nossas vidas" em 2007 em Paranapiacaba. Será que eu pego um pouquinho da unção de força dessas lindas guerreiras?...rsrs


E por ultimo, o encontro com minhas amadas irmãs da Ordem Triluna de Taubaté, minhas lindas, a paixão é recíproca, também me apaixonei por vocês, em breve nos encontraremos de novo, na força da Mãe!!!


E claro não podia faltar uma foto do Beltane realizado pela Tradição Diânica Nemorensis no domingo, só as Poderosas:

Eleine, Eu, Cy e Dayne...inesquecivel!!! Rainhas da Primavera!!!

Ahhh...todas as fotos do evento já estão disponiveis no meu album do orkut, o link para meu perfil está nesta pagina bem abaixo... é claro q só os amigos podem ver...rsrs

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Celebrando Tradições

Estou postando essa mensagem pra dizer que neste sábado (18/10) acontecerá um mega evento em São Paulo, com a participação dos maiores nomes do cenário pagão nacional, com palestras o dia inteiro com temas variados, o preço da entrada para o dia inteiro: 1 kg de alimento não perecivel (menos sal e açucar) que serão doados.
Então além de estar adquirindo conhecimento e confraternizando com pagãos de outras cidades, estaremos ajudando pessoas que necessitam....
ahhh... e não se esqueçam da fita violeta... comemorando o dia do Orgulho Pagão!!!

Eu estarei lá... no intervalo das palestras estarei dando uma força pra minha miga Cynthia lá no stand do Old Religion, quem quiser passe lá pra gente bater um papo e pra ver as novidades do Old, que está imperdivel!!! Cada coisa mais linda do que a outra!!!

Para quem ainda não se inscreveu, ou quer mais informações a respeito do evento deixo aqui o link para acessa-lo, o blog fica em recesso até terça-feira, dia 21/10, quando retomo as atividades.
Espero encontrar muitas de vocês por lá, será maravilhoso estreitar os laços!!!
)0(Bençãos Plenas)0(

http://www.nemorensis.com.br/10anosdebruxaria/local.htm

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Love in the Afternoon

É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.

Quando eu lhe dizia:
"- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada."
Você sorriu e disse:
"- Eu gosto de você também."

Só que você foi embora cedo demais

Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.

Vai com os anjos! vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez.

É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais

E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer.

Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.

Legião Urbana

Essa música eu dedico à minha irmã Cida, que faleceu aos 36 anos, Cedo demais!!!
Além de minha irmã, era minha amiga, companheira, conselheira, e que há quase 10 anos se foi deixando um vazio imenso... a saudade só é menor porque ela me visita em meus sonhos, onde conversamos e colocamos os papos em dia.
Te amuuu... esteja sempre em luz... até logo mais...

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Aos Mestres....com carinho!!!



No dia dos Professores gostaria de homenagear todos os mestres que passaram por minha vida, desde a Tia Rose no meu pré-escolar até a Professora Hellen que lecionava inglês pra mim, até alguns meses atras, todos tem meu apreço e gratidão por tudo que me ensinaram, todos, até os de Química, Matemática e Física (argh)como detestava essas matérias...rsrs...nada pessoal, não rolava!!!
Professora Rosa, Sandra Santos, Hamilton, Ivan, Simone, Regina e tantos outros q foram verdadeiros amigos, mais do que mestres... e ao meu sempre guru: Márcio Duarte, que começou como meu professor no Turismo, se tornou meu amigo, e bem mais tarde meu marido!!! É...as vezes a vida é realmente supreendente!!!


Obrigado por tudo o que me ensinaram, com certeza vocês tornaram a minha vida muito mais rica e inspiradora, minha eterna gratidão à todos.

Tia Rose, Tia Margareth, Tia Denise, Tia Célia, Tia Andréia, Tia Dorothi, Marli Borges, Maria Helena, Rosângela, Rosa, Hamilton, Rildo, Paulo, Câmelo, Sófia, Sandra Santos, Simone, Ivan, Humberto, Marilene, Ricardo, Aldemir, Regina Ferro, Rosa Mink, Rosa Tamizari, Benigno, Luciana, Hellen e mesmo aqueles que não foram citados... pois minha memória já não é mais a mesma...rsrs...um beijo no coração de cada um de vocês! Meus Heróis e Heroínas!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Manual da Lealdade Feminina

A Lealdade Feminina é um sintoma da mudança da sociedade rumo a um novo modelo social. Alguma mulheres já estão se conectando. As mulheres tem o Dom da Vida e essa essência feminina que nos irmana é a chave para profundas mudanças no modelo social.

A Lealdade Feminina é transversal. Não podemos esperar que todas as mulheres pensem como nós. Mas a essência feminina que nos une já existe e é preciso religar essa energia para que ela flua de forma permanente, formando uma rede de Luz...

Os 10 Passos para a Construção da Lealdade Feminina são:

1- FEMINILIDADE
Resgatar o feminino essencial e sagrado... Encontrar a harmonia e o equilíbrio interior, reconhecendo o nosso Feminino ancestral, e eliminar a mulher inventada pelo patriarcado.

2- ADMIRAÇÃO
Admirar e elogiar as outras mulheres, valorizar a Mulher... Não somos mais rivais, somos todas IGUAIS em essência feminina... Somos a imagem no espelho, refletida em todas as outras mulheres.

3- TOLERÂNCIA
Mesmo contraditórias, dissonantes ou discordantes, temos de relevar as nossas diferenças e nos unir... Valorizar essa essência feminina como fator de Igualdade, e nos irmanar.

4- SOLIDARIEDADE
Ser solidárias às outras mulheres, na nossa família, na nossa comunidade, bem como a todas as mulheres do mundo, além fronteiras. Deixar de ser a base de sustentação do machismo patriarcal.

5- INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL
Caminhar e evoluir em direção à uma maturidade emocional, superando preconceitos patriarcais e crenças absurdas que foram construídas para nos aprisionar e nos manter submissas ao sistema patriarcal.

6- INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
Não aceitar situações degradantes e humilhantes por dependência financeira. Buscar o seu próprio sustento e tbm a realização profissional, como elemento de base para a auto-valorização e auto-estima.

7- DISCERNIMENTO
Compreender e discernir os mecanismos de manipulação dos relacionamentos. Escolher relacionamentos saudáveis e abrir mão dos recursos excusos das mulheres patriarcais, como chantagens e joguinhos de sedução. Sair dessa programação e ser inteira, yin e yang.

8- DEDICAÇÃO
Dedicar uma parte sagrada do seu tempo em seu próprio desenvolvimento pessoal. Descobrir o Dom de cada uma, e realizar a Missão, que é usar o dom para ajudar a construir um novo modelo social, e ajudar a cuidar da Deusa Gaia...

9- COERÊNCIA
Ter uma atitude coerente no dia-a-dia... Procurar uma sintonia entre o pensamento, o discurso e a ação, e caminhar nessa direção... Buscar a harmonia, e uma conscientização profunda... Ser a mudança que deseja no mundo...

10- NOVAS PRÁTICAS
Apenas uma relação de idéias e textos, iniciativas e modelos de participação social... Buscar com a nossa prática concretizar o desejo de um novo modelo social, conhecendo as diferentes alternativas existentes e ajudando a criar novas maneiras de ser e estar ... e cuidar de Gaia...

Texto de Nana Odara do Blog Lealdade Feminina

Essa é uma convocação as mulheres do terceiro milênio, unidas, caminhando de mãos dadas, apoiando umas as outras construiremos uma sociedade equilibrada, harmoniosa para as futuras gerações.
Diga não a exploração emocional, financeira, e social. Diga basta, a degradação de nosso ambiente natural, nossa saúde está ligada intimamente à saúde do nosso planeta. Isso é a Lealdade Feminina, é cuidarmos umas das outras, e da Terra como nossa Geradora, nossa Mãe!!! Conte comigo Nana, vamos espalhar a semente de uma nova consciência social: a Lealdade Feminina!


Rosas para todas vocês, Senhoras da Lua!!!

Credo de um Guerreiro Samurai - anônimo do séc. XIV

Não tenho pais: fiz do céu e da terra os meus pais.
Não tenho lar: fiz da percepção o meu lar.
Não tenho vida ou morte: fiz do fluir e refluir da respiração a minha morte.
Não tenho poder divino: fiz da honestidade o meu poder divino.
Não tenho recursos: fiz da comprensão os meus recursos.
Não tenho segredos mágicos: fiz do caráter om meu segredo mágico.
Não tenho corpo: fiz da resistencia o meu corpo.
não tenho olhos: fiz do relâmpago os meus olhos.
Não tenho ouvidos: fiz da sensibilidade os meus ouvidos.
Não tenho membros: fiz da diligência os meus membros
Não tenho estratégia: fiz da mente aberta a minha estratégia.
Não tenho perspectivas: fiz de "agarrar a oportunidade por um fio" as minhas perspectivas.
Não tenho milagres: fiz da ação correta os meus milagres.
Não tenho principios: fiz da adaptabilidade a todas as circunstâncias os meus
principios
Não tenho táticas: fiz do pouco e do muito as minhas táticas.
Não tenho talentos: fiz da agilidade mental os meus talentos.
Não tenho amigos: fiz da minha mente o meu amigo.
Não tenho inimigos: fiz do descuido o meu inimigo.
Não tenho armadura: fiz da benevolência e da imparcialidade a minha armadura.
Não tenho castelo: fiz da mente imutável o meu castelo.
Não tenho espada: fiz da ausência de ego a minha espada.


É lindo né?! Meu amigão Nathan achou esse credo e postou pra mim no meus depoimentos do orkut como sendo o Credo da Babi Guerreiro... É incrivel como esse credo fala de mim, eu não poderia falar de mim mesma de maneira tão transparente como esse texto!
E o Nathan viu isso!!! rsrs...brigadu migo lindo, te amuuu!!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Meu encontro com Gaia

Aqui dividirei com vocês a experiência que mudou minha vida, meu 1º contato com a Grande Gaia, mas antes é necessário lhes dizer que eu nasci e me criei em um bairro de Santos, bem afastado do centro urbano, uma delicia de lugar, com muito verde e um Morro, um lugar tranquilo, onde meu pai e meu irmão mais velho sempre me levavam pra passear, depois mais tarde já na adolescência quando eu precisava ficar sozinha eu me refugiava em uma grande pedra na sumida desse Morro pra pensar... e lá eu sentia a paz e uma tranquilidade imensa!
Com o passar dos anos, me afastei desse contato, com a vida agitada, namoros, estudo, trabalho acabei me distanciando desse relacionamento que eu tinha com a natureza...
Em 2003 estava fazendo o curso de Turismo, e o professor era um eco-chato, não parava de falar do meio ambiente, de consciência ambiental e trilhas interpretativas, e pra nós sentirmos na pele do que ele estava falando, ele programou uma trilha, na época eu estava grávida de 3 meses, e meu ex-marido não estava favoravel ao fato de me enfiar no meio do mato naquelas circunstâncias, mas eu fui mesmo assim, queria muito ir, era o chamado dela....
Ao entrar trilha a dentro sentia-me acolhida, uma sensação de bem estar, de reconhecimento, fazia muitos anos que eu não sentia aquele cheiro de mato fresco com orvalho, era uma sensação tão maravilhosa, sentia-me exultante, uma alegria sem explicação, mesmo gravida não sentia cansaço, queria avançar mais e mais, eu ouvia o professor falando sobre a importância desse contato com o ambiente natural, mas minha alma estava se alimentando na verdade daquela alegria, era como se eu tivesse revisitando uma grande amiga que não via a séculos, estava matando uma saudade que eu não sabia que existia...
Voltei daquela trilha diferente, repensando minha vida, meus hábitos, minhas prioridades, e principalmente minha espiritualidade, foi o 1º passo que dei em direção ao Paganismo (que é uma religião voltada ao respeito e culto à Terra como divindade e fonte de toda a vida), finalmente sem medo tirei minha máscara, colocando um ponto final em um casamento que apesar de bem sucedido aos olhos de terceiros, não me dava real felicidade.
Passei por maus bocados ao assumir minhas convicções, mas as recompensas foram maravilhosas... o professor eco-chato que promoveu meu encontro com Gaia, depois do curso se tornou um grande amigo com o qual aprendi ainda mais sobre minha espiritualidade, e há 3 anos ele se tornou meu marido, com ele divido a responsabilidade de promover esses encontros...hoje também sou monitora de ecotrilha, treinada por ele. Ele apoiou minha busca espiritual, e continua apoiando meus trabalhos com o Grupo de Estudos Pagãos de Santos, e com o Circulo Feminino, compartilhamos nossas ideologias, dividimos nossas experiências e juntos temos projetos para colocar essa nossa soma em prática.
"Cada dia constitui uma nova vida para quem sabe viver" eu não sei quem disse essa frase, mas ela serve como um mantra pra mim, todo dia agradeço por mais um dia de oportunidade para fazer a coisa certa, estar ao lado das pessoas que amo, e sentir a Terra como parte de mim, sentir gratidão pela Terra é o principio do respeito, e o 1º passo para se reconectar à Ela.