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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Código de Honra - De Magdala Feminino Essencial

Este material circula pela internet com o título de "Poema Celta". Não se sabe na realidade se é um código de honra das mulheres celtas, porque elas nunca deixaram nada escrito. Recebi em mensagem da minha amada irmã Carla Lampert, do Magdala Feminino Essencial Sul, que postou ontem esse lindo texto que também quero dividir com vocês. Gostaria de dizer a todas que o link do Magdala está na lista dos Recomendados, prestigiem o blog da Carlinha que tem um trabalho muito lindo. O texto retrata o que há de mais forte dentro de cada mulher, a liberdade e o amor:

"Jamais permitas que algum homem a escravize, nasceste livre para amar e não para ser escrava.

Jamais permitas que teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?

Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que jamais fará você sorrir!
Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado.
O corpo é moradia do espírito, por quê mantê-lo aprisionado?

Jamais te permitas ficar horas esperando por alguém que jamais virá, mesmo tendo prometido.
Jamais permitas que teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu sequer sabes!

Jamais permitas que teu tempo, corpo e coração seja desperdiçado por alguém que nunca terá tempo para ti.
Jamais permitas ouvir gritos em teu ouvido.
O Amor é o único que pode falar mais alto!

Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.

Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.
Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.

Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar os brilho de teus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.
E, sobretudo, jamais permita-se perder a dignidade de ser mulher!"

Carlinha um super beijo pra você...cada dia que passa amo ainda mais seu trabalho!!! Espero conhecê-la pessoalmente em breve, são mulheres como você que ajudam a fazer a diferença! Toda minha admiração e carinho à você...luz sempre!!!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Tempo Matriarcal

Em épocas matriarcais, ser uma mulher era compreendido como algo especial, por causa da habilidade de sangrar sem feridas e sem morte. E, reter seu sangue durante um longo período na gravidez, para produzir uma vida nova! Que presente miraculoso, a perpetuação da espécie.
Como uma mulher entra na idade da sabedoria, seu sangue sábio foi retido dentro de seu corpo. Esta era considerada uma estadia, o incrível poder da mulher em menopausa. Seu ' sangue sábio '; da vida e as habilidades de desafiar a morte permaneceram dentro de seu corpo para seus únicos uso, finalidade e desejo. Não mais por muito tempo terá que sangrar e nutrir a terra com seu presente de sangue, nem necessita compartilhar de seu corpo para ajudar criar uma vida nova. Reteve todos estes presentes e poder para seu próprio uso. Isto fez-lhe uma figura de incrível poder, com muitas dádivas especiais, bênçãos para compartilhar com seus povos. Com o advento do conhecimento científico, a menstruação, a gravidez, o nascimento e a menopausa têm sido reduzidos, às vezes, às condições médicas e, em outras vezes,emergências médicas.
Freqüentemente, por causa do conhecimento e da terminologia científica, a mágica, a beleza, o poder e a sabedoria do menstruação, da gravidez, do nascimento e da menopausa foram perdidos e negligenciados no mundo. Com uma mudança do pensamento e do sentimento nós podemos recuperar e honrar nossos corpos para toda a magia, divertimento, e amor se tivermos o coração para fazer exame mais próximo na verdade de quem nós somos realmente em comparação às ordens, aos pensamentos e às opiniões de outros. Boas vindas na fase da mulher do sangue sábio.
A transição para a menopausa pode ser um momento do apreensão e incerteza de nos mesmos, nossos corpos e de nosso futuro. Pode ser um momento reduzido a uma condição médica que possa requerer atenção . Pode ser um momento experimentado como uma elevação emocional através das mudanças em níveis hormonais. Pode ser reduzido a um momento da inconveniência e do desespero para outro e para si.
A menopausa pode ser experimentado como um dos divertimentos dos tempos emocionantes da vida. É um momento para escolhas. É um momento para a mulher, para ela mesma , suas necessidades, desejos, experiências, liberdade . Tudo isto pode ser inesperado e oprimindo dependendo como uma mulher aprende, e as experiências, as escolhas novas e diferentes a essas. A menopausa é um momento de grande mudança. É importante fazer exame do espaço sagrado para descobrir nossas possibilidades e nossos potenciais e para curar e liberar isso que nós requeremos, não por muito tempo. Isto permitirá a nos movermos com mais facilidade e finalidade no presente, e assim determinar o futuro, nosso futuro.
O futuro das filhas e as possibilidades gloriosas que estão disponíveis à mulher. Reflexões :
Que eu quero?
Que terapias alternativas estão disponíveis a mim se eu estiver experimentando sintomas?
Que pode me ensinar estes sintomas ?
Eu honrei ou honro meus ciclos?
Eu respeito-me?
Como eu sinto sobre minha fertilidade ou a perda da fertilidade?
Como eu sinto sobre minha menstruação ?
Como eu sinto como uma mulher?
O faço espiritualmente enquanto eu me aproximo da menopausa.
Eu penso que estou no momento de sabedoria?
Eu penso que meu sangue é sábio?
É muito importante ter a informação sobre nossos corpos, a maneira que trabalham, as mudanças a que todos nós vamos completando, porque nós crescemos e nos tornamos. Compreendendo o que nós queremos ou necessitamos, nossas escolhas, nossos corpos, nossas vidas.

Texto de Arielle Kaph

Que essas sejam as reflexões de todas nós durante os ciclos de morte e renascimento, até a chegada do "Sangue Sábio", envelhecer não é sinônimo de decadência e sim de sabedoria, maturidade. A menopausa é só mais uma etapa da evolução da mulher rumo ao Divino Feminino.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Mulher Interior

As vezes as mulheres ficam cansadas e irritadas à espera de que seus parceiros as compreendam. "Por que eles não conseguem saber o que eu penso, o que eu quero?" Elas ficam exaustas de fazer essa pergunta. No entanto, existe uma solução para esse dilema, uma solução prática e eficaz.
Se a mulher quiser que seu parceiro tenha esse tipo de receptividade, ela lhe revelará o segredo da dualidade da mulher. Ela lhe falará sobre a mulher interior, aquela que, somada a ela mesma, formará duas. Isso ela consegue ao ensinar seu parceiro a fazer duas perguntas de uma simplicidade enganosa que farão com que ela se sinta vista, ouvida e conhecida.
A primeira pergunta é a seguinte: "O que você quer?" Quase todo mundo faz alguma versão dessa pergunta, mas de forma automática. Existe, porém, uma pergunta ainda mais essencial. "O que deseja o seu self mais profundo?"
Quando se ignora a natureza dual da mulher e se julga a mulher pelo que ela aparenta ser, pode-se vir a ter uma grande surpresa, pois, quando a natureza primitiva da mulher emerge das profundezas e começa a se afirmar, é freqüente que ela tenha interesses, sentimentos e idéias muito diferentes dos que manifestava antes.
Para tecer um relacionamento seguro, a mulher também fará as mesmas perguntas ao parceiro. Como mulheres, aprendemos a reunir as forças dos dois lados da nossa natureza e da dos outros também. A partir da informação que recebemos reciprocamente dos dois lados, podemos determinar com clareza o que é mais valorizado e como reagir de acordo com isso.
Quando a mulher consulta sua própria natureza dual, ela está cumprindo o processo de olhar, examinar e sondar o material que está para além do consciente, sendo, portanto, muitas vezes surpreendente no seu conteúdo e no seu tratamento, e quase sempre de imenso valor.
Para amar uma mulher, o parceiro deve também amar sua natureza primitiva.
Se a mulher aceitar um companheiro que não possa amar ou que não ame esse seu outro lado, ela sem dúvida acabará arrasada sob algum aspecto e deixada a vaguear cambaleante, em desmazelo.
Portanto, os homens, tanto quanto as mulheres, devem identificar suas naturezas duais. O amante mais querido, o pai mais valorizado, o amigo ou "homem selvagem" mais valioso é aquele que deseja aprender. Quem não se delicia com o aprendizado, quem não é atraído por novas idéias ou experiências não conseguirá passar do marco de estrada junto ao qual está descansando agora. Se existe uma força que alimenta a raiz da dor, ela é a recusa a aprender além do momento presente.
Sabemos que a criatura Homem Selvagem está à procura da sua própria mulher terrena. Com medo ou não, é um ato de profundo amor o de se permitir ser perturbado pela alma primitiva dos outros. Num mundo em que os seres humanos têm tanto medo da "perda", existe um excesso de muralhas protetoras contra o mergulho na numinosidade de outra alma humana.
O companheiro certo para a Mulher Selvagem é aquele que tem uma profunda tenacidade e resistência de alma, aquele que sabe mandar sua própria natureza instintiva ir espiar por baixo da cabana da alma de uma mulher e compreender o que vir e ouvir por lá. O bom partido é o homem que insiste em voltar para tentar entender, é o que não se deixa dissuadir.
Portanto, a tarefa primitiva do homem consiste em descobrir os nomes verdadeiros da mulher, não em usar indevidamente esse conhecimento para ganhar controle sobre ela, mas, sim, para captar e compreender a substância numinosa de que ela é feita, para deixar que ela o inunde, o surpreenda, o espante e até mesmo o assuste. Também para ficar com ela. Para entoar seus nomes para ela. Com isso os olhos dela brilharão. E os dele também.
No entanto, para que não descansemos antes da hora, há ainda um outro aspecto da identificação da dualidade, um aspecto ainda mais apavorante, porém essencial a todos os amantes. Enquanto um lado da natureza dual da mulher pode ser chamado de vida, a irmã "gêmea" da vida é uma força chamada morte. A força chamada morte é uma das bifurcações magnéticas do lado selvagem. Se aprendermos a identificar as dualidades, acabaremos dando de cara com a caveira descarnada da natureza da morte. Dizem que só os heróis conseguem suportar a visão. O homem selvagem sem dúvida consegue. A mulher selvagem, sem a menor sombra de dúvida, consegue. Na realidade, eles são inteiramente transformados pela visão.

Texto retirado do livro: Mulheres que correm com os lobos de Clarissa P. Estes.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Parteira da Consciência, uma das outras...

"Devemos lembrar-nos como e quando cada uma de nós passou por uma experiência da Deusa e se sentiu sarada e integral por causa desta.
São momentos santos, sagrados, intemporais, embora por mais inefáveis que se possam revelar, sejam difíceis de reter em palavras.
Mas, quando qualquer outra pessoa menciona uma experiência semelhante, isso pode evocar as sensações que voltam a captar a experiência; se bem que só aconteça se falarmos da nossa vivência pessoal.
É por isso que necessitamos de palavras para os mistérios das mulheres, o que parece exigir que uma de cada vez explicite o que sabe - como tudo o mais que é de foro feminino.
Servimos de parteiras às consciências umas das outras...."
autora:Jean Shinoda Bolen

Recebi essa mensagem da minha irmã de jornada, que também trabalha com o Feminino Sagrado, Carla Lampert, somos responsáveis pela inserção de uma nova cultura de respeito ao Sagrado Feminino, primeiro entre nós mulheres, depois na sociedade como um todo. Vamos seguindo como Sabrina Alves gosta de dizer, conectadas sempre, nesse espirito de harmonia e amizade.
Saudações as Senhoras da Lua!!!

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Manual da Lealdade Feminina

A Lealdade Feminina é um sintoma da mudança da sociedade rumo a um novo modelo social. Alguma mulheres já estão se conectando. As mulheres tem o Dom da Vida e essa essência feminina que nos irmana é a chave para profundas mudanças no modelo social.

A Lealdade Feminina é transversal. Não podemos esperar que todas as mulheres pensem como nós. Mas a essência feminina que nos une já existe e é preciso religar essa energia para que ela flua de forma permanente, formando uma rede de Luz...

Os 10 Passos para a Construção da Lealdade Feminina são:

1- FEMINILIDADE
Resgatar o feminino essencial e sagrado... Encontrar a harmonia e o equilíbrio interior, reconhecendo o nosso Feminino ancestral, e eliminar a mulher inventada pelo patriarcado.

2- ADMIRAÇÃO
Admirar e elogiar as outras mulheres, valorizar a Mulher... Não somos mais rivais, somos todas IGUAIS em essência feminina... Somos a imagem no espelho, refletida em todas as outras mulheres.

3- TOLERÂNCIA
Mesmo contraditórias, dissonantes ou discordantes, temos de relevar as nossas diferenças e nos unir... Valorizar essa essência feminina como fator de Igualdade, e nos irmanar.

4- SOLIDARIEDADE
Ser solidárias às outras mulheres, na nossa família, na nossa comunidade, bem como a todas as mulheres do mundo, além fronteiras. Deixar de ser a base de sustentação do machismo patriarcal.

5- INDEPENDÊNCIA EMOCIONAL
Caminhar e evoluir em direção à uma maturidade emocional, superando preconceitos patriarcais e crenças absurdas que foram construídas para nos aprisionar e nos manter submissas ao sistema patriarcal.

6- INDEPENDÊNCIA FINANCEIRA
Não aceitar situações degradantes e humilhantes por dependência financeira. Buscar o seu próprio sustento e tbm a realização profissional, como elemento de base para a auto-valorização e auto-estima.

7- DISCERNIMENTO
Compreender e discernir os mecanismos de manipulação dos relacionamentos. Escolher relacionamentos saudáveis e abrir mão dos recursos excusos das mulheres patriarcais, como chantagens e joguinhos de sedução. Sair dessa programação e ser inteira, yin e yang.

8- DEDICAÇÃO
Dedicar uma parte sagrada do seu tempo em seu próprio desenvolvimento pessoal. Descobrir o Dom de cada uma, e realizar a Missão, que é usar o dom para ajudar a construir um novo modelo social, e ajudar a cuidar da Deusa Gaia...

9- COERÊNCIA
Ter uma atitude coerente no dia-a-dia... Procurar uma sintonia entre o pensamento, o discurso e a ação, e caminhar nessa direção... Buscar a harmonia, e uma conscientização profunda... Ser a mudança que deseja no mundo...

10- NOVAS PRÁTICAS
Apenas uma relação de idéias e textos, iniciativas e modelos de participação social... Buscar com a nossa prática concretizar o desejo de um novo modelo social, conhecendo as diferentes alternativas existentes e ajudando a criar novas maneiras de ser e estar ... e cuidar de Gaia...

Texto de Nana Odara do Blog Lealdade Feminina

Essa é uma convocação as mulheres do terceiro milênio, unidas, caminhando de mãos dadas, apoiando umas as outras construiremos uma sociedade equilibrada, harmoniosa para as futuras gerações.
Diga não a exploração emocional, financeira, e social. Diga basta, a degradação de nosso ambiente natural, nossa saúde está ligada intimamente à saúde do nosso planeta. Isso é a Lealdade Feminina, é cuidarmos umas das outras, e da Terra como nossa Geradora, nossa Mãe!!! Conte comigo Nana, vamos espalhar a semente de uma nova consciência social: a Lealdade Feminina!


Rosas para todas vocês, Senhoras da Lua!!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Guerreira Ferida


Após muitas leituras, conversas com outras mulheres e pesquisas decidi me perguntar quem é a “Guerreira Ferida”? É a mulher independente, confiante, bem sucedida, a mulher que conquistou o seu espaço dentro do mercado financeiro, tendo geralmente excelentes cargo e remuneração, muitas vezes sendo chefe de muitos homens. É capaz de resolver qualquer problema e geralmente não pede ajuda, mesmo quando precisa. Conquistou essa posição com muita luta, enfrentando toda a dificuldade que existe para uma mulher ocupar um cargo de confiança em uma sociedade patriarcal, muitas vezes sangrando para isso.
“Durante sua “jornada” essa guerreira, por proteção, veste-se com uma “armadura” e está sempre com sua ”espada” na mão, uma visão simbólica que demonstra estar na defensiva. Acredita que não precisa de companhia, abandonou a fantasia do “Príncipe Encantado”. Algumas vezes essa “Guerreira Ferida” se torna amarga, zangada e se castiga privando-se de vivenciar suas emoções, de demonstrar suas fragilidades, ser espontânea. Só que essa “Guerreira”, na realidade, está muito ferida; a dor é sentida na alma, no coração. Ela está cansada de lutar, a armadura está pesada e ela sente que há necessidade de equilibrar o uso da espada.
Na psicologia feminina, segundo a especialista no assunto, Jean Shinoda Bolen, a “Guerreira Ferida” é um dos arquétipos mais presentes na sociedade atual. Jean Shinoda relaciona este padrão fazendo uma comparação entre a mulher contemporânea e as deusas gregas. Nesta visão a “Guerreira Ferida” é a mulher em desequilíbrio entre os arquétipos das deusas Afrodite e Athena.
A mulher teve que despertar este arquétipo da guerreira para sobreviver na sociedade atual. Ela veste suas armas para realizar seus sonhos. Só que não sabe como equilibrar este padrão com as outras faces do feminino que habitam seu coração e ainda a medida certa entre o equilíbrio das energias masculina e feminina.
Como curar a “Guerreira Ferida”? Segundo Suzana Kennedy, ”a Guerreira Ferida almeja se transformar em Deusa, mesmo que não pudesse usar essas palavras para descrever o seu desejo. Quem é a Deusa? A Deusa é simplesmente a incorporação do Divino em um corpo feminino. Ela tem discernimento e age com integridade. Ela tem uma essência de paz interior que é inabalável. A Deusa irradia uma energia que é tão poderosamente bela, amorosa e suave, que os outros são atraídos para ela como imã.”
A Deusa pode ter sido uma “Guerreira Ferida”, mas curou suas feridas, equilibrou a face guerreira com as outras faces: a mãe, a amante, a menina, a anciã, a protetora, a espiritualista, a sombra, a luz, etc. Ela sentiu todos os seus medos, anseios, raiva, amor, libertando-se, assim. Ela transformou seus sentimentos, a traição e abandono em confiança e tranqüilidade. Ela aprendeu a olhar para dentro e gostar do que vê. Ela combate o ataque espiritual e físico com amor.
A “Guerreira Ferida e a Deusa”: dois arquétipos femininos poderosos. Um cansado e ferido; o outro, radiante e curado.
A mulher que vive o padrão da “Guerreira Ferida”, para ser curada, deve reencontrar-se com sua “Deusa Interior” e isso torna-se mais fácil quando a mulher descobre a sua espiritualidade, sentindo que o divino habita dentro de si mesma. Nesse reencontro essa “Deusa Mulher” renasce e sabe desfrutar toda sua feminilidade com coragem que emana do seu coração. Ela confia plenamente no poder de ser mulher, nos seus instintos, no poder do seu ventre sagrado. Ela se liberta de seus sentimentos suprimidos de traição e abandono. Ela equilibra razão e emoção, masculino e feminino... Ela irradia amor, confiança, beleza. Ela também sente o divino em todos os seres, sentindo necessidade de compartilhar a sua descoberta.
Curada, essa guerreira reconhece e desperta outros aspectos da Deusa que lhe sirvam melhor em qualquer momento.
Reconhecer a ferida e saber que temos a responsabilidade e oportunidade de se curar é o grande segredo para dar o passo definitivo na direção da cura dessa Guerreira que anseia em ser Deusa, isso é possivel, quando aprendemos de novo sobre como acessar nossa sacralidade, reverenciando nossos ciclos como nossas ancestrais faziam, paramos de agir como o sistema nos programou, reprogramamos nossa consciência voltando-se para o centro de nós mesmas, o centro da Terra, o Útero da Grande Mãe. Lá em seu colo nos encontramos com a Deusa Interior, e curamos nossa Guerreira, que aprende a usar sua espada e seu escudo somente quando for realmente necessário. Esse processo ardúo, não acontece de uma hora para outra, mas com dedicação e paciência, conseguimos ótimos resultados, experimente!!!
Fontes de consulta:
Texto “A Guerreira Ferida” de Suzanna Kennedy.
"Mulheres que Correm com os Lobos", de Clarissa Pinkola Estes
"As Deusas e a Mulher", de Jean Shinoda Bolen.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Caminho da Cura


"Ensine-me a reunir os fragmentos de minha alma,
Resgatando meu potencial perdido.
Eu busco a unidade.
Permita-me encontrar o perdão,
E abraçar uma nova forma de ser,
Abrindo mão da dor e da raiva contra todos que me feriram.
Permita-me curar meu corpo humano,
O veículo sagrado da alma, curando todas as desarmonias
Encontradas na Tigela de Cura.

Permita-me a coragem necessária
para enfrentar os inimigos interiores,
curando minhas fraquezas,
E honrando o guerreiro que ali está.
Permita-me honrar a promessa sagrada,
de ser leal à minha busca de totalidade,
sem nunca abandonar minhas Curas,
nem o coração que bate em meu peito".

Jamie Sams

Que esta seja sempre nossa oração e nosso desejo, honre sua condição de mulher!!!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Bruxaria Ecofeminista Pagã - Um novo conceito.


Eu creio que a mulher será sempre “n”coisas incompreensíveis, quiçá inexplicáveis.
Como foi assim até hoje.
Como somos agora.
Simplificar o estado “mulher”, “bruxa”, “pagã”, inserindo-a em uma esfera, lhe retira significância; resta valor encaixar-nos em uma nomenclatura apenas por ela ser reconhecida e validada publicamente, isto nos limita e nos parte.
Não investe a mulher de valor.
Não é a modernidade nem o paganismo o que fará dela, uma fêmea libertária e autônoma.
Pode ela ser pagã, nascer no século XXII e ser cópia fiel de outras mulheres de séculos atrás, no que se refere à passividade perante a extirpação dos seus direitos.

Também a questão do gênero não salva a mulher de ser mais ou menos machista, ou mais ou menos aquiescente com a violência no lar ou fora dele; ou com a exploração sexual e menosprezo pelo sexo feminino. Mulheres que amam mulheres estão aí a fora sendo usurpadas da sua liberdade, exploradas física ou financeiramente pelas mulheres que amam...

Então não é o grau de liberdade o que sinaliza ser livre de fato, ou o acesso às escolhas sejam quais forem e nos níveis que forem o que garante à mulher ser um indivíduo livre, consciente dos seus direitos, deveres e feliz.

Nem é a obrigação de procriar o que realiza ao ser humano...

O que nós constrói como seres humanos é o respeito e dignidade para consigo mesmo, o respeito pelas nossas limitações, o amor próprio é o que nós salva da exploração alheia e nos proporciona dignidade, coesão em atos e pensamentos.

É o conceito bem formado interior sobre cada o que salva ao indivíduo de calar, de omitir-se e perpetualizar a nulidade dos direitos humanos e a repetição cíclica da exploração massiva ou particular.

Não é no nível das discussões de ser ou não fêmea ou macho, e o que é melhor, que se resolvem quizilas íntimas e externas, Mas sim a conscientização individual quanto ao que faz bem ou mal a cada indivíduo, e as perdas que podem incorrer na busca incansável pela aceitação do outro a todo custo.

A despersonalização e perda de referencial individual e a mimetização no outro é o que anula o ser humano. O desvaloriza e denigre.

Mas, sempre há um mas, podemos sim as mulheres pagãs aceitar uma bandeira, ideológica, espiritual, ativista e pagã. Que acolha a mulher como ela se mira, como ela se vê refletida em seus espelhos mutantes.
Essa bandeira deve ser flexível, deve conseguir se moldar dentro das múltiplas formas que as mulheres pagãs possuem, claro as mulheres pagãs, que se entendem como Bruxas, como Feministas, como Ecológikas...
Apesar de que rótulos pesem cedo ou tarde, saber que há um nome para aquilo que somos e praticamos, faz com que sintamos “estar em casa”, onde podemos manifestar dizeres que externam o que já passou horas demais internalizado.

Os movimentos femininos das décadas de 60, 70 e cujos reflexos sentimos no hoje, perfazem, ainda que distantes em tempo e geografia, o sentir espiritual do feminino pagão atual. Foi lá naqueles anos vestidos de roupas engraçadas, que o Paganismo Feminino tomou formas, nasceu e perdurou... Não me refiro à história e registros antropológicos, mas a historicidade.
A historicidade é um conceito crucial para o entendimento da história, seja ela considerada “ciência” como queriam os estudiosos do século XIX, ou “narrativa verídica”, como definiu Paul Veyne. É a historicidade que dá caráter factual à vivência, em oposição à narratividade que cerca o homem; é aquilo que dá valor ao antigo apenas por ser antigo, e não por ter uma qualidade intrínseca - é o que define um mero objeto de um objeto histórico. Analisando a importância da história para o homem, Gadamer afirma: “o homem é, simultaneamente, o ser do passado remoto e o ser que vive no seu futuro como grande horizonte de expectativa e vasto campo de projetos que o seu ser modelado pela sua história lhe abre.” (GADAMER, 1988: 12). Esse ‘ser modelado pela história’, no entanto, é impensável sem a preocupação, consciente ou inconsciente, com a historicidade.
É nessa historicidade que os movimentos daquelas décadas representam papel preponderante em nosso fazer pagão de hoje!
Em outras palavras, não devemos menosprezar a história do feminino e suas manifestações, mas considerar seriamente a representatividade que ativistas feministas dos anos 70, possuem no que hoje é o paganismo feminino.

Mas vamos ao rótulo ou bandeira, ou denominação, e a qual venha a ser ela.
Entendo que assim como eu, outras pagãs, possam se encaixar no conceito da Bruxa Eco-feminista Pagã.

Um conceito que pega emprestado muito do que foi elaborado pelos movimentos ativistas femininos pagãos como os encabeçados por Starhawk, ZZ. Budapest, por exemplo, e por movimentos dentro do universo psicanalítico, onde podemos citar a seguidoras e revisionistas junguianas como: Jean Shinoda Bolem; Marion Woodman; Christine Downing, entre outras.
Elas que em suas analises pessoais e interpessoais resgatam o conceito da identificação da nossa psiquê e os arquétipos das deidades femininas oriundas em base à mitologia grega, mas que hoje em dia abarca a outras.
Bem, podem estar pensando, isso é o Dianismo... Não. Não necessariamente dentro do conceito a ser elaborado e construído; onde a mulher pagã se entende como um ser politicamente ativo, não apenas em relação aos direitos civis, mas ao resgate da Terra.

Bruxa, sem necessitar filiação a uma Tradição oficial por assim dizer, mas sim sendo Bruxa no seu fazer cotidiano, como um ser “pro – Verde”; “pro – Vida”, logo Ecológika. Como ser crente na magia, no criar magia. Sem idealizar um estereotipo fantasioso, mas imprimindo a esse fazer, a esse criar, conotações ativistas. Exercer seu panteísmo e politeísmo abertamente, sem o sentimento de categorização, de classificação, de grupo fechado... Poder ser livre no percurso da sua trilha espiritual, sem ter que prestar contas ao coletivo.
Mas inserindo essa religiosidade dentro do seu entendimento como ser social, não como subcategoria, ou contracultura; nada disso, somos uma cultura, somos uma categoria, a de mulheres ativistas pelos seus direitos espirituais, emocionais, físicos e civis. E dentro deles o direito à fala é imprescindível e inalienável, mesmo dentre os grupos femininos circulares, que de tanto rodopiar concluem por repetir o ato excludente que execram no patriarcalismo, ao massacrar o pensar de outras mulheres.
Vamos rodopiar de mãos dadas, girar em qualquer sentido, mas juntas. E nisto mora o feminismo.

Ser Feminista não pode hoje ser apreendido como mundo de fêmeas que excluem ao homem, mas um mundo de fêmeas que luta por seu lugar ao sol, pelo respeito para com sua ideologia, pelo o empoderamento do seu eu, tão dissipado e esmagado ao longo das eras.
Feministas somos as mulheres que respeitamos ao homem, e o encaramos de igual para igual, sem medo, nem incentivo à supremacia de sexo ou gênero.
Somos as fêmeas que criamos uma nova geração de seres abertos à diversidade, tolerantes, livres para escolher suas sendas no político, religioso e sexual.

Somos Pagãs por crer em várias deidades, crer na magia, crer na sobrevivência da Terra, por entender que depende do Verde a Vida. Entendemos como Sagrado o que nos cerca, O reverenciamos e nos permitimos lhe dar vários nomes. Interagimos com esse Sagrado, logo somos co-responsáveis dentro da dinâmica social por Ele.
Eis o que somos muitas mulheres pagãs, espalhadas pelo mundo afora: Bruxas Eco-Feministas Pagãs.

Neste epíteto, está a explicação do nosso fazer espiritual, eis a explicação para aquelas que como eu, já percorreram “n” caminhos, já realizaram “n” estudos, leituras, mergulharam em centenas de livros, pensamentos e sonhos. E hoje descobrem que podem usar essa bandeira, nomenclatura, denominação.

Para aquelas que carecem de antiqüíssimas raízes lendárias ancestrais em núcleos de Bruxos, pois não tiveram a sorte de herdá-los, para as que não se encaixam dentro dos parâmetros das diversas linhas pagãs, como os caminhos conhecidos pela sua necessidade de iniciações oficiais, para aquelas que são Bruxas, que sentem nas veias a vida circular, que sentem na alma, na mente e no coração o Paganismo gritar e o Eco-Feminismo clamar!

Bênçãos Deles!

Luciana Onofre
São Luis, 16/05/08


Bibliografia Consultada:
A Deusa Interior – Jennifer Barker Woolger & Roger J. Woolger. Ed. Cultrix.
A Deusa Tríplice – Adam McLean. Ed. Cultrix.
A Deusa no Escritório – ZZ. Budapest. Ed. Agora.
Bruxaria e História – Carlos Figueiredo Nogueira. Ed. USC.
Como se escreve a história e Foucault revoluciona a história – Paul Veyne. Ed. UnB.
História e Historicidade - H.G. Gadamer. Ed. Gradiva. Lisboa.
A Dança Cósmica das Feiticeiras – Starhawk. Ed. Nova Era.

Compartilho da visão da minha irmã Luciana, esperando que essa semente brote nos corações de outras mulheres, dando as mãos e buscando por seus direitos e os direitos de nossa Mãe Terra, o Ecofeminismo Pagão é uma espiritualidade sim, mas que tem todo um ativismo, recicle, faça uso consciente da água, reutilize vidros, pet, passe esse respeito para seus filhos e familia, somos uma teia, estamos todas interligadas. Espalhe essa mensagem!!!
Que a Deusa continue zelando por todas nós.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Bridget Jones ainda é atualissima!!!

Tarde chuvosa e fria em Santos, e apesar de ter tido um fim de semana de aniversário perfeito, acordei com uma dor terrivel por causa do aparelho ortodontico... o que tirou completamente meu humor!!!
Mas eis que depois do almoço sentei para assistir um pouco de tv e tive uma surpresa muito agradavel, iria passar no Universal Channel "O Diario de Bridget Jones" e "Bridget Jones no Limite da Razão", dose dupla da minha heroina preferida, imagina se não fiquei lá, jogada no sofá, enrolada no edredom, lembrando de como Bridget teve o poder de me inspirar à 5 anos atras a dar a grande guinada da minha vida.
Assistir esses filmes de novo me fez relembrar o "Girl Power", como nós mulheres com todas as nossas imperfeições somos fantasticas, nossa inteligência, bom humor, charme, nos dá larga vantagem sobre aquele tipo superficial, vazio, que só se importa em não engordar 100gr ou em não deixar a escova estragar...rsrs...
Esse tipo esqueceu a alegria de tomar um banho de chuva enquanto se anda de bicicleta, com o vento no rosto, sentindo aquela água te purificando, te lavando a alma...ou o prazer de tomar um chocolate quente enrolada no cobertor com a pessoa que se ama...porque é uma bomba calórica!!!
Comer pipoca no cinema...morrendo de rir com uma daquelas comédias agua com açucar, ou morrendo de chorar com um drama daqueles...tem coisa mais maravilhosa do que ser espontânea? Do que deixar as emoções falarem alto, ser você mesma sabendo que existe alguém que te ama exatamente do jeitinho que você é...que não quer te mudar porque senão perderia toda a graça... Bridget é uma amostra de que você não precisa vestir manequim 38 pra ser feliz, ou ser a mais bem sucedida profissional em sua area, a sua alegria e seu jeito espontaneo conquista amigos leais e um homem maravilhoso!!!
Precisamos honrar nossa condição de mulher independente de nossa idade, raça, manequim, profissão, apoiando umas as outras, ajudando, acalentando, lembrando que somos deusas, iluminadas pela centelha da divindade que gerou o universo.
Somos a fonte da energia criativa, podemos moldar um mundo novo, porque não começamos moldando o que queremos para a nossa vida?

terça-feira, 19 de agosto de 2008

As Amazonas: O Mito da Fêmea Guerreira


Aquelas mulheres eram violentíssimas - disse Heródoto - para vencer os homens no campo de batalha e serem aceitas como uma potência respeitada e temida, precisavam ser as melhores militares possíveis, versadas em todas as artes da guerra desde a infância; e também tinham que usar a arma do medo. Daí cultivavam a fama de serem guerreiras realmente impiedosas, que jamais faziam prisioneiros. No máximo, deixavam apenas uns poucos sobreviventes fugirem para contar a história e espalhar o terror.

Eram combatentes terríveis, fazendo sempre ataques devastadores para assegurar a reputação de invencíveis. Como eram mais leves que os homens, avançavam mais velozes a cavalo, e na maioria das batalhas venciam sem tocar os pés no chão. Foram elas que inventaram o machado de guerra, arma de dois gumes que era o símbolo do poder matriarcal em Creta. Seu grande trunfo era o uso do arco e flecha, e equilibravam-se a galope atirando.

Também encontraram uma saída original para as limitações do físico feminino. Para manter a mira certeira mesmo em movimento, com as alças das bainhas de armas
cruzando o peito, elas cortariam metade do busto, ficando sem (a) um seio (mazo). Mas a cirurgia de extração do seio (mastectomia) talvez fosse feita por só uma tribo; elas sempre foram representadas com dois seios.

A mutilação seria uma lenda dos homens para assustar as moças, desencorajando-as da idéia de largar a família e se juntar ás amazonas. A destreza inigualável de derrotarem exércitos sempre a cavalo tornou o nome delas o equivalente feminino de cavaleiro. Cultuavam o Deus da Guerra e a Deusa da Caça e só atacavam em grandes batalhões de cavalaria avassaladores, trucidando a todos e dominando as noções de estratégia e tática das falanges que seriam usadas mais tarde pelos atenienses e espartanos.


Elas enlouqueciam os homens gregos, inspirando-lhes sentimentos contraditórios de raiva, admiração, medo, inveja e desejo. Rivais insuperáveis, adversárias imbatíveis e fêmeas inconquistáveis, só lhes restava imaginar fantasias. E esse desejo frustrado de conquista era desabafado na mitologia. Com um ou outro grande herói grego vencendo e desposando uma Amazona, mesmo temporariamente, a fantasia coletiva dos gregos era irreprimível. Mesmo Aquiles se apaixonou perdidamente pela rainha Pentesiléia, "de beleza tão divina mesmo após a morte" que ele até matou um companheiro grego que tentou maltratar o corpo dela. Os atenienses nos cemitérios militares faziam grandes homenagens póstumas nos túmulos das suas adoradas inimigas.
"Matadoras de Homens" (Heródoto), naturalmente, o pensamento bélico delas era criado por sua própria situação única e extraordinária de minoria isolada de sexo frágil sob risco de extermínio. Para minimizar os riscos, preferiam se esconder habitando áreas afastadas, mas também impor respeito e temor. Como odiavam o mundo do patriarcado, elas não podiam confiar em ninguém, e nem poderiam se dar ao luxo de escravizar outro povo, como os espartanos. Assim, a doutrina militar das Amazonas era baseada no princípio da concentração máxima de força para assombrar qualquer exército e esmagá-los numa onda avassaladora.
Para destruir a moral do adversário, a atitude era semear choque e pavor. Elas sempre semeavam o pânico entre os oponentes que não tivessem nervos de aço ao encará-las. Elas atacavam sempre com força total para aniquilar o inimigo de uma vez, eliminando o risco de qualquer represália futura. Por isso preferiam não fazer prisioneiros, impondo o choque. Também por isso era um procedimento lógico deixar uns poucos sobreviventes escaparem, para espalhar o pavor.
O fenômeno que marcou o desaparecimento da sociedade das amazonas também definiu o início da Idade do Ferro: a Guerra de Tróia por volta de 1000 a.C. Quando os metalúrgicos da Grécia continental aprenderam a dominar a técnica de fundir o ferro – metal mais duro, pesado e resistente – e produzir o aço que rompia os escudos e armas de bronze dos troianos, a então nascente Grécia virou a mesa e destruiu o maior império colonial da Antiga Era.
Já se falava sobre as Amazonas lutando ao lado de Tróia na Ilíada de Homero, a primeira narrativa do Ocidente; mas se na época houve registros de sua existência, eles desapareceram na devastadora guerra contra o Império comercial de Tróia, cuja grande capital ficava na porta de entrada do Oriente e controlava as rotas comerciais da Ásia. O evento foi tão cataclísmico que não houve vencedores: todas as civilizações do Mar Mediterrâneo foram varridas do mapa, incluindo a Grécia.
A narrativa mítica foi uma maneira de condenar a tragédia apocalíptica da guerra passando a imagem falsa de que os helenos não foram também derrotados, nem o vil motivo real da guerra: disputas econômicas. O cataclismo histórico da Primeira Grande Guerra Mediterrânea destruiu todas as antigas potências, marcou o fim da Idade do Bronze e fez o mundo cosmopolita mediterrâneo retroceder á vida no campo.
O antigo mundo épico estava morto, enterrado e esquecido; apenas alguns fragmentos seriam preservados na memória dos poemas de Homero, lembrando um mítico mundo heróico. Esse retrocesso do povo grego, com a lenta recuperação do progresso anterior, foi o Período Homérico. Nele, os relatos do mundo que ainda aceitava as amazonas se fundiram ao folclore da mitologia dos deuses.
"E os soldados gregos, horrorizados com aquela cena tão chocante e brutal, atiraram-se ao mar, gritando: Androcthones! (assassinas de homens). Heródoto, "o pai da História", documentou relatos do século 5° aC, descrevendo um grupo de mulheres que enfrentaram os gregos na Batalha do rio Térmidon, em sua capital Themiscira, na Ásia Menor.
Numa batalha comum da época, morreram apenas 20% dos soldados de cada lado. Surpresos e impressionados com a resistência e bravura das soldadas, os gregos não executaram as prisoneiras, que foram levadas em navios para serem vendidas como escravas. Eles ainda não sabiam com quem estavam lidando. Mas a surpresa maior viria em seguida. Elas se libertaram, tomaram o controle dos navios e mataram todos os soldados gregos a bordo. Relatos dos sobreviventes que se lançaram na água testemunham que o plano delas era exatamente esse: conseguir um transporte por mar.
Mas, sem experiência na Marinha e inábeis para navegar, as mulheres mudaram o curso, seguindo as correntes do Mar Negro até as costas do Cáucaso – exatamente onde as lendas as situam. As Amazonas de Heródoto atingiram o território dos Cítios, um povo nômade guerreiro de arianos do Cáucaso.
Essas mulheres guerreiras, diz Heródoto, casaram com os Cítios e os convenceram a migrar para as planícies de campos da Eurásia, cruzando as altas montanhas do Cáucaso e os desertos do Mar Negro até se fixarem nas estepes russas – o povo russo usa o alfabeto grego.
A primeira evidência direta do status dessas mulheres guerreiras veio com as escavações arqueológicas recentes. Isso se confirmaria em 1996, com a descoberta de tumbas de fósseis de mulheres armadas para a guerra e a caça nas planícies russas. Nas 150 tumbas do século 5° aC encontradas perto de Pokrovka, nas estepes do sudeste da Rússia, encontram-se soldadas enterradas com armamento militar, muitas com ferimentos de batalha. Junto com espelhos, brincos, colares e outros adornos femininos ricamente elaborados em ouro.
Durante milhares de anos, as superguerreiras assombraram o mundo com seus feitos. Mesmo vivendo discretamente em reinos isolados, tiveram uma história que se alongou por mais dois milênios após o fim da Idade do Bronze onde reinaram supremas.
Recentemente, restos mortais de guerreiras Amazonas combatendo no exército do Império Romano na Grã-Bretanha foi descoberto num cemitério em Brougham em Cumbria. Até o fim da Idade Média, uma certa ilha do Mar Egeu continuou a abrigá-las. Ironicamente, o ato final da História das Amazonas foi também o de triunfo máximo.
Na ilha de Lemnos, governada pela rainha amazona Maroula, que venceu o Império Otomano. Parece uma peça épica grega. Impossível melhor final feliz: as Amazonas venceram os maiores imperialistas – os islâmicos. Elas impuseram a humilhação absoluta aos piores machistas – os muçulmanos. Desde então, a ilha de Lemnos celebra a vitória do maior herói nacional, ou melhor, heroína nacional. Uma das principais atrações turísticas de Lemnos, a estátua de Maroula, relembra a bem-sucedida defesa da liberdade.

E se você gostou dessas informações à respeito desse Mito Feminino tão admiravel visite o link: http://neocodex.vilabol.uol.com.br/ernestoribeiro/amazonas01.htm
e conheça muito mais!!! É realmente inspirador!

sábado, 16 de agosto de 2008

Conhecendo-se em essência!


Não somos seres superiores, porque somos nós que geramos uma vida em nossos uteros, ou porque somos capazes de fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo... Mas nós, mulheres contemos um pedaço da divindade que nenhum outro ser carrega, somos sensiveis, pelo menos a maioria de nós...
E como seres sensiveis vemos coisas que mais ninguém vê, sentimos e percebemos o inimaginavel, temos empatia pelos que sofrem, cuidamos de nós e dos nossos e muitas vezes não suportamos ter que depender de alguém... apesar de ser muito bom sentir que temos alguém que olha por nós.
Somos fortes apesar da aparência quase sempre fragil, e por de trás dessa aparente fragilidade esconde-se uma leoa capaz de matar e morrer por um filho, que defende seus dominios com garras afiadas. E não teme ir para a luta... sente prazer em ser util e sente alegria nas pequenas coisas, sem deixar de desejar as grandes...
Nós mulheres somos indescritiveis porque somos muitas, unicas, lindas, poderosas, e muito mais, é claro que temos nossa face negra, nosso lado obscuro, aquele que mente, fere e manipula... aliás as mulheres conseguem o que querem quando aprendem a utilizar seu poder de persuasão.
Mas é essa mistura de luz e sombra que nos torna tão atraentes e misteriosas para os homens, um ser que morre de medo de barata, mas que enfurecida de ciumes parte para cima de quem quer que seja...e pode fazer estragos viu?
Que doce combinação, somos a sustentação e os pilares de nosso lar, e ao lado de nosso companheiro, o levamos mais longe do que se ele estivesse sozinho.
A mulher que se conhece consegue tirar muito proveito de seus dons e habilidades, portanto; se estude, seja fazendo analise, mapa astral, numerologia; o que você achar que vai funcionar no seu caso. Mas tente mergulhar dentro de você, buscar respostas no mais profundo de si mesma, veja o que se esconde por de trás dessa máscara que você usa, aprenda a lidar com seu lado negro e tirar proveito, você se sentirá mais completa, mais realizada. Não adianta negarmos a existencia de nossos "defeitos" o que faz a diferença é enfrenta-los e aprender com eles.
Você é quem você desejar ser... deseje, não tenha medo, busque ser quem você almeja.
Isso vale para os homens que por ventura possam vir a ler isto... todos somos o reflexo de uma forma pensamento que criamos.
Cuidado com o que você pensa à seu próprio respeito!
O maior poder que possuimos e que muitas vezes não sabemos trabalhar é o da forma-pensamento, aprender a lidar conosco e com esse fantástico poder é um dos nossos grandes desafios...tente e não desista, com certeza é muito estimulante!
A essência feminina é linda, e inexplicavel como a propria natureza, porque nós sangramos, choramos, sorrimos e alimentamos o mundo com os nossos sonhos, somos divinas por saber que existe segredos e mistérios que os homens não conhecem.
Partilhar esses segredos com a humanidade é parte do papel da mulher, o nascimento, morte e regeneração vive em nós todos os meses... abençoadas sejam Vós...minhas irmãs, filhas da Deusa e sacerdotizas de seu próprio destino!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Pagu - Rita Lee

Mexo, remexo na inquisição
Só quem já morreu na fogueira sabe o que é ser carvão
Eu sou pau pra toda obra, Deus dá asas à minha cobra
Minha força não é bruta, não sou freira nem sou puta
Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem
Sou rainha do meu tanque, sou pagu indignada no palanque
Fama de porra-louca, tudo bem, minha mãe é Maria ninguém
Não sou atriz, modelo, dançarina
Meu buraco é mais em cima
Porque nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda
Meu peito não é de silicone, sou mais macho que muito homem

Meu hino! Amo essa música!