quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Guerreira Ferida


Após muitas leituras, conversas com outras mulheres e pesquisas decidi me perguntar quem é a “Guerreira Ferida”? É a mulher independente, confiante, bem sucedida, a mulher que conquistou o seu espaço dentro do mercado financeiro, tendo geralmente excelentes cargo e remuneração, muitas vezes sendo chefe de muitos homens. É capaz de resolver qualquer problema e geralmente não pede ajuda, mesmo quando precisa. Conquistou essa posição com muita luta, enfrentando toda a dificuldade que existe para uma mulher ocupar um cargo de confiança em uma sociedade patriarcal, muitas vezes sangrando para isso.
“Durante sua “jornada” essa guerreira, por proteção, veste-se com uma “armadura” e está sempre com sua ”espada” na mão, uma visão simbólica que demonstra estar na defensiva. Acredita que não precisa de companhia, abandonou a fantasia do “Príncipe Encantado”. Algumas vezes essa “Guerreira Ferida” se torna amarga, zangada e se castiga privando-se de vivenciar suas emoções, de demonstrar suas fragilidades, ser espontânea. Só que essa “Guerreira”, na realidade, está muito ferida; a dor é sentida na alma, no coração. Ela está cansada de lutar, a armadura está pesada e ela sente que há necessidade de equilibrar o uso da espada.
Na psicologia feminina, segundo a especialista no assunto, Jean Shinoda Bolen, a “Guerreira Ferida” é um dos arquétipos mais presentes na sociedade atual. Jean Shinoda relaciona este padrão fazendo uma comparação entre a mulher contemporânea e as deusas gregas. Nesta visão a “Guerreira Ferida” é a mulher em desequilíbrio entre os arquétipos das deusas Afrodite e Athena.
A mulher teve que despertar este arquétipo da guerreira para sobreviver na sociedade atual. Ela veste suas armas para realizar seus sonhos. Só que não sabe como equilibrar este padrão com as outras faces do feminino que habitam seu coração e ainda a medida certa entre o equilíbrio das energias masculina e feminina.
Como curar a “Guerreira Ferida”? Segundo Suzana Kennedy, ”a Guerreira Ferida almeja se transformar em Deusa, mesmo que não pudesse usar essas palavras para descrever o seu desejo. Quem é a Deusa? A Deusa é simplesmente a incorporação do Divino em um corpo feminino. Ela tem discernimento e age com integridade. Ela tem uma essência de paz interior que é inabalável. A Deusa irradia uma energia que é tão poderosamente bela, amorosa e suave, que os outros são atraídos para ela como imã.”
A Deusa pode ter sido uma “Guerreira Ferida”, mas curou suas feridas, equilibrou a face guerreira com as outras faces: a mãe, a amante, a menina, a anciã, a protetora, a espiritualista, a sombra, a luz, etc. Ela sentiu todos os seus medos, anseios, raiva, amor, libertando-se, assim. Ela transformou seus sentimentos, a traição e abandono em confiança e tranqüilidade. Ela aprendeu a olhar para dentro e gostar do que vê. Ela combate o ataque espiritual e físico com amor.
A “Guerreira Ferida e a Deusa”: dois arquétipos femininos poderosos. Um cansado e ferido; o outro, radiante e curado.
A mulher que vive o padrão da “Guerreira Ferida”, para ser curada, deve reencontrar-se com sua “Deusa Interior” e isso torna-se mais fácil quando a mulher descobre a sua espiritualidade, sentindo que o divino habita dentro de si mesma. Nesse reencontro essa “Deusa Mulher” renasce e sabe desfrutar toda sua feminilidade com coragem que emana do seu coração. Ela confia plenamente no poder de ser mulher, nos seus instintos, no poder do seu ventre sagrado. Ela se liberta de seus sentimentos suprimidos de traição e abandono. Ela equilibra razão e emoção, masculino e feminino... Ela irradia amor, confiança, beleza. Ela também sente o divino em todos os seres, sentindo necessidade de compartilhar a sua descoberta.
Curada, essa guerreira reconhece e desperta outros aspectos da Deusa que lhe sirvam melhor em qualquer momento.
Reconhecer a ferida e saber que temos a responsabilidade e oportunidade de se curar é o grande segredo para dar o passo definitivo na direção da cura dessa Guerreira que anseia em ser Deusa, isso é possivel, quando aprendemos de novo sobre como acessar nossa sacralidade, reverenciando nossos ciclos como nossas ancestrais faziam, paramos de agir como o sistema nos programou, reprogramamos nossa consciência voltando-se para o centro de nós mesmas, o centro da Terra, o Útero da Grande Mãe. Lá em seu colo nos encontramos com a Deusa Interior, e curamos nossa Guerreira, que aprende a usar sua espada e seu escudo somente quando for realmente necessário. Esse processo ardúo, não acontece de uma hora para outra, mas com dedicação e paciência, conseguimos ótimos resultados, experimente!!!
Fontes de consulta:
Texto “A Guerreira Ferida” de Suzanna Kennedy.
"Mulheres que Correm com os Lobos", de Clarissa Pinkola Estes
"As Deusas e a Mulher", de Jean Shinoda Bolen.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

A Carga da Deusa que Sangra


Ouça minhas palavras, tu que buscas compreender os Mistérios que fazem a Mulher: Pelo teu útero compartilho contigo minha essência de Criadora.
Sou feita de carne que verte sangue, sou a almofada Aveludada onde pousa suavemente o ovo do Ser.
Dentro de mim há um Oceano de Sangue por onde navegam todas as mulheres que estão, estiveram, e ainda todas as que, no futuro, estarão no mundo.
Eu sangro nos inúmeros rios, fontes, lagos e mares deste planeta que é azul só na aparência; na essência, é vermelho.
Vermelho, pois a água da Terra é meu sangue, que dôo com amor e respeito a todos.
Quando algum dia te perguntarem quem é a Deusa que veneras, respondas simplesmente;
Ela é água, que é só isso mesmo que sou: simplesmente água, que é Vida.
No meu Oceano de Sangue tudo o que respira foi concebido, e nele se irmanam todas as fêmeas que sangram. É meu seu uivo de dor, cada mancha nas vestes, cada gemido de prazer .
Cada terror da morte na hora do parto é meu, como também é meu o grito de triunfo da Mãe ao parir.
Sou aquela que vive nos teus sonhos de amor, amamento teus filhos e nutro todas as tuas criações, quer sejam crianças, quer sejam poesias, ideais ou sonhos.
Minha é a Teia da Vida, feita de filamentos de sangue entrelaçados qual renda elaborada; trama e urdidura de presente, passado e futuro.
É minha a sabedoria que agora compartilho contigo: é um grande privilégio ser mulher, mas é um privilégio ainda maior saber ser mulher.
E quando te sentires aprisionada por grilhões que não te pertencem, quando estiveres só ou desanimada, quando fores traída, humilhada, abandonada ou quando apenas te esqueceres de quem és, lembra que sempre tens meu enorme poder, a cada fluxo.
Quando tua Lua de Sangue cintila em flores vermelhas, seja na Lua Clara ou Escura, deixes teu sangue correr pela Terra, uma vez mais, como quando a Mulher era sagrada.
E nessa noite mágica, me chames, e dances comigo, me conheças e fales de mim a outras mulheres que, como tu, estiverem prontas para despertar.
No rio de teu sangue sobre a Terra percebas que tu és a Doadora da Vida, a Mulher de hoje, que é a continuidade das ancestrais que sangraram e deram vida , riram e choraram, celebrando comigo a sabedoria dos ciclos.
Sou tua Mãe, tua Avó e todas as que as antecederam, e tenho todos os rostos, poderes e Visões que elas mandam a ti.
Eu, que sou a Senhora da Lua, sangro gotas de luar sobre o mundo, assim como sangro novos universos em cada parto cósmico, explodindo estrelas.
Sejas forte,
Sejas poderosa,
Sejas abençoada pelo poder de teu sangue.
Sintas a vida que pulsa em tuas entranhas, sintas o bater do meu coração em tuas veias.
Sangres comigo, filha, e compartilhes de meu poder que vivifica os tempos.

Texto de Mavesper Ceridwen

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Os Mistérios do Sangue


No livro Sacre Pleasure – Sex, Myth and Polítics of the Body (HarperCollins, 1995), Riane Eisler nos relata que os pigmeus Bambuti, da floresta do Congo, referem-se à menstruação como "ser abençoada pela Lua". Não há, naquela cultura, nada de aparentemente negativo associado ao período da menstruação.
O primeiro sangue menstrual é comemorado com uma festa chamada "elima", que envolve toda a aldeia. Após sua primeira menstruação, ser novamente abençoada pela lua no futuro é simplesmente visto como parte natural da vida da mulher, e não há nenhuma celebração posterior associada a isso. Não existem tabus ligados ao período menstrual e isso, talvez, represente bem a antiga mentalidade não-judaico-cristã.
O fluxo de sangue e seu cessar estão ambos intimamente ligados aos Mistérios Femininos. Menstruação, gravidez, parto e menopausa são aspectos do ciclo vital de todas as mulheres. O sangue, ou sua ausência, assinala naturalmente os estágios de transformação de uma mulher, desde a ruptura do hímen ao sangue do parto, ao fim dos sangramentos na menopausa. Em tempos remotos, o modo como uma mulher usava sua guirlanda era um sinal externo de qual estágio de sua vida ela já havia alcançado.
Em Blood Relations – Menstruation and the Origins of Culture, Knight nos conta que os primitivos humanos que habitavam as florestas, dormiam na copa das árvores sob o céu noturno. Os ciclos de luz da lua apropriadamente influenciavam os ciclos menstruais. A pesquisa de Knight indica que, na maioria das mulheres, o ciclo menstrual começa durante a lua nova e ela ovula por volta da lua cheia. Luisa Francia, em seu livro Dragon Time – Magic and Mystery of Menstruation (Ash Tree, 1991), também afirma que as mulheres que vivem e dormem ao ar livre (longe das luzes artificiais) estão sintonizadas a esse ciclo.
Knight apresenta algumas interessantes descobertas da biologia feminina. Um estudo sobre a duração de 270.000 ciclos de mulheres, representando todas as idades da vida reprodutiva, revelou o seguinte: a mais alta porcentagem simples das mulheres do estudo, menstruaram durante a lua nova. A segunda percentagem mais alta, menstruou durante a lua crescente e apenas 11,5% menstruou durante a lua cheia. Essa pesquisa também indica que a maioria das mulheres mostraram um ciclo menstrual de 29,5 dias. Esse ciclo apresentou-se também como o mais fértil. O estudo ainda trouxe à descoberta de que mulheres heterossexuais que praticavam sexo com regularidade semanal, possuíam ciclo mais intimamente ligado ao ciclo da lua do que mulheres cuja vida sexual era de natureza esporádica ou celibatária. O estudo também indicou que os feromônios masculinos podem estar envolvidos no alinhamento do ciclo menstrual ao chamado ciclo "normal" que se inicia com a lua nova.
Nos Mistérios Femininos, vemos que o sangue menstrual era mais do que o indicador do ciclo de fertilidade de uma mulher. A vagina era vista como um portal mágico através do qual a vida surgia de uma misteriosa fonte interna. Na religião matrifocal, era um portal tanto para a regeneração física como para a transformação espiritual. As mulheres estão mais sintonizadas à sua natureza psíquica durante a menstruação. Uma vez que o fluxo de sangue menstrual tende a absorver energia, as mulheres estão mais aptas a curar os outros durante esse período. Assim, mulheres em menstruação podem absorver a energia dos outros e aterrá-la através de seu próprio sangramento físico. Uma vez que o sangue é lançado à terra, a energia é neutralizada e a cura pode ter início na pessoa adoentada.
O sangue menstrual era, também, utilizado para fertilizar as sementes para o plantio, passando a essência da vida a elas. Campos eram, por vezes, borrifados com uma mistura de água e sangue menstrual para estimular o crescimento. As sementes e plantas absorviam um pouco da energia antes que o solo neutralizasse a carga. Xamãs femininos também transferiam cargas mágicas aos campos cultivados através do sangue menstrual, criados para influenciar a mente grupal da comunidade que se alimentaria da colheita. Durante a Idade Média, as bruxas eram constantemente acusadas de enfeitiçar as plantações...
Outra função do sangue menstrual, era a de ungir os mortos. Acreditava-se que isso asseguraria seu renascimento, graças às propriedades vitalizantes do sangue que jorrava do próprio portal da vida. Durante o Neolítico e o início da Idade do Bronze, na Antiga Europa, a região do Egeu testemunhou a criação de tumbas redondas com pequenas aberturas voltadas para o leste, na direção do sol nascente. Essas tumbas representavam o ventre da Deusa, e a abertura era a sua vagina. Vasos sagrados eram utilizados para coletar o sangue menstrual para ungir os mortos. Eram vasos da fertilidade, luz e transformação. Os mortos eram ungidos com sangue menstrual e posicionados no interior das tumbas. A luz do sol nascente simbolizava a renovação e a regeneração, enquanto penetrava na abertura da tumba (o falo solar penetrando a vagina telúrica). Posteriormente, essas tumbas terrenas evoluíram na forma de montes, remanescentes do Culto ao Mortos.
Em Sacred Pleasure, Riane Eisler relata como os ritos e cerimônias funerários pré-históricos incluíam atos sexuais. Tais atos visavam conectar a tumba à energia da procriação. Símbolos espirais eram constantemente gravados em tumbas neolíticas como sinais da regeneração. Também simbolizavam a transformação xamânica da consciência que empregava cogumelos alucinógenos. Os cogumelos têm fama de afrodisíacos e sua semelhança com a genitália masculina ficava certamente evidente aos primitivos europeus. A rapidez com que os cogumelos crescem e desaparecem também contribuiu para sua associação com o falo. Assim, podemos facilmente associar as danças extáticas com os ritos funerários da magia do sangue.
Nos Ensinamentos Misteriosos, a magia do sangue está ligada às fases da lua. A lua cheia inicia a ovulação e simboliza os poderes de transformação da energia lunar (e, por conseqüência, da energia feminina). Por seu aspecto fértil no ciclo de uma mulher, a lua cheia é o período da mãe. Durante essa fase, é melhor formular e visualizar o que quer que seja desejável na vida de um indivíduo. As imagens mágicas lançam raízes durante essa fase, e o sangue é carregado com quaisquer formas de pensamentos que direcionamos a ele. A lua minguante põe em movimento o que foi concebido durante a lua cheia, para que se manifeste. É um período para estabelecer as conexões com o mundo físico, que irão auxiliar o fluxo de energia relacionada rumo aos desejos do indivíduo. A lua nova libera o sangue carregado do caldeirão mágico do ventre. A energia mágica é, então, usada e é tempo para reflexão e introspecção. A lua crescente é um período de potencialização, de leitura e estudos, preparando o solo fértil do ventre para a semente mágica que será plantada na lua cheia.

Por Raven Grimassi

"Quando menstruo, fica instaurado o meu tempo sagrado de mulher!" Sabrina Alves

sábado, 4 de outubro de 2008

Ritos de Passagem


A expressão francesa “Rites de Passage” foi adotada por antropólogos e escritores europeus para definir todos os rituais e cerimônias que propiciam a passagem de uma pessoa para uma nova forma de vida ou um novo status social. Segundo o escritor Arnold van Gennep, os ritos de passagem são cerimônias que existiram e existem em todas as culturas, antigas ou contemporâneas, primitivas ou urbanas, acompanhando cada mudança de idade, de lugar, de estado ou de posição social.
Infelizmente, nas sociedades modernas estas celebrações foram sendo reduzidas - algumas delas mesmo ignoradas - e outras deturpadas. Vivemos nossas vidas, do berço até o túmulo, com apenas algumas poucas cerimônias marcando nossas transições, como batizado, casamento e enterro.
O nascimento de uma criança era considerado antigamente um ato divino, presenciado, assistido e celebrado apenas por mulheres ( parteiras, sacerdotizas, amigas) com cantos, orações e invocações das Deusas “responsáveis” pela gestação e o parto. Por considerarem a Criação um atributo da Mãe Cósmica, os povos antigos honravam as mulheres como detentoras do dom divino da procriação, por isso o ofício sagrado de trazer uma criança ao mundo era uma função natural e exclusiva das mulheres. As habilidades das parteiras eram ensinadas de mãe para filha, e os preparativos para o parto decorriam em uma atmosfera de harmonia e oração, a mãe amparada por ervas, massagens com óleos aromáticos, cânticos e oferendas para as Deusas. O recem-nascido era apresentado às Divindades e abençoado pelas mulheres presentes, invocando atributos e qualidades para a sua vida (foi daí que se originou a lenda das “fadas madrinhas”). O próprio ato de concepção era planejado, preparando os pais para se conectarem com o espírito do seu futuro filho através de rituais, mudanças na alimentação, jejuns, purificações e orações. Acreditava-se que ao se comunicarem com o espírito da criança, antes dela nascer, os pais criavam laços afetivos mais fortes, facilitando o relacionamento e aceitação recíproca. Mesmo hoje os nativos norte-americanos perfazem rituais para chamar e se comunicar com o espírito do futuro filho. A primeira celebração após o nascimento de uma criança era para honrar a mãe (feita pelas mulheres), enquanto os homens festejavam o pai. A cerimônia de “dar um nome” à criança era programada escolhendo os aspectos planetários favoráveis, enterrando o cordão umbelical da criança embaixo de uma árvore frondosa (que então se tornava o guardião e aliado durante os anos de crescimento) e fazendo oferendas às Divindades para abençoar a vida da criança com saúde, segurança, força e abundância.
Os mais importantes ritos de iniciação dos povos antigos eram para celebrar a primeira menstruação das meninas e a entrada dos meninos para o mundo dos homens (marcada pela circuncisão, tatuagens e testes de força e resistência). Por considerarem o sangue menstrual o “sangue da vida” imbuido de “mana” (poder) respeitado e temido pelos homens e oferecido para a Mãe Terra pelas mulheres, procurava-se imitar nos meninos o primeiro sangue das meninas com cortes e flagelações e até mesmo mutilações. Infelizmente, com o advento das sociedades patriarcais a reverência pela sacralidade do sangue menstrual foi sendo substituida por tabus e superstições, segregando e hostilizando as mulheres, que passaram a ser consideradas impuras, indignas e perigosas (por “roubarem” a força dos homens). As celebrações da primeira menstruação foram substituidas por enclausuramento, defloramentos forçados, proibições e restrições, originando posteriormente os conceitos perniciosos e as sensações “vergonhosas” que assombraram as mulheres ao longo dos últimos três mil anos.
Um rito de passagem totalmente relegado ao esquecimento é a celebração da menopausa. Os povos antigos não consideravam que a vida da mulher era definida pela sua capacidade de procriar. Pelo contrário: acreditavam que a partir do momento em que o sangue menstrual não mais era vertido, mas retido no corpo da mulher, aumentava a sua sabedoria e os seus poderes psíquicos e mágicos. Ao passar do estágio de Mãe para a de Anciã (manifestação da própria Deusa, além de Donzela) as mulheres adquiriam um “status” especial, tornando-se conselheiras, curadoras, profetisas e orientadoras espirituais da comunidade. Ritualizando este conhecimento reconhecia-se e se honrava este momento importante de transição na vida da mulher, quando ela podia assumir e desempenhar outros papéis além dos maternos e familiares.
Por que então este acontecimento tão fundamental na vida da mulher passou a ser negligenciado e depois negado pela sociedade, pela história e pela religião contemporânea? Segundo estudiosos e pesquisadores esta negação foi consequência dos conceitos e atitudes patriarcais que valorizavam a mulher apenas por sua capacidade reprodutiva ou os seus encantos sexuais. Crenças como a de que a mulher perdia sua feminilidade após a cessação da menstruação refletiam os medos inconscientes das mulheres alimentados pelas atitudes de indiferença ou desprezo dos homens em relação às mulheres idosas.
Os antigos conceitos espirituais sobre o poder mágico da mulher fértil foram deturpados para as caricaturas medievais das bruxas velhas, com pêlos no rosto e poderes malignos. Das milhões de mulheres torturadas e trucidadas pelos abomináveis tribunais da Inquisição, a maioria era de mulheres velhas, já que “o diabo anda por lugares áridos”.
Hoje em dia a expectativa de vida aumentou e há uma percentagem cada vez maior da população formada por mulheres pos-menopausa. Como esta ocorre por volta dos cinquenta anos, as mulheres têm ainda mais um terço de suas vidas a produzir. A sociedade não pode mais se permitir ignorar ou marginalizar as mulheres após terem deixado de ser reprodutivas ou “atrativas”. Mais importante do que reverter os preconceitos masculinos é a necessidade das próprias mulheres emergirem do seu marasmo secular e assumirem atitudes positivas em relação a este rito de passagem - não como um fim, mas o início de um novo ciclo.
Aceitar esta nova fase e celebrá-la através de rituais e cerimônias contribuirá para a libertação dos medos sobre a perda da feminilidade, a decadência física e mental, a entrega à passividade, ao vazio, à depressão. Sentindo-se aceita, honrada e celebrada pelas suas irmãs e companheiras de jornada a mulher saberá sintonizar-se com os atributos da Mulher Sábia, da Conselheira, da Mestra e da Deusa Anciã, compartilhando os maduros frutos de suas experiências e vivências.

Por Mirella Faur - www.theiadethea.org

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Caminho da Cura


"Ensine-me a reunir os fragmentos de minha alma,
Resgatando meu potencial perdido.
Eu busco a unidade.
Permita-me encontrar o perdão,
E abraçar uma nova forma de ser,
Abrindo mão da dor e da raiva contra todos que me feriram.
Permita-me curar meu corpo humano,
O veículo sagrado da alma, curando todas as desarmonias
Encontradas na Tigela de Cura.

Permita-me a coragem necessária
para enfrentar os inimigos interiores,
curando minhas fraquezas,
E honrando o guerreiro que ali está.
Permita-me honrar a promessa sagrada,
de ser leal à minha busca de totalidade,
sem nunca abandonar minhas Curas,
nem o coração que bate em meu peito".

Jamie Sams

Que esta seja sempre nossa oração e nosso desejo, honre sua condição de mulher!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Bruxaria Ecofeminista Pagã - Um novo conceito.


Eu creio que a mulher será sempre “n”coisas incompreensíveis, quiçá inexplicáveis.
Como foi assim até hoje.
Como somos agora.
Simplificar o estado “mulher”, “bruxa”, “pagã”, inserindo-a em uma esfera, lhe retira significância; resta valor encaixar-nos em uma nomenclatura apenas por ela ser reconhecida e validada publicamente, isto nos limita e nos parte.
Não investe a mulher de valor.
Não é a modernidade nem o paganismo o que fará dela, uma fêmea libertária e autônoma.
Pode ela ser pagã, nascer no século XXII e ser cópia fiel de outras mulheres de séculos atrás, no que se refere à passividade perante a extirpação dos seus direitos.

Também a questão do gênero não salva a mulher de ser mais ou menos machista, ou mais ou menos aquiescente com a violência no lar ou fora dele; ou com a exploração sexual e menosprezo pelo sexo feminino. Mulheres que amam mulheres estão aí a fora sendo usurpadas da sua liberdade, exploradas física ou financeiramente pelas mulheres que amam...

Então não é o grau de liberdade o que sinaliza ser livre de fato, ou o acesso às escolhas sejam quais forem e nos níveis que forem o que garante à mulher ser um indivíduo livre, consciente dos seus direitos, deveres e feliz.

Nem é a obrigação de procriar o que realiza ao ser humano...

O que nós constrói como seres humanos é o respeito e dignidade para consigo mesmo, o respeito pelas nossas limitações, o amor próprio é o que nós salva da exploração alheia e nos proporciona dignidade, coesão em atos e pensamentos.

É o conceito bem formado interior sobre cada o que salva ao indivíduo de calar, de omitir-se e perpetualizar a nulidade dos direitos humanos e a repetição cíclica da exploração massiva ou particular.

Não é no nível das discussões de ser ou não fêmea ou macho, e o que é melhor, que se resolvem quizilas íntimas e externas, Mas sim a conscientização individual quanto ao que faz bem ou mal a cada indivíduo, e as perdas que podem incorrer na busca incansável pela aceitação do outro a todo custo.

A despersonalização e perda de referencial individual e a mimetização no outro é o que anula o ser humano. O desvaloriza e denigre.

Mas, sempre há um mas, podemos sim as mulheres pagãs aceitar uma bandeira, ideológica, espiritual, ativista e pagã. Que acolha a mulher como ela se mira, como ela se vê refletida em seus espelhos mutantes.
Essa bandeira deve ser flexível, deve conseguir se moldar dentro das múltiplas formas que as mulheres pagãs possuem, claro as mulheres pagãs, que se entendem como Bruxas, como Feministas, como Ecológikas...
Apesar de que rótulos pesem cedo ou tarde, saber que há um nome para aquilo que somos e praticamos, faz com que sintamos “estar em casa”, onde podemos manifestar dizeres que externam o que já passou horas demais internalizado.

Os movimentos femininos das décadas de 60, 70 e cujos reflexos sentimos no hoje, perfazem, ainda que distantes em tempo e geografia, o sentir espiritual do feminino pagão atual. Foi lá naqueles anos vestidos de roupas engraçadas, que o Paganismo Feminino tomou formas, nasceu e perdurou... Não me refiro à história e registros antropológicos, mas a historicidade.
A historicidade é um conceito crucial para o entendimento da história, seja ela considerada “ciência” como queriam os estudiosos do século XIX, ou “narrativa verídica”, como definiu Paul Veyne. É a historicidade que dá caráter factual à vivência, em oposição à narratividade que cerca o homem; é aquilo que dá valor ao antigo apenas por ser antigo, e não por ter uma qualidade intrínseca - é o que define um mero objeto de um objeto histórico. Analisando a importância da história para o homem, Gadamer afirma: “o homem é, simultaneamente, o ser do passado remoto e o ser que vive no seu futuro como grande horizonte de expectativa e vasto campo de projetos que o seu ser modelado pela sua história lhe abre.” (GADAMER, 1988: 12). Esse ‘ser modelado pela história’, no entanto, é impensável sem a preocupação, consciente ou inconsciente, com a historicidade.
É nessa historicidade que os movimentos daquelas décadas representam papel preponderante em nosso fazer pagão de hoje!
Em outras palavras, não devemos menosprezar a história do feminino e suas manifestações, mas considerar seriamente a representatividade que ativistas feministas dos anos 70, possuem no que hoje é o paganismo feminino.

Mas vamos ao rótulo ou bandeira, ou denominação, e a qual venha a ser ela.
Entendo que assim como eu, outras pagãs, possam se encaixar no conceito da Bruxa Eco-feminista Pagã.

Um conceito que pega emprestado muito do que foi elaborado pelos movimentos ativistas femininos pagãos como os encabeçados por Starhawk, ZZ. Budapest, por exemplo, e por movimentos dentro do universo psicanalítico, onde podemos citar a seguidoras e revisionistas junguianas como: Jean Shinoda Bolem; Marion Woodman; Christine Downing, entre outras.
Elas que em suas analises pessoais e interpessoais resgatam o conceito da identificação da nossa psiquê e os arquétipos das deidades femininas oriundas em base à mitologia grega, mas que hoje em dia abarca a outras.
Bem, podem estar pensando, isso é o Dianismo... Não. Não necessariamente dentro do conceito a ser elaborado e construído; onde a mulher pagã se entende como um ser politicamente ativo, não apenas em relação aos direitos civis, mas ao resgate da Terra.

Bruxa, sem necessitar filiação a uma Tradição oficial por assim dizer, mas sim sendo Bruxa no seu fazer cotidiano, como um ser “pro – Verde”; “pro – Vida”, logo Ecológika. Como ser crente na magia, no criar magia. Sem idealizar um estereotipo fantasioso, mas imprimindo a esse fazer, a esse criar, conotações ativistas. Exercer seu panteísmo e politeísmo abertamente, sem o sentimento de categorização, de classificação, de grupo fechado... Poder ser livre no percurso da sua trilha espiritual, sem ter que prestar contas ao coletivo.
Mas inserindo essa religiosidade dentro do seu entendimento como ser social, não como subcategoria, ou contracultura; nada disso, somos uma cultura, somos uma categoria, a de mulheres ativistas pelos seus direitos espirituais, emocionais, físicos e civis. E dentro deles o direito à fala é imprescindível e inalienável, mesmo dentre os grupos femininos circulares, que de tanto rodopiar concluem por repetir o ato excludente que execram no patriarcalismo, ao massacrar o pensar de outras mulheres.
Vamos rodopiar de mãos dadas, girar em qualquer sentido, mas juntas. E nisto mora o feminismo.

Ser Feminista não pode hoje ser apreendido como mundo de fêmeas que excluem ao homem, mas um mundo de fêmeas que luta por seu lugar ao sol, pelo respeito para com sua ideologia, pelo o empoderamento do seu eu, tão dissipado e esmagado ao longo das eras.
Feministas somos as mulheres que respeitamos ao homem, e o encaramos de igual para igual, sem medo, nem incentivo à supremacia de sexo ou gênero.
Somos as fêmeas que criamos uma nova geração de seres abertos à diversidade, tolerantes, livres para escolher suas sendas no político, religioso e sexual.

Somos Pagãs por crer em várias deidades, crer na magia, crer na sobrevivência da Terra, por entender que depende do Verde a Vida. Entendemos como Sagrado o que nos cerca, O reverenciamos e nos permitimos lhe dar vários nomes. Interagimos com esse Sagrado, logo somos co-responsáveis dentro da dinâmica social por Ele.
Eis o que somos muitas mulheres pagãs, espalhadas pelo mundo afora: Bruxas Eco-Feministas Pagãs.

Neste epíteto, está a explicação do nosso fazer espiritual, eis a explicação para aquelas que como eu, já percorreram “n” caminhos, já realizaram “n” estudos, leituras, mergulharam em centenas de livros, pensamentos e sonhos. E hoje descobrem que podem usar essa bandeira, nomenclatura, denominação.

Para aquelas que carecem de antiqüíssimas raízes lendárias ancestrais em núcleos de Bruxos, pois não tiveram a sorte de herdá-los, para as que não se encaixam dentro dos parâmetros das diversas linhas pagãs, como os caminhos conhecidos pela sua necessidade de iniciações oficiais, para aquelas que são Bruxas, que sentem nas veias a vida circular, que sentem na alma, na mente e no coração o Paganismo gritar e o Eco-Feminismo clamar!

Bênçãos Deles!

Luciana Onofre
São Luis, 16/05/08


Bibliografia Consultada:
A Deusa Interior – Jennifer Barker Woolger & Roger J. Woolger. Ed. Cultrix.
A Deusa Tríplice – Adam McLean. Ed. Cultrix.
A Deusa no Escritório – ZZ. Budapest. Ed. Agora.
Bruxaria e História – Carlos Figueiredo Nogueira. Ed. USC.
Como se escreve a história e Foucault revoluciona a história – Paul Veyne. Ed. UnB.
História e Historicidade - H.G. Gadamer. Ed. Gradiva. Lisboa.
A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk. Ed. Nova Era.

Compartilho da visão da minha irmã Luciana, esperando que essa semente brote nos corações de outras mulheres, dando as mãos e buscando por seus direitos e os direitos de nossa Mãe Terra, o Ecofeminismo Pagão é uma espiritualidade sim, mas que tem todo um ativismo, recicle, faça uso consciente da água, reutilize vidros, pet, passe esse respeito para seus filhos e familia, somos uma teia, estamos todas interligadas. Espalhe essa mensagem!!!
Que a Deusa continue zelando por todas nós.

Sangue da Vida


Sangue da vida
com a Lua Crescente meu corpo o faz.
Sangue da vida
com Minguante a terra o cultiva.

O tempo veio para mulher abandonar sua vergonha.
O sangue que derramamos é sagrado, uma honra que restaura.
Celebremos nosso dom, o poder para criar,
O milagre da vida humana de amor foi consumado.

Sangue da vida,
com a Lua Crescente meu corpo o faz.
Sangue da vida
com Minguante a terra o cultiva.

Sangue da vida,
Sangue da Sabedoria, como os Anciões o chamam.
Sangue da vida,
presente Sagrado, vamos celebra-lo.

Honre seu ritmo, siga o fluxo.
Ame sua criação, aprenda a deixar ir.
Honre a noite escura, honre o dia, honre seu corpo, ele conhece os caminhos.

Nosso tempo de sangrar cura, é tempo de deixar ir,
relaxando no feminino, seguindo com o fluxo.
Não há nenhuma necessidade para compreender como a noite se transforma em dia.
A alquimia está dentro de você, seu corpo conhece os caminhos.

Eu sou mulher, mulher que flui com a Lua,
mulher que sangra para vida.
Eu honro meu sangue.
Eu sou a mulher sagrada.
Eu sou a mulher que muda.

Laura-Doe Harris, 1995 - Do livro Ritos de Passagem -Claudiney Prieto

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Mil perdões as minhas irmãs...

Ando sumida do blog por conta da minha mais nova empreitada...comprei um novo imovel, maior, com quintal para meu jardim ter espaço, para minha filha brincar e para praticar meus rituais a luz da lua...rsrs
Mas tudo tem seu preço, estou pra lá de envolvida no processo de reforma e mudança que deve ser um pouco demorado...mas não as esqueci...e pretendo retomar as matérias e devaneios, e em breve instalar reuniões fixas do Circulo Feminino, ao qual será batizado de Circulo de Gaia...boas novas com a chegada da primavera, espero que seja assim pra todas vocês...Que a Deusa possa operar atraves de nós cada vez mais... lembre-se somos particulas Dela... honramos nosso estado sagrado atraves de nosso compromisso com a felicidade!!!
Benção Plenas!!!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bridget Jones ainda é atualissima!!!

Tarde chuvosa e fria em Santos, e apesar de ter tido um fim de semana de aniversário perfeito, acordei com uma dor terrivel por causa do aparelho ortodontico... o que tirou completamente meu humor!!!
Mas eis que depois do almoço sentei para assistir um pouco de tv e tive uma surpresa muito agradavel, iria passar no Universal Channel "O Diario de Bridget Jones" e "Bridget Jones no Limite da Razão", dose dupla da minha heroina preferida, imagina se não fiquei lá, jogada no sofá, enrolada no edredom, lembrando de como Bridget teve o poder de me inspirar à 5 anos atras a dar a grande guinada da minha vida.
Assistir esses filmes de novo me fez relembrar o "Girl Power", como nós mulheres com todas as nossas imperfeições somos fantasticas, nossa inteligência, bom humor, charme, nos dá larga vantagem sobre aquele tipo superficial, vazio, que só se importa em não engordar 100gr ou em não deixar a escova estragar...rsrs...
Esse tipo esqueceu a alegria de tomar um banho de chuva enquanto se anda de bicicleta, com o vento no rosto, sentindo aquela água te purificando, te lavando a alma...ou o prazer de tomar um chocolate quente enrolada no cobertor com a pessoa que se ama...porque é uma bomba calórica!!!
Comer pipoca no cinema...morrendo de rir com uma daquelas comédias agua com açucar, ou morrendo de chorar com um drama daqueles...tem coisa mais maravilhosa do que ser espontânea? Do que deixar as emoções falarem alto, ser você mesma sabendo que existe alguém que te ama exatamente do jeitinho que você é...que não quer te mudar porque senão perderia toda a graça... Bridget é uma amostra de que você não precisa vestir manequim 38 pra ser feliz, ou ser a mais bem sucedida profissional em sua area, a sua alegria e seu jeito espontaneo conquista amigos leais e um homem maravilhoso!!!
Precisamos honrar nossa condição de mulher independente de nossa idade, raça, manequim, profissão, apoiando umas as outras, ajudando, acalentando, lembrando que somos deusas, iluminadas pela centelha da divindade que gerou o universo.
Somos a fonte da energia criativa, podemos moldar um mundo novo, porque não começamos moldando o que queremos para a nossa vida?

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Refletindo e Agradecendo...


Muita gente costuma relacionar o periodo de 1 mês que antecede seu aniversário como o "Inferno Astral", bom e no meu caso, eu passo pelo Retorno de Saturno ao mesmo tempo.
O Retorno de Saturno acontece de 28 a 29 anos, quando o planeta volta a posição em que ele se encontrava no dia do seu nascimento, na astrologia esse periodo é conhecido como o "tempo de colheita"...tudo o que plantamos durante esses 29 anos recebemos seus frutos, por isso muitos passam por momentos de depressão, perda de emprego, fim de casamento e outros desastres... talvez porque não se preparam bem para o tal Retorno.
Os pequenos ciclos de 7 anos de Saturno nos dão pistas a respeito dos desafios que todo ser humano tem que passar... aos 7 anos, vamos a escola não mais para brincar e sim para aprender, começam as responsabilidades.
Aos 14 anos, a adolescência se torna mais evidente, rebeldia, auto afirmação, namoro, sexo.
Aos 21 a tão sonhada independência..muitos já estão na faculdade em vias de consolidar sua vida profissional.
Aos 28 muitos se casam, ou se separam, são pais... é a maturidade definitiva, afirmando que você cresceu e que é responsavel não só mais por você...
E por ai vai...ficaria aqui falando sobre o Retorno de Saturno sem parar....rsrs...mas você deve estar se perguntando, o que isso tem haver com a Guerreira Interior?
Tudo!!! Eu particularmente como estudante de astrologia autodidata, aprendi que o céu nos dá muitas pistas sobre nossa evolução no universo.
Foi por isso que tentei me preparar para esse tão temivel momento...estudando e praticando pequenas atitudes que poderiam fazer a diferença na minha vida e na das pessoas ao meu redor...acho que funcionou!!!
Dia 14 agora eu completo 29 anos...e o Retorno de Saturno já se deu em meu mapa, na verdade já faz alguns meses, e não me lembro de ter me sentindo tão feliz, tão completa antes, conquistei coisas que não imaginava, recebi dadivas, ganhei irmãs e irmãos maravilhosos e meus projetos começaram a frutificar!
Decidi compartilhar esse meu momento com a guerreira que há em cada uma de vocês, para que saibam que não existem desafios que não possam ser vencidos, tudo depende da atitude que temos perante à eles. Você não só pode como deve ser a dona de seu destino, reservando para si mesma toda a sorte de bençãos!!!
Sinto-me leve e suave...e em amor agradeço as maiores inspirações da minha vida, a minha filha Isabela que me faz exercitar o amor e paciência da face Mãe da Deusa, ao meu marido Márcio que me levou de volta para o Utero da Grande Mãe, despertando a face Donzela Caçadora da Deusa em mim. E a própria Deusa em seus 3 aspectos, com seus mil nomes... que tem cuidado de mim, desde o dia em que comecei minha dedicação.
Agradecimentos aos meus irmãos e irmãs do Grupo de Estudos Pagãos de Santos, por todo o apoio e amor. Ao Circulo Feminino que se estrutura no amor e na compreensão. Aos amigos pagãos de outras cidades e estados que nos mantemos unidos online trocando experiências e idéias, que são muito importantes pra mim!!!
E as duas mulheres com quem aprendo todo dia, mesmo a distância me espelho em seus exemplos no desenvolvimento do trabalho com o Sagrado Feminino: Mirella Faur e Sabrina Alves.
À todos aqui citados meu amor e gratidão eternos por tudo que me deram, dão e darão!