MORTE E RENASCIMENTO
Eu lhe dou a vida
Eu lhe dou a morte
é tudo uma coisa só
Você anda pelo caminho em espiral
o caminho eterno
que é a existência
sempre se transformando
sempre crescendo
sempre mudando
Nada morre que não nasça outra vez
nada existe sem ter morrido
Quando vier até mim
eu lhe darei as boas-vindas
então a acolherei no meu útero
meu caldeirão de transformação
onde você é misturada e peneirada
fundida e fervida
derretida e triturada
reconstituída e depois reciclada
Você sempre volta para mim
você sempre vai embora renovada
Morte e renascimento
não são nada mais que pontos de transição
ao longo do Caminho Eterno
Mitologia
Para os galeses, Cerridwen é uma Deusa tríplice — donzela, mãe e mulher idosa — cujo animal totêmico é uma grande porca branca.
Ela se relaciona com a Lua, a inspiração, a poesia, a profecia, a mudança de forma e a vida e a morte. Cerridwen teve dois filhos. Um era belo e o outro, feio. Como queria que o rapaz feio tivesse algo de seu, ela fez para ele uma poção mágica. Demorou um ano e um dia para terminar de fazer a poção, que se destinava a torná-lo inspirado e brilhante. Ela ordenou que Gwion, seu assistente, tomasse conta da poção e o advertiu para não bebê-la. Acidentalmente, algumas gotas da poção espirraram na mão de Gwion, e ele levou a mão à boca. Instantaneamente, ele sabia tudo, até mesmo que Cerridwen tentaria matá-lo. Ele fugiu e ela foi atrás dele. Depois de muitas mudanças de forma, Gwion foi engolido por Cerridwen, que o deu à luz nove meses depois.
Sugestão de ritual: O caldeirão de Cerridwen
Reserve um horário e um lugar em que você não seja incomodada.Sente-se ou deite-se confortavelmente, com a coluna reta. Feche os olhos. Inspire profundamente e expire lentamente, contando até dez.
Inspire outra vez e novamente expire contando até dez. Faça uma terceira inspiração profunda e, enquanto solta o ar, visualize ou sinta um túnel. Pode ser um túnel que você conheça ou um túnel que você imagine. Fique em pé do lado de fora do túnel e passe os dedos pela superfície da entrada. Sinta o cheiro. Entre no túnel. Lá dentro
está quente e confortável, ele é bem iluminado e agradável. Você vai descendo, descendo cada vez mais fundo. Descendo, descendo, sente-se relaxada, confortável,até chegar ao final do túnel. Há luz no fim do túnel, a luz do Além.
Você passa para o Além e é recebida por Cerridwen. Ela pega você pela mão e a leva até seu caldeirão. Ele é gigantesco e preto.Cerridwen mexe o conteúdo do caldeirão e pede que você ponha ali tudo o que precisa ser transformado e abandonado, tudo que precisa morrer. Você põe tudo no caldeirão e mexe. Cerridwen agita o caldeirão.
Cerridwen pára de agitar o caldeirão, deixa de lado seu bastão e coloca as mãos dentro dele. Ela tira o que você jogou lá dentro, que coloca na sua frente. O que você jogou foi transformado no que é preciso. Você agradece a Cerridwen e ela lhe pede um presente, que você dá de boa vontade. Pronta para voltar, você entra no túnel levando consigo o que foi transformado dentro do caldeirão de Cerridwen.
Agora você está subindo, subindo, subindo, sentindo-se revigorada, energizada. Continue a subir até chegar à entrada do túnel. Você sai do túnel e respira profundamente. Ao expirar lentamente, você volta ao corpo. Respire fundo mais uma vez e, quando estiver pronta, abra os olhos. Seja bem-vinda!
Oráculo das Deusas - Amy Sophia Marashimskv
Eco-feminismo, ativismo pagão, espiritualidade e tudo o que permeia o universo fantastico das mulheres!
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Direito de Menstruar
Hoje fiz uma descoberta no minimo maravilhosa; fui convidada a participar de uma lista de discussões sobre assuntos femininos, e minha surpresa veio de um dos assuntos lá tratados, um parágrafo que faz parte da CLT, que dá direito as mulheres de faltarem no periodo menstrual, observe:
"- A mulher, com dificuldades no dia da menstruação estiver sofrendo para trabalhar, solicitar descanso (metade do dia ou mesmo em quantidade de horas), será concedido a Folga Fisiológica."
Ou seja, existe uma lei que protege nosso direito de menstruar, de lidar com esse momento delicado do nosso ciclo, um momento de poder sim, mas que as vezes nos deixa desgastadas, cansadas, e por negarmos sua existência ele se tornou triste, pesado, inconveniente, sendo que ele é necessário, e faz parte da grandeza de nossa natureza.
Como já disse minha querida Sabrina Alves; "é urgente adquirir respeito pela revelação pessoal, espiritual e dos ciclos femininos, que são a representação micro da ciclicidade macro de Gaia."
Enquanto não aprendermos a curar nossas feridas interiores, e resgatar nossa essência feminina os inconvenientes menstruais vão acontecer, mas a medida que vamos restabelecendo o contato com o nosso útero, essas sensações mudam e logo esses dias serão, dias de poder, em que você se sentirá forte como uma leoa...prestes a conquistar o mundo!
Agradeço a Dani moderadora da lista de discussões Ciclos Naturais Femininos por ter me convidado para participar da lista e por ter autorizado que eu postasse aqui o link da lei para quem quiser ler na integra o que diz o texto sobre folgas e dias remunerados, espero que a descoberta das meninas da lista de discussões mexa tanto com vocês como mexeu comigo, por isso pedi a Dani para compartilhar com vocês essa descoberta, ela nos dá o direito de menstruar em paz, de nos recolhermos, nossas ancestrais se recolhiam nas "Tendas da Lua", e lá se resguardavam e utilizavam desse momento magicamente, hoje em dia já não é possivel nos recolhermos em "tendas" integralmente durante nossa lua, mas podemos nos reconectar com essa energia com exercicios e praticas que nos ajudarão a passar por esse periodo de maneira menos dolorosa e mais gratificante. Em breve estarei postando mais sobre esses exercicios e praticas.
Até lá!
Novo Link para Noções de Direitos Trabalhistas

"- A mulher, com dificuldades no dia da menstruação estiver sofrendo para trabalhar, solicitar descanso (metade do dia ou mesmo em quantidade de horas), será concedido a Folga Fisiológica."
Ou seja, existe uma lei que protege nosso direito de menstruar, de lidar com esse momento delicado do nosso ciclo, um momento de poder sim, mas que as vezes nos deixa desgastadas, cansadas, e por negarmos sua existência ele se tornou triste, pesado, inconveniente, sendo que ele é necessário, e faz parte da grandeza de nossa natureza.
Como já disse minha querida Sabrina Alves; "é urgente adquirir respeito pela revelação pessoal, espiritual e dos ciclos femininos, que são a representação micro da ciclicidade macro de Gaia."
Enquanto não aprendermos a curar nossas feridas interiores, e resgatar nossa essência feminina os inconvenientes menstruais vão acontecer, mas a medida que vamos restabelecendo o contato com o nosso útero, essas sensações mudam e logo esses dias serão, dias de poder, em que você se sentirá forte como uma leoa...prestes a conquistar o mundo!
Agradeço a Dani moderadora da lista de discussões Ciclos Naturais Femininos por ter me convidado para participar da lista e por ter autorizado que eu postasse aqui o link da lei para quem quiser ler na integra o que diz o texto sobre folgas e dias remunerados, espero que a descoberta das meninas da lista de discussões mexa tanto com vocês como mexeu comigo, por isso pedi a Dani para compartilhar com vocês essa descoberta, ela nos dá o direito de menstruar em paz, de nos recolhermos, nossas ancestrais se recolhiam nas "Tendas da Lua", e lá se resguardavam e utilizavam desse momento magicamente, hoje em dia já não é possivel nos recolhermos em "tendas" integralmente durante nossa lua, mas podemos nos reconectar com essa energia com exercicios e praticas que nos ajudarão a passar por esse periodo de maneira menos dolorosa e mais gratificante. Em breve estarei postando mais sobre esses exercicios e praticas.
Até lá!
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sábado, 15 de novembro de 2008
Pela Individualidade Feminina
Por que muitas vezes aceitamos migalhas? Deixamos as pessoas nos subjulgarem, nos substimarem, somos fortes... somos grandes... somos dotadas de sensibilidade e poder.
Eu assisti o filme "Dreamgirls- Em busca de um sonho" e terminei o filme em lágrimas, ao perceber que aquela história poderia muito bem ser a minha... ou a sua.
Quantas vezes confundimos os nossos sonhos com os sonhos dos outros, e tomamos pra nós a responsabilidade da felicidade daqueles que nos rodeiam, nos sentindo responsáveis pelo fracasso alheio, e tomamos toda a dor pra dentro de nós!
Por que? Se nossa missão é ser feliz, não estou dizendo que devemos nos tornar egoístas ou megalomaníacas, mas uma boa dose de individualismo pode nos ajudar a dar passos seguros, a auto-suficiência não é ser cruel, mas é agir por conta própria, é saber decidir sozinha o que é melhor pra você, é claro que você pode e deve pedir opiniões, elas podem nos ajudar a escolher de forma correta, mas no fim algumas decisões são só suas.
Ninguém tem o direito de lhe condenar por uma má escolha, principalmente se ela foi feita somente por você, é seu direito errar, cair e se levantar. Bem melhor do que usar a desculpa de que seu erro ocorreu porque você fez o que lhe mandaram...
Ninguém tem o direito de subjulgar nossos sonhos, de dizer que eles são errados, não viaveis ou impossiveis, eles são nossos, nos pertencem e é nosso dever lutar por eles, ninguém deve dizer o que devemos ou não fazer, seja quem for, você é a dona do seu destino, você é quem escreve sua história todos os dias, tire a caneta da mão de quem tenta escrevê-la por você. Ou você corre o risco de se tornar uma pessoa amarga no fim de sua vida, dizendo que não fez nada do que gostaria de ter feito... quantas mulheres nós ouvimos dizendo isso em sua velhice?
Seja quem você é sem medo de desapontar quem ama, dê razões pra ser amada pelo que é, ou como diria o poeta Victor Hugo, ser amada apesar daquilo que você é!
A nossa felicidade reside dentro de nós mesmas e não no que o outro nos proporciona, o amor é uma troca, sobretudo de qualidades, se nos sentimos inferiores, feias, dependentes, fracas; que qualidades temos pra oferecer nesse relacionamento?
Você é muito maior do que pensa, você é muito melhor do que consegue ver, olhe atentamente seus olhos no espelho e contemple sua verdadeira imagem, sua Guerreira Interior, a mulher que precisa vir a tona e lutar por sua felicidade, ela pode dar toda a força de que precisa, todas as direções que deve tomar, ouça sua voz!
Assuma a responsabilidade por sua felicidade, retome as rédeas da sua vida e seja quem deseja ser, e principalmente quem você é!
Boa sorte!!! O mundo certamente será um lugar melhor com pessoas originais!
Eu assisti o filme "Dreamgirls- Em busca de um sonho" e terminei o filme em lágrimas, ao perceber que aquela história poderia muito bem ser a minha... ou a sua.
Quantas vezes confundimos os nossos sonhos com os sonhos dos outros, e tomamos pra nós a responsabilidade da felicidade daqueles que nos rodeiam, nos sentindo responsáveis pelo fracasso alheio, e tomamos toda a dor pra dentro de nós!
Por que? Se nossa missão é ser feliz, não estou dizendo que devemos nos tornar egoístas ou megalomaníacas, mas uma boa dose de individualismo pode nos ajudar a dar passos seguros, a auto-suficiência não é ser cruel, mas é agir por conta própria, é saber decidir sozinha o que é melhor pra você, é claro que você pode e deve pedir opiniões, elas podem nos ajudar a escolher de forma correta, mas no fim algumas decisões são só suas.
Ninguém tem o direito de lhe condenar por uma má escolha, principalmente se ela foi feita somente por você, é seu direito errar, cair e se levantar. Bem melhor do que usar a desculpa de que seu erro ocorreu porque você fez o que lhe mandaram...
Ninguém tem o direito de subjulgar nossos sonhos, de dizer que eles são errados, não viaveis ou impossiveis, eles são nossos, nos pertencem e é nosso dever lutar por eles, ninguém deve dizer o que devemos ou não fazer, seja quem for, você é a dona do seu destino, você é quem escreve sua história todos os dias, tire a caneta da mão de quem tenta escrevê-la por você. Ou você corre o risco de se tornar uma pessoa amarga no fim de sua vida, dizendo que não fez nada do que gostaria de ter feito... quantas mulheres nós ouvimos dizendo isso em sua velhice?
Seja quem você é sem medo de desapontar quem ama, dê razões pra ser amada pelo que é, ou como diria o poeta Victor Hugo, ser amada apesar daquilo que você é!
A nossa felicidade reside dentro de nós mesmas e não no que o outro nos proporciona, o amor é uma troca, sobretudo de qualidades, se nos sentimos inferiores, feias, dependentes, fracas; que qualidades temos pra oferecer nesse relacionamento?
Você é muito maior do que pensa, você é muito melhor do que consegue ver, olhe atentamente seus olhos no espelho e contemple sua verdadeira imagem, sua Guerreira Interior, a mulher que precisa vir a tona e lutar por sua felicidade, ela pode dar toda a força de que precisa, todas as direções que deve tomar, ouça sua voz!
Assuma a responsabilidade por sua felicidade, retome as rédeas da sua vida e seja quem deseja ser, e principalmente quem você é!
Boa sorte!!! O mundo certamente será um lugar melhor com pessoas originais!
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Memórias Juvenis de Babi Guerreiro
Hoje eu acordei com uma sensação de melancolia tão grande, uma saudade da minha adolescência, e principalmente dos velhos amigos, daqueles com quem eu passava a maior parte do tempo.
Ouvindo música, fazendo poesia, andando de bicicleta, tempo gostoso... quando não precisavamos nos preocupar com o vencimento das contas, em levar filhos à escola...rsrs... crescer, amadurecer, ter responsabilidades faz parte da vida, mas como negar essa saudade dessa época de falsa inocência, quando achavamos o mundo um lugar à ser transformado, ao ouvir a Legião Urbana bradando em alto e bom som: Que País É Este? Tudo que eu almejava era trabalhar com Fotografia Jornalistica, sair por ai em cima de uma moto congelando momentos inesqueciveis, ao som do U2, rsrs... sem teto, sem compromisso, independente, só com meia dúzia de roupas na mochila e uma idéia na cabeça... Ser livre!!!
Era isso que eu queria ser quando eu crescesse... mas a vida tem caminhos misteriosos, a Fotografia se tornou um hobby, o Jornalismo está em stand by, independente? Sim, sou dona do meu nariz, fui a primeira entre os amigos em adquirir minha casa própria e independência financeira, aos 20 anos, uma grande conquista!
Mas tenho mais compromissos do que quis na vida...rsrs... casei, 2 vezes, e da primeira união que durou num total de 11 anos tive minha filha que hoje tem 4 anos e meio.
Não existem arrependimentos... nem duvidas, só saudades... gostaria de passar mais tempo com esses amigos, vê-los com mais frequência, recordar os bons tempos, quando nossa unica preocupação era não ficar de recuperação naquela matéria chata, porque isso podia acarretar um castigo terrivel: não poder sair nas férias com os amigos!!!
Que saudade do meu coletinho jeans, pixado, inseparavel no ginásio, meu all star preto cano alto, meu babuche, meu walkman amarelão, tocava minhas fitas favoritas e consumia pilha como só...rsrs... hoje ando com meu mp3 ouvindo quase sempre as mesmas músicas que antes... "tempos mudernos"... velhos costumes...
Continuo andando de bicicleta, por outras ruas, outros bairros, sai da periferia para o centro urbano, continuo usando tênis, mas não o all star... e continuo acreditando que posso transformar o mundo num lugar melhor, estudei Teologia, me tornei estudiosa também de antigas culturas, encontrei as religiões matriarcais, virei Ecofeminista... hoje tento unir minhas ideologias e coloca-las em pratica para que esse mundo seja um lugar bom pra minha filha crescer, há muito o que fazer é verdade... mas sou uma virginiana otimista, que quer encontrar sua utilidade no mundo!
Continuo trabalhando por minhas ideologias, acreditando nelas e muitas vezes pagando caro por elas, mas eu não paro de caminhar, a estrada é longa e eu tenho fôlego!
E enquanto aguentar vou enfrente sem parar.... talvez a liberdade seja um estado de espirito, pois nunca me senti tão livre!!!
Ouvindo música, fazendo poesia, andando de bicicleta, tempo gostoso... quando não precisavamos nos preocupar com o vencimento das contas, em levar filhos à escola...rsrs... crescer, amadurecer, ter responsabilidades faz parte da vida, mas como negar essa saudade dessa época de falsa inocência, quando achavamos o mundo um lugar à ser transformado, ao ouvir a Legião Urbana bradando em alto e bom som: Que País É Este? Tudo que eu almejava era trabalhar com Fotografia Jornalistica, sair por ai em cima de uma moto congelando momentos inesqueciveis, ao som do U2, rsrs... sem teto, sem compromisso, independente, só com meia dúzia de roupas na mochila e uma idéia na cabeça... Ser livre!!!
Era isso que eu queria ser quando eu crescesse... mas a vida tem caminhos misteriosos, a Fotografia se tornou um hobby, o Jornalismo está em stand by, independente? Sim, sou dona do meu nariz, fui a primeira entre os amigos em adquirir minha casa própria e independência financeira, aos 20 anos, uma grande conquista!
Mas tenho mais compromissos do que quis na vida...rsrs... casei, 2 vezes, e da primeira união que durou num total de 11 anos tive minha filha que hoje tem 4 anos e meio.
Não existem arrependimentos... nem duvidas, só saudades... gostaria de passar mais tempo com esses amigos, vê-los com mais frequência, recordar os bons tempos, quando nossa unica preocupação era não ficar de recuperação naquela matéria chata, porque isso podia acarretar um castigo terrivel: não poder sair nas férias com os amigos!!!
Que saudade do meu coletinho jeans, pixado, inseparavel no ginásio, meu all star preto cano alto, meu babuche, meu walkman amarelão, tocava minhas fitas favoritas e consumia pilha como só...rsrs... hoje ando com meu mp3 ouvindo quase sempre as mesmas músicas que antes... "tempos mudernos"... velhos costumes...
Continuo andando de bicicleta, por outras ruas, outros bairros, sai da periferia para o centro urbano, continuo usando tênis, mas não o all star... e continuo acreditando que posso transformar o mundo num lugar melhor, estudei Teologia, me tornei estudiosa também de antigas culturas, encontrei as religiões matriarcais, virei Ecofeminista... hoje tento unir minhas ideologias e coloca-las em pratica para que esse mundo seja um lugar bom pra minha filha crescer, há muito o que fazer é verdade... mas sou uma virginiana otimista, que quer encontrar sua utilidade no mundo!
Continuo trabalhando por minhas ideologias, acreditando nelas e muitas vezes pagando caro por elas, mas eu não paro de caminhar, a estrada é longa e eu tenho fôlego!
E enquanto aguentar vou enfrente sem parar.... talvez a liberdade seja um estado de espirito, pois nunca me senti tão livre!!!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Código de Honra - De Magdala Feminino Essencial
Este material circula pela internet com o título de "Poema Celta". Não se sabe na realidade se é um código de honra das mulheres celtas, porque elas nunca deixaram nada escrito. Recebi em mensagem da minha amada irmã Carla Lampert, do Magdala Feminino Essencial Sul, que postou ontem esse lindo texto que também quero dividir com vocês. Gostaria de dizer a todas que o link do Magdala está na lista dos Recomendados, prestigiem o blog da Carlinha que tem um trabalho muito lindo. O texto retrata o que há de mais forte dentro de cada mulher, a liberdade e o amor:
"Jamais permitas que algum homem a escravize, nasceste livre para amar e não para ser escrava.
Jamais permitas que teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?
Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que jamais fará você sorrir!
Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado.
O corpo é moradia do espírito, por quê mantê-lo aprisionado?
Jamais te permitas ficar horas esperando por alguém que jamais virá, mesmo tendo prometido.
Jamais permitas que teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu sequer sabes!
Jamais permitas que teu tempo, corpo e coração seja desperdiçado por alguém que nunca terá tempo para ti.
Jamais permitas ouvir gritos em teu ouvido.
O Amor é o único que pode falar mais alto!
Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.
Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.
Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.
Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar os brilho de teus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.
E, sobretudo, jamais permita-se perder a dignidade de ser mulher!"
Carlinha um super beijo pra você...cada dia que passa amo ainda mais seu trabalho!!! Espero conhecê-la pessoalmente em breve, são mulheres como você que ajudam a fazer a diferença! Toda minha admiração e carinho à você...luz sempre!!!

"Jamais permitas que algum homem a escravize, nasceste livre para amar e não para ser escrava.
Jamais permitas que teu coração sofra em nome do amor.
Amar é um ato de felicidade, por quê sofrer?
Jamais permitas que teus olhos derramem lágrimas por alguém que jamais fará você sorrir!
Jamais permitas que o uso do teu próprio corpo seja cerceado.
O corpo é moradia do espírito, por quê mantê-lo aprisionado?
Jamais te permitas ficar horas esperando por alguém que jamais virá, mesmo tendo prometido.
Jamais permitas que teu nome seja pronunciado em vão por um homem cujo nome tu sequer sabes!
Jamais permitas que teu tempo, corpo e coração seja desperdiçado por alguém que nunca terá tempo para ti.
Jamais permitas ouvir gritos em teu ouvido.
O Amor é o único que pode falar mais alto!
Jamais permitas que paixões desenfreadas te transportem de um mundo real para outro que nunca existiu.
Jamais permitas que os outros sonhos se misturem aos seus, fazendo-os virar um grande pesadelo.
Jamais acredites que alguém possa voltar quando nunca esteve presente.
Jamais permitas que teu útero gere um filho que nunca terá um pai.
Jamais permitas viver na dependência de um homem como se tu tivesses nascido inválida.
Jamais permitas que a dor, a tristeza, a solidão, o ódio, o ressentimento, o ciúme, o remorso e tudo aquilo que possa tirar os brilho de teus olhos a dominem, fazendo arrefecer a força que existe dentro de ti.
E, sobretudo, jamais permita-se perder a dignidade de ser mulher!"
Carlinha um super beijo pra você...cada dia que passa amo ainda mais seu trabalho!!! Espero conhecê-la pessoalmente em breve, são mulheres como você que ajudam a fazer a diferença! Toda minha admiração e carinho à você...luz sempre!!!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Tabus Menstruais — Superstição ou Sabedoria?
Como outros mitos acerca da Lua, os referentes à menstruação podem conter muitas verdades. Tabus semelhantes são encontrados em áreas muito separadas do globo. As mulheres menstruadas eram isoladas em cabanas especiais, evitavam contato sexual e se lhes proibia cozinhar ou tocar nos alimentos e outras coisas. Seriam tais costumes superstição e preconceito
contra as mulheres, ou será que — como tantas tradições populares — eles contêm uma antiga sabedoria? Ao longo dos séculos, eles poderiam ter sofrido distorções e elaborações. Mesmo assim, no cerne dessas práticas as mulheres podem encontrar conexões com sua natureza lunar. Para descobrir os propósitos dos tabus, analise o círculo do Ascendente Câncer.
O Isolamento das Mulheres Menstruadas: Como a prática de isolar as mulheres menstruadas foi seguida no mundo inteiro, deve ter havido boas razões para tal. O círculo sugere que as mulheres podem necessitar de um certo grau de isolamento todo mês, para entrar em contato com os instintos e as emoções. Câncer necessita de uma concha protetora. Aquário na 8ª, a casa da regeneração, mostra que a separação durante essa fase pode ser curativa. À semelhança do resguardo pós-pano, a cabana da menstruação deu às mulheres o tão necessário sossego. Repouso e privacidade durante o período são importantes para manter o equilíbrio emocional. Incômodos como cólicas e TPM surgem quando os sentimentos reprimidos afetam nossos corpos e nos forçam a prestar atenção.
Os retiros periódicos do mundo são também uma questão da 12ª casa, que aponta para ganhos espirituais. Alguns sensitivos dizem que as mulheres são extremamente mediúnicas durante o pré-menstrual e a menstruação. Como o plexo solar tende a estar plenamente aberto, nós facilmente vemos nosso equilíbrio abalado pela negatividade. Essa vulnerabilidade pode ser uma razão pela qual parecemos teimosas e irracionais durante nossos períodos. Estamos percebendo e reagindo psiquicamente às emoções e motivos inconscientes dos outros. O isolamento pode proteger a mulher intuitiva altamente sensibilizada. Ele também lhe faculta tempo para meditar, vivenciar o hemisfério lunar e voltar com ele ao alinhamento correto.
Isaac Bonewits apresentou uma visão menos positiva dos poderes ocultos das mulheres. Doutor em magia ritual, ele se localiza na linha divisória entre a ciência e o ocultismo. Ele acredita que as mulheres menstruadas emitem energia negativa que interfere no ritual mágico. Embora isso pareça contradizer a visão paranormal das mulheres, talvez nossos poderes devam ser dirigidos para outras tarefas, que não rituais, durante aquela fase. Se não entrarmos em contato com nossos hemisférios lunares e não satisfizermos nossas necessidades especiais, a perturbação resultante pode afetar negativamente as energias mediúnicas. Um retiro pode nos ajudar a
reaprender a utilização dessas energias para aquilo que foram programadas.
Jejum e Tabus Alimentares: Outras práticas comuns, como fazer jejum ou não tocar nos alimentos, podem ter-se devido à higiene precária em circunstâncias primitivas — ou não. O fluxo menstrual é um modo de o corpo descarregar as toxinas, razão pela qual as mulheres são mais saudáveis que os homens e vivem mais tempo. Os bioquímicos descobriram que esse sangue contém proteínas mal metabolizadas, porque nossas funções hepáticas estão comprometidas naquele período. Na pré-menopausa, as mulheres têm muito mais cálculos renais e afecções hepáticas. O dr. Burton Coombs, especialista em problemas hepáticos, associa a suscetibilidade das mulheres a distúrbios do fígado com a presença do estrogênio em nossos
corpos. No círculo do Ascendente Câncer, a ênfase no fígado é mostrada por Sagitário, regido por Câncer na casa da saúde. Júpiter governa o fígado. O estrogênio, principal hormônio feminino, é metabolizado neste órgão. Muitas culturas prescrevem jejuns ou dietas especiais durante o período menstrual, sem dúvida para dar um descanso ao fígado. Qualquer pessoa que tenha uma
história pessoal ou familiar de problemas hepáticos deve experimentá-lo.
Abstinência Sexual: Se o retiro menstrual é válido, outros tabus menstruais universais também podem ser sensatos, como a proibição do sexo. A 8ª casa significa sexualidade e regeneração. O desapegado Aquário está presente no círculo do Ascendente Câncer. Talvez nessa fase do ciclo, o desapego em relação ao sexo promova uma consciência mais elevada, além de regeneração. A abstinência também pode nos proteger de infecções. O vestíbulo uterino fica mais aberto durante esse período do que em qualquer outra época. O sangue pode agir como meio de cultura para bactérias ou doenças sexualmente transmissíveis.
O astrólogo Bob Mulligan, oferece uma justificativa espiritual para a proibição sexual. A exemplo dos seguidores de Alice Bailey, ele afirma que existe uma poderosa divindade feminina conectada com a Lua. O celibato é exigido para invocá-la e para exercícios espirituais destinados à remoção de obstáculos relacionados com a Lua. A abstinência durante a menstruação, quando o plexo solar está aberto, pode na verdade servir para aumentar o poder espiritual. Quer se aceite ou não uma divindade feminina, o celibato intermitente é recomendado em muitas práticas espirituais.
Se os ciclos das mulheres se correlacionavam outrora com as fases da Lua, então a Lua cheia e a Lua nova devem ter sido espiritualmente poderosas. Meditações em grupo e rituais aumentam as energias mediúnicas, logo você pode imaginar o impacto da quantidade de mulheres em celibato, confinadas em cabanas de menstruação e envolvidas em trabalho espiritual. Como nos distanciamos desse poder, ao nos divorciarmos dos ciclos naturais! Ao prestarmos atenção a este ritmo, podemos recuperar parte do poder.
Trecho do livro A Lua na sua vida - O Poder Mágico e As Influências Sobre as Mulheres, de Donna Cunningham.
Um dos melhores livros sobre influências lunares do ponto de vista astrológico com vários dados de pesquisas. Recomendo à todas, é uma excelente leitura!!!
contra as mulheres, ou será que — como tantas tradições populares — eles contêm uma antiga sabedoria? Ao longo dos séculos, eles poderiam ter sofrido distorções e elaborações. Mesmo assim, no cerne dessas práticas as mulheres podem encontrar conexões com sua natureza lunar. Para descobrir os propósitos dos tabus, analise o círculo do Ascendente Câncer.
O Isolamento das Mulheres Menstruadas: Como a prática de isolar as mulheres menstruadas foi seguida no mundo inteiro, deve ter havido boas razões para tal. O círculo sugere que as mulheres podem necessitar de um certo grau de isolamento todo mês, para entrar em contato com os instintos e as emoções. Câncer necessita de uma concha protetora. Aquário na 8ª, a casa da regeneração, mostra que a separação durante essa fase pode ser curativa. À semelhança do resguardo pós-pano, a cabana da menstruação deu às mulheres o tão necessário sossego. Repouso e privacidade durante o período são importantes para manter o equilíbrio emocional. Incômodos como cólicas e TPM surgem quando os sentimentos reprimidos afetam nossos corpos e nos forçam a prestar atenção.
Os retiros periódicos do mundo são também uma questão da 12ª casa, que aponta para ganhos espirituais. Alguns sensitivos dizem que as mulheres são extremamente mediúnicas durante o pré-menstrual e a menstruação. Como o plexo solar tende a estar plenamente aberto, nós facilmente vemos nosso equilíbrio abalado pela negatividade. Essa vulnerabilidade pode ser uma razão pela qual parecemos teimosas e irracionais durante nossos períodos. Estamos percebendo e reagindo psiquicamente às emoções e motivos inconscientes dos outros. O isolamento pode proteger a mulher intuitiva altamente sensibilizada. Ele também lhe faculta tempo para meditar, vivenciar o hemisfério lunar e voltar com ele ao alinhamento correto.
Isaac Bonewits apresentou uma visão menos positiva dos poderes ocultos das mulheres. Doutor em magia ritual, ele se localiza na linha divisória entre a ciência e o ocultismo. Ele acredita que as mulheres menstruadas emitem energia negativa que interfere no ritual mágico. Embora isso pareça contradizer a visão paranormal das mulheres, talvez nossos poderes devam ser dirigidos para outras tarefas, que não rituais, durante aquela fase. Se não entrarmos em contato com nossos hemisférios lunares e não satisfizermos nossas necessidades especiais, a perturbação resultante pode afetar negativamente as energias mediúnicas. Um retiro pode nos ajudar a
reaprender a utilização dessas energias para aquilo que foram programadas.
Jejum e Tabus Alimentares: Outras práticas comuns, como fazer jejum ou não tocar nos alimentos, podem ter-se devido à higiene precária em circunstâncias primitivas — ou não. O fluxo menstrual é um modo de o corpo descarregar as toxinas, razão pela qual as mulheres são mais saudáveis que os homens e vivem mais tempo. Os bioquímicos descobriram que esse sangue contém proteínas mal metabolizadas, porque nossas funções hepáticas estão comprometidas naquele período. Na pré-menopausa, as mulheres têm muito mais cálculos renais e afecções hepáticas. O dr. Burton Coombs, especialista em problemas hepáticos, associa a suscetibilidade das mulheres a distúrbios do fígado com a presença do estrogênio em nossoscorpos. No círculo do Ascendente Câncer, a ênfase no fígado é mostrada por Sagitário, regido por Câncer na casa da saúde. Júpiter governa o fígado. O estrogênio, principal hormônio feminino, é metabolizado neste órgão. Muitas culturas prescrevem jejuns ou dietas especiais durante o período menstrual, sem dúvida para dar um descanso ao fígado. Qualquer pessoa que tenha uma
história pessoal ou familiar de problemas hepáticos deve experimentá-lo.
Abstinência Sexual: Se o retiro menstrual é válido, outros tabus menstruais universais também podem ser sensatos, como a proibição do sexo. A 8ª casa significa sexualidade e regeneração. O desapegado Aquário está presente no círculo do Ascendente Câncer. Talvez nessa fase do ciclo, o desapego em relação ao sexo promova uma consciência mais elevada, além de regeneração. A abstinência também pode nos proteger de infecções. O vestíbulo uterino fica mais aberto durante esse período do que em qualquer outra época. O sangue pode agir como meio de cultura para bactérias ou doenças sexualmente transmissíveis.
O astrólogo Bob Mulligan, oferece uma justificativa espiritual para a proibição sexual. A exemplo dos seguidores de Alice Bailey, ele afirma que existe uma poderosa divindade feminina conectada com a Lua. O celibato é exigido para invocá-la e para exercícios espirituais destinados à remoção de obstáculos relacionados com a Lua. A abstinência durante a menstruação, quando o plexo solar está aberto, pode na verdade servir para aumentar o poder espiritual. Quer se aceite ou não uma divindade feminina, o celibato intermitente é recomendado em muitas práticas espirituais.
Se os ciclos das mulheres se correlacionavam outrora com as fases da Lua, então a Lua cheia e a Lua nova devem ter sido espiritualmente poderosas. Meditações em grupo e rituais aumentam as energias mediúnicas, logo você pode imaginar o impacto da quantidade de mulheres em celibato, confinadas em cabanas de menstruação e envolvidas em trabalho espiritual. Como nos distanciamos desse poder, ao nos divorciarmos dos ciclos naturais! Ao prestarmos atenção a este ritmo, podemos recuperar parte do poder.
Trecho do livro A Lua na sua vida - O Poder Mágico e As Influências Sobre as Mulheres, de Donna Cunningham.
Um dos melhores livros sobre influências lunares do ponto de vista astrológico com vários dados de pesquisas. Recomendo à todas, é uma excelente leitura!!!
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Tempo Matriarcal
Em épocas matriarcais, ser uma mulher era compreendido como algo especial, por causa da habilidade de sangrar sem feridas e sem morte. E, reter seu sangue durante um longo período na gravidez, para produzir uma vida nova! Que presente miraculoso, a perpetuação da espécie.
Como uma mulher entra na idade da sabedoria, seu sangue sábio foi retido dentro de seu corpo. Esta era considerada uma estadia, o incrível poder da mulher em menopausa. Seu ' sangue sábio '; da vida e as habilidades de desafiar a morte permaneceram dentro de seu corpo para seus únicos uso, finalidade e desejo. Não mais por muito tempo terá que sangrar e nutrir a terra com seu presente de sangue, nem necessita compartilhar de seu corpo para ajudar criar uma vida nova. Reteve todos estes presentes e poder para seu próprio uso. Isto fez-lhe uma figura de incrível poder, com muitas dádivas especiais, bênçãos para compartilhar com seus povos. Com o advento do conhecimento científico, a menstruação, a gravidez, o nascimento e a menopausa têm sido reduzidos, às vezes, às condições médicas e, em outras vezes,emergências médicas.
Freqüentemente, por causa do conhecimento e da terminologia científica, a mágica, a beleza, o poder e a sabedoria do menstruação, da gravidez, do nascimento e da menopausa foram perdidos e negligenciados no mundo. Com uma mudança do pensamento e do sentimento nós podemos recuperar e honrar nossos corpos para toda a magia, divertimento, e amor se tivermos o coração para fazer exame mais próximo na verdade de quem nós somos realmente em comparação às ordens, aos pensamentos e às opiniões de outros. Boas vindas na fase da mulher do sangue sábio.
A transição para a menopausa pode ser um momento do apreensão e incerteza de nos mesmos, nossos corpos e de nosso futuro. Pode ser um momento reduzido a uma condição médica que possa requerer atenção . Pode ser um momento experimentado como uma elevação emocional através das mudanças em níveis hormonais. Pode ser reduzido a um momento da inconveniência e do desespero para outro e para si.
A menopausa pode ser experimentado como um dos divertimentos dos tempos emocionantes da vida. É um momento para escolhas. É um momento para a mulher, para ela mesma , suas necessidades, desejos, experiências, liberdade . Tudo isto pode ser inesperado e oprimindo dependendo como uma mulher aprende, e as experiências, as escolhas novas e diferentes a essas. A menopausa é um momento de grande mudança. É importante fazer exame do espaço sagrado para descobrir nossas possibilidades e nossos potenciais e para curar e liberar isso que nós requeremos, não por muito tempo. Isto permitirá a nos movermos com mais facilidade e finalidade no presente, e assim determinar o futuro, nosso futuro.
O futuro das filhas e as possibilidades gloriosas que estão disponíveis à mulher. Reflexões :
Que eu quero?
Que terapias alternativas estão disponíveis a mim se eu estiver experimentando sintomas?
Que pode me ensinar estes sintomas ?
Eu honrei ou honro meus ciclos?
Eu respeito-me?
Como eu sinto sobre minha fertilidade ou a perda da fertilidade?
Como eu sinto sobre minha menstruação ?
Como eu sinto como uma mulher?
O faço espiritualmente enquanto eu me aproximo da menopausa.
Eu penso que estou no momento de sabedoria?
Eu penso que meu sangue é sábio?
É muito importante ter a informação sobre nossos corpos, a maneira que trabalham, as mudanças a que todos nós vamos completando, porque nós crescemos e nos tornamos. Compreendendo o que nós queremos ou necessitamos, nossas escolhas, nossos corpos, nossas vidas.
Texto de Arielle Kaph
Que essas sejam as reflexões de todas nós durante os ciclos de morte e renascimento, até a chegada do "Sangue Sábio", envelhecer não é sinônimo de decadência e sim de sabedoria, maturidade. A menopausa é só mais uma etapa da evolução da mulher rumo ao Divino Feminino.
Como uma mulher entra na idade da sabedoria, seu sangue sábio foi retido dentro de seu corpo. Esta era considerada uma estadia, o incrível poder da mulher em menopausa. Seu ' sangue sábio '; da vida e as habilidades de desafiar a morte permaneceram dentro de seu corpo para seus únicos uso, finalidade e desejo. Não mais por muito tempo terá que sangrar e nutrir a terra com seu presente de sangue, nem necessita compartilhar de seu corpo para ajudar criar uma vida nova. Reteve todos estes presentes e poder para seu próprio uso. Isto fez-lhe uma figura de incrível poder, com muitas dádivas especiais, bênçãos para compartilhar com seus povos. Com o advento do conhecimento científico, a menstruação, a gravidez, o nascimento e a menopausa têm sido reduzidos, às vezes, às condições médicas e, em outras vezes,emergências médicas.
Freqüentemente, por causa do conhecimento e da terminologia científica, a mágica, a beleza, o poder e a sabedoria do menstruação, da gravidez, do nascimento e da menopausa foram perdidos e negligenciados no mundo. Com uma mudança do pensamento e do sentimento nós podemos recuperar e honrar nossos corpos para toda a magia, divertimento, e amor se tivermos o coração para fazer exame mais próximo na verdade de quem nós somos realmente em comparação às ordens, aos pensamentos e às opiniões de outros. Boas vindas na fase da mulher do sangue sábio.
A transição para a menopausa pode ser um momento do apreensão e incerteza de nos mesmos, nossos corpos e de nosso futuro. Pode ser um momento reduzido a uma condição médica que possa requerer atenção . Pode ser um momento experimentado como uma elevação emocional através das mudanças em níveis hormonais. Pode ser reduzido a um momento da inconveniência e do desespero para outro e para si.
A menopausa pode ser experimentado como um dos divertimentos dos tempos emocionantes da vida. É um momento para escolhas. É um momento para a mulher, para ela mesma , suas necessidades, desejos, experiências, liberdade . Tudo isto pode ser inesperado e oprimindo dependendo como uma mulher aprende, e as experiências, as escolhas novas e diferentes a essas. A menopausa é um momento de grande mudança. É importante fazer exame do espaço sagrado para descobrir nossas possibilidades e nossos potenciais e para curar e liberar isso que nós requeremos, não por muito tempo. Isto permitirá a nos movermos com mais facilidade e finalidade no presente, e assim determinar o futuro, nosso futuro.
O futuro das filhas e as possibilidades gloriosas que estão disponíveis à mulher. Reflexões :
Que eu quero?
Que terapias alternativas estão disponíveis a mim se eu estiver experimentando sintomas?
Que pode me ensinar estes sintomas ?
Eu honrei ou honro meus ciclos?
Eu respeito-me?
Como eu sinto sobre minha fertilidade ou a perda da fertilidade?
Como eu sinto sobre minha menstruação ?
Como eu sinto como uma mulher?
O faço espiritualmente enquanto eu me aproximo da menopausa.
Eu penso que estou no momento de sabedoria?
Eu penso que meu sangue é sábio?
É muito importante ter a informação sobre nossos corpos, a maneira que trabalham, as mudanças a que todos nós vamos completando, porque nós crescemos e nos tornamos. Compreendendo o que nós queremos ou necessitamos, nossas escolhas, nossos corpos, nossas vidas.
Texto de Arielle Kaph
Que essas sejam as reflexões de todas nós durante os ciclos de morte e renascimento, até a chegada do "Sangue Sábio", envelhecer não é sinônimo de decadência e sim de sabedoria, maturidade. A menopausa é só mais uma etapa da evolução da mulher rumo ao Divino Feminino.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Absorvente ecológico - Parte 2
Onde encontrar absorventes reutilizáveis no Brasil?
aBiosorventes: bonitinhos e ecologicamente corretos
Bom, sempre dá pra fazer você mesma - ou mandar fazer na costureira ou na casa da avó, que tem máquina de costura. Mas agora já dá para comprar pronto aqui também, o que antes era um privilégio de americanos e europeus. Bonitinhos e ecologicamente corretos, os aBiosorventes são os primeiros absorventes reutilizáveis produzidos em escala comercial no Brasil.
Quem responde pela obra é Diana Hirsch, uma geografa carioca de 26 anos que está se preparando para cursar mestrado em Saneamento Ambiental. Tudo a ver com a função de fabricante e divulgadora de absorventes reutilizáveis: "Meu interesse é juntar a saúde da mulher com a questão dos resíduos sólidos, atrávés do aBiosorvente".
O projeto iniciou depois que Diana assistiu a um vídeo, produzido pelo curso de comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, chamado Conexão: Dioxina. "Esse vídeo explicava o que era a dioxina, e mostrava que na Alemanha as pessoas tinham a opção de comprar produtos que não fossem branqueados. As meninas da turma pensaram então em fazer um absorvente que não precisasse conter dioxina".
Diana então foi para a Internet, pesquisar. Achou dezenas de opções de absorventes sem dioxina e reutilizáveis - todos caros de importar. Sabendo costurar, ela resolveu então fabricar seus próprios absorventes. "Algumas amigas quiseram, e as amigas das amigas também, e aí pensei que seria uma boa trazer essa discussão para o Brasil".
Os aBiosorventes custam R$ 4,00 - ou 3 unidades por R$ 10,00. Para comprar, visite o site.
Diana contou para Planeta na Web como é conviver intimamente com os aBiosorventes:
Planeta na Web - Como é a aceitação de seu absorvente reutilizável?
Diana Hirsch - Bastante diversificada. Tem pessoas que eu juro que vão entender de cara, e não entendem, e tem outras que eu explico só porque elas perguntam, pois acho que nunca entenderiam, e elas acham a idéia fantástica! Isso vem sendo muito bom para eu parar de julgar as pessoas só pelas aparências... Venho descobrindo que a aceitação dos aBios passa por uma discussão muito maior: desde uma auto-aceitação, não ter nojo de lavar o próprio sangue, até um envolvimento maior com o Planeta, de cada um ser consciente da sua parcela de responsabilidade e de possibilidade. Olhando com um olhar mais macro.
PnW - Como fazer para lavar? Não é anti-higiênico?
Diana - É tão simples como lavar uma calcinha, a única diferença é que você precisará deixar de molho antes. Eu costumo deixar de molho um ou dois dias, e depois coloco na máquina de lavar, mas tem gente que depois do molho lava no banho. Com relação à higiene: um absorvente reutilizável não é mais anti-higiênico do que uma calcinha. Se você se sente segura para usar uma calcinha reutilizável, não tem porque não se sentir segura para usar o absorvente. A única pergunta é: você lava bem a sua calcinha?
PnW - Menstruação ainda é um tabu, e não deveria, já que toda a mulher menstrua. Por que você acha que ainda é considerado impuro ou sujo?
Diana - Acredito que ainda é resquício da sociedade patriarcal que a gente vive. O homem não menstrua, e, em geral, não se sente muito confortável com essa situação. Colocar a menstruação com esse status talvez tenha sido necessário para se estabelecer a sociedade nos moldes como se encontra hoje. Uma mulher que vê a sua menstruação e sua condição feminina como algo de bom, certamente é uma pessoa mais fortalecida e segura da sua condição. Isso dificultaria muito o trabalho dos homens. Deve ter sido necessário esse domínio patriarcal por algum tempo, apesar de que eu não sei porquê. Mas acho que já podemos nos fortalecer novamente. Não para 'lutar' com eles, mas para podermos ser livres.
PnW - Qual o impacto que representa o cultivo de uma relação mais saudável com a nossa própria menstruação?
Diana - A nossa sociedade rejeita a menstruação, mas não foi sempre assim. Durante muito tempo, até a Idade Média, vários rituais de fertilidade em adoração à Deusa eram feitos quando as mulheres da tribo estavam menstruando. Até porque elas menstruavam juntas, o que era muito comum. Aliás, apesar do nosso distanciamento, ainda é possível perceber isso: muitas mulheres, quando moram juntas, ou são muito amigas, com muita afinidade, tendem a menstruar na mesma semana! Isso é muito interessante ser notado: por mais que evoluamos tecnologicamente, e cada vez mais nos afastemos da nossa origem animal, acontece algo dentro de nós, mulheres, todo mês, que tem uma estreita relação com a Lua e com outras mulheres próximas a nós. Isso pode nos trazer de volta a nossa condição humana, enquanto seres que também fazem parte da natureza.
Esse texto é parte integrante do texto Incomodada ficava sua avó de Alessandra Nahra
Para quem quer mais informações e gostaria de comprar ou produzir o seu próprio absorvente ecólogico, no final da página do blog à direita nos links me encontre no Orkut, você encontrará o link para a Comunidade Absorvente Ecológico, da qual faço parte, lá existe uma infinidade de informações sobre esse tema.
O Guerreira Interior apoia e participa do Ativismo Pagão - Por uma atitude consciente pró-terra. Nós somos a voz Dela! -Bárbara Guerreiro
aBiosorventes: bonitinhos e ecologicamente corretos
Bom, sempre dá pra fazer você mesma - ou mandar fazer na costureira ou na casa da avó, que tem máquina de costura. Mas agora já dá para comprar pronto aqui também, o que antes era um privilégio de americanos e europeus. Bonitinhos e ecologicamente corretos, os aBiosorventes são os primeiros absorventes reutilizáveis produzidos em escala comercial no Brasil.
Quem responde pela obra é Diana Hirsch, uma geografa carioca de 26 anos que está se preparando para cursar mestrado em Saneamento Ambiental. Tudo a ver com a função de fabricante e divulgadora de absorventes reutilizáveis: "Meu interesse é juntar a saúde da mulher com a questão dos resíduos sólidos, atrávés do aBiosorvente".
O projeto iniciou depois que Diana assistiu a um vídeo, produzido pelo curso de comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, chamado Conexão: Dioxina. "Esse vídeo explicava o que era a dioxina, e mostrava que na Alemanha as pessoas tinham a opção de comprar produtos que não fossem branqueados. As meninas da turma pensaram então em fazer um absorvente que não precisasse conter dioxina".
Diana então foi para a Internet, pesquisar. Achou dezenas de opções de absorventes sem dioxina e reutilizáveis - todos caros de importar. Sabendo costurar, ela resolveu então fabricar seus próprios absorventes. "Algumas amigas quiseram, e as amigas das amigas também, e aí pensei que seria uma boa trazer essa discussão para o Brasil".
Os aBiosorventes custam R$ 4,00 - ou 3 unidades por R$ 10,00. Para comprar, visite o site.
Diana contou para Planeta na Web como é conviver intimamente com os aBiosorventes:
Planeta na Web - Como é a aceitação de seu absorvente reutilizável?
Diana Hirsch - Bastante diversificada. Tem pessoas que eu juro que vão entender de cara, e não entendem, e tem outras que eu explico só porque elas perguntam, pois acho que nunca entenderiam, e elas acham a idéia fantástica! Isso vem sendo muito bom para eu parar de julgar as pessoas só pelas aparências... Venho descobrindo que a aceitação dos aBios passa por uma discussão muito maior: desde uma auto-aceitação, não ter nojo de lavar o próprio sangue, até um envolvimento maior com o Planeta, de cada um ser consciente da sua parcela de responsabilidade e de possibilidade. Olhando com um olhar mais macro.
PnW - Como fazer para lavar? Não é anti-higiênico?
Diana - É tão simples como lavar uma calcinha, a única diferença é que você precisará deixar de molho antes. Eu costumo deixar de molho um ou dois dias, e depois coloco na máquina de lavar, mas tem gente que depois do molho lava no banho. Com relação à higiene: um absorvente reutilizável não é mais anti-higiênico do que uma calcinha. Se você se sente segura para usar uma calcinha reutilizável, não tem porque não se sentir segura para usar o absorvente. A única pergunta é: você lava bem a sua calcinha?
PnW - Menstruação ainda é um tabu, e não deveria, já que toda a mulher menstrua. Por que você acha que ainda é considerado impuro ou sujo?
Diana - Acredito que ainda é resquício da sociedade patriarcal que a gente vive. O homem não menstrua, e, em geral, não se sente muito confortável com essa situação. Colocar a menstruação com esse status talvez tenha sido necessário para se estabelecer a sociedade nos moldes como se encontra hoje. Uma mulher que vê a sua menstruação e sua condição feminina como algo de bom, certamente é uma pessoa mais fortalecida e segura da sua condição. Isso dificultaria muito o trabalho dos homens. Deve ter sido necessário esse domínio patriarcal por algum tempo, apesar de que eu não sei porquê. Mas acho que já podemos nos fortalecer novamente. Não para 'lutar' com eles, mas para podermos ser livres.
PnW - Qual o impacto que representa o cultivo de uma relação mais saudável com a nossa própria menstruação?
Diana - A nossa sociedade rejeita a menstruação, mas não foi sempre assim. Durante muito tempo, até a Idade Média, vários rituais de fertilidade em adoração à Deusa eram feitos quando as mulheres da tribo estavam menstruando. Até porque elas menstruavam juntas, o que era muito comum. Aliás, apesar do nosso distanciamento, ainda é possível perceber isso: muitas mulheres, quando moram juntas, ou são muito amigas, com muita afinidade, tendem a menstruar na mesma semana! Isso é muito interessante ser notado: por mais que evoluamos tecnologicamente, e cada vez mais nos afastemos da nossa origem animal, acontece algo dentro de nós, mulheres, todo mês, que tem uma estreita relação com a Lua e com outras mulheres próximas a nós. Isso pode nos trazer de volta a nossa condição humana, enquanto seres que também fazem parte da natureza.
Esse texto é parte integrante do texto Incomodada ficava sua avó de Alessandra Nahra
Para quem quer mais informações e gostaria de comprar ou produzir o seu próprio absorvente ecólogico, no final da página do blog à direita nos links me encontre no Orkut, você encontrará o link para a Comunidade Absorvente Ecológico, da qual faço parte, lá existe uma infinidade de informações sobre esse tema.
O Guerreira Interior apoia e participa do Ativismo Pagão - Por uma atitude consciente pró-terra. Nós somos a voz Dela! -Bárbara Guerreiro
Absorvente ecológico - Parte 1
Incomodada ficava a sua avó
Hoje relegada ao banheiro, a menstruação já ocupou um lugar de destaque na vida das comunidades matriarcais. Agora, as mulheres estão redescobrindo o poder inerente a esse ciclo cósmico-feminino. Adotar absorventes reutilizáveis, em vez dos poluidores descartáveis, é um dos passos nesse processo.
Uma pergunta para as mulheres: como você encara a sua menstruação? Como algo que incomoda, que vem de surpresa e a pega desprevenida, manchando calcinhas e causando cólicas? Como um inconveniente que você, se pudesse, não teria? Ou como apenas mais um dos fatos da vida, sobre os quais não temos nenhuma influência e dos quais queremos nos livrar o mais rápido possível?
Se alguma dessas descrições se encaixa na sua visão sobre a menstruação, você provavelmente prefere tampões e mal olha para baixo quando está trocando o absorvente. Quanto menos você ver, ou tiver que lidar com o seu sangue menstrual, melhor. A idéia de um absorvente reutilizável, que você lava em vez de jogar fora, é totalmente alienígena.
Afinal, "incomodada ficava a sua avó" - como dizia o anúncio. As mulheres modernas têm uma infinidade de opções de absorventes e tampões descartáveis. Você compra, usa e joga fora, e isso certamente é um progresso incrível. Fora que mulheres modernas não têm tempo para lavar absorventes. Para que, depois de conquistado o direito ao absorvente descartável, voltar ao tempo da sua avó, que tinha que lavar as embaraçosas toalhinhas higiênicas feitas de flanela?
O raciocínio acompanha os tempos atuais - nos quais, pela praticidade e economia de tempo, se sacrificam recursos naturais e a real qualidade de vida: levar uma vida consciente, em harmonia com o planeta. Os produtos descartáveis são vistos como um progresso e sinônimo de modernidade, porque evitam que se "gaste" nosso precioso e escasso tempo. Muitas mulheres, no entanto, estão preferindo voltar ao tempo da avó, abandonando o destrutivo progresso moderno por uma vida sustentável. E isso tudo pode começar bem perto de nós, no nosso lugar mais íntimo...
Poluição, recursos naturais e autonomia
Estamos pagando um preço muito alto pela praticidade moderna. A produção de descartáveis abusa de recursos naturais que mais cedo ou mais tarde se esgotarão. Absorventes são feitos de papel - leia-se árvores - ou algodão. As árvores, ou o algodão, passam por inúmeros processos de refinamento e branqueamento e acabam grudado na sua calcinha - de onde vão direto para o lixo. Imagine quantas mulheres em idade fértil vivem no planeta. Agora pense em quantos absorventes cada uma dessas mulheres usará durante sua vida fértil. Segundo Diana Hirsch, fabricante dos absorventes reutilizáveis aBiosorventes, "cada mulher usa em torno de 10 mil absorventes descartáveis durante sua vida fértil". Apenas nos Estados Unidos são jogados fora 12 bilhões de absorventes e 7 bilhões de tampões por ano.
Agora imagine para onde vai esse lixo, que não é biodegradável... Imaginou? Não, não existe um limbo dos absorventes. Eles não se desmaterializam assim que desaparecem da sua frente no lixinho do banheiro... Aliás, eles permanecem entre nós por muito tempo, deixando resíduos difíceis de processar, que aumentarão os lixões e a poluição. Certas partes do nosso "modess", por exemplo, podem levar até 100 anos pra se decompor.
Isso sem falar nos componentes químicos, como os agentes que fazem o papel ficar branquinho, e que acabam escorrendo para a terra e contaminando o solo. Por exemplo, a dioxina: subproduto do processo de alvejamento com cloro, é provavelmente a substância que deveria estar mais longe das delicadas partes baixas femininas - já que foi utilizada, numa concentração mais potente, até na guerra do Vietnam. Era conhecida então pelo nome de Agente Laranja.
Outro bom motivo para adotar os absorventes reutilizáveis é a economia. Reutilizáveis podem durar até oito anos, e isso representa um bocado de reais economizados - dinheiro que iria direto para o lixo na forma de absorventes descartáveis. E então chegamos na questão da autonomia. Todos os meses, as mulheres entregam o controle de um processo poderoso e íntimo nas mãos de corporações que não têm a saúde feminina como um de seus objetivos principais. Hoje em dia, se capitaliza tudo - até a menstruação. A publicidade nos diz que é moderno e prático utilizar absorventes e tampões, e nós acreditamos. Se passamos a controlar, nós mesmas, o que fazemos do nosso ciclo mensal, abre-se uma porta para que ocorra uma mudança profunda na maneira pela qual encaramos a "incomodação".
O resgate do feminino e a conexão com o planeta
Ao invés de incômodo, a menstruação pode significar uma chance de interiorização e cultivo da feminilidade. O sangue menstrual, detestado por inúmeras mulheres e considerado sujo em muitas sociedades, pode passar a ser visto de maneira diferente. E então, talvez a idéia de lavar nossos absorventes e reutilizá-los na próxima lua não parecerá assim tão maluca. Afinal, estamos colaborando para um planeta melhor, ao mesmo tempo em que se resgatamos nosso poder feminino.
O uso de absorventes não descartáveis representa um contato mais íntimo com você mesma. "Ao invés de jogar no lixo um sinal de fertilidade, você passa a se relacionar com este sinal, percebendo que a menstruação pode ser uma coisa positiva. É sinal de que você ovulou, e que não precisa ficar preocupada, se seus hormônios estão ok ou não. É sinal de que você fechou um ciclo, assim como a lua, e que agora irá começar outro. É um sinal de esperança do seu corpo, pois é uma limpeza que ele está fazendo para no mês que vem se preparar novamente para gerar uma nova vida", lembra Diana Hirsch. "O ciclo menstrual é um grande presente em termos de flexibilidade, regeneração e criatividade. É um instrumento poderoso para se viver autenticamente, com responsabilidade e consciência", completa Nadia MacLeod, responsável pelo site australiano Menstruation. "Lavar os absorventes e reciclar o sangue no jardim, me mantendo conectada com a Terra, me ajuda a ter consciência dos ciclos da vida".
É preciso mesmo parar de olhar com repulsa, vergonha e medo para esse ciclo que acontece com todas as mulheres. Esse sentimento de sujeira, na opinião de Diana Hirsch, é resquício da sociedade patriarcal em que vivemos. Mas a humanidade nem sempre viveu no patriarcado. Há muito tempo, existiam sociedades de organização matriarcal, nas quais as mulheres eram respeitadas e veneradas e Deus não era Deus - e sim Deusa. Segundo Nadia MacLeod, na medida em que o patriarcado começou a se expandir, as culturas baseadas no culto à Grande Deusa ou à Mãe-Terra foram dizimadas ou se esconderam. "Com isso, se perdeu a reverência, conhecimento e poder inerentes ao ciclo menstrual. Lara Owen, no livro Seu Sangue é Ouro - resgatando o poder da menstruação, completa: "Nos últimos milhares de anos, todas as principais religiões do mundo tornaram-se patriarcais, e todas elas valorizam o intelecto e o espírito acima do corpo e dos instintos".
As sociedades que cultuavam a Grande Deusa viam a menstruação como um processo mágico, quando a mulher podia se conectar com os ciclos do planeta e da vida. "Durante muito tempo, até a Idade Média, vários rituais de fertilidade em adoração à Deusa eram feitos quando as mulheres da tribo estavam menstruando", diz Diana. "O sangramento periódico das mulheres era um acontecimento cósmico, como os ciclos da lua e a subida e descida das marés", afirma Elinor Gadon no livro The Once and Future Goddess. Nadia MacLeod completa: "A menstruação, que já foi considerada uma ferramenta de alto poder de cura para as mulheres e suas comunidades, agora está confinada ao banheiro".
Texto didático e brilhante de Alessandra Nahra
Hoje relegada ao banheiro, a menstruação já ocupou um lugar de destaque na vida das comunidades matriarcais. Agora, as mulheres estão redescobrindo o poder inerente a esse ciclo cósmico-feminino. Adotar absorventes reutilizáveis, em vez dos poluidores descartáveis, é um dos passos nesse processo.
Uma pergunta para as mulheres: como você encara a sua menstruação? Como algo que incomoda, que vem de surpresa e a pega desprevenida, manchando calcinhas e causando cólicas? Como um inconveniente que você, se pudesse, não teria? Ou como apenas mais um dos fatos da vida, sobre os quais não temos nenhuma influência e dos quais queremos nos livrar o mais rápido possível?
Se alguma dessas descrições se encaixa na sua visão sobre a menstruação, você provavelmente prefere tampões e mal olha para baixo quando está trocando o absorvente. Quanto menos você ver, ou tiver que lidar com o seu sangue menstrual, melhor. A idéia de um absorvente reutilizável, que você lava em vez de jogar fora, é totalmente alienígena.
Afinal, "incomodada ficava a sua avó" - como dizia o anúncio. As mulheres modernas têm uma infinidade de opções de absorventes e tampões descartáveis. Você compra, usa e joga fora, e isso certamente é um progresso incrível. Fora que mulheres modernas não têm tempo para lavar absorventes. Para que, depois de conquistado o direito ao absorvente descartável, voltar ao tempo da sua avó, que tinha que lavar as embaraçosas toalhinhas higiênicas feitas de flanela?
O raciocínio acompanha os tempos atuais - nos quais, pela praticidade e economia de tempo, se sacrificam recursos naturais e a real qualidade de vida: levar uma vida consciente, em harmonia com o planeta. Os produtos descartáveis são vistos como um progresso e sinônimo de modernidade, porque evitam que se "gaste" nosso precioso e escasso tempo. Muitas mulheres, no entanto, estão preferindo voltar ao tempo da avó, abandonando o destrutivo progresso moderno por uma vida sustentável. E isso tudo pode começar bem perto de nós, no nosso lugar mais íntimo...
Poluição, recursos naturais e autonomia
Estamos pagando um preço muito alto pela praticidade moderna. A produção de descartáveis abusa de recursos naturais que mais cedo ou mais tarde se esgotarão. Absorventes são feitos de papel - leia-se árvores - ou algodão. As árvores, ou o algodão, passam por inúmeros processos de refinamento e branqueamento e acabam grudado na sua calcinha - de onde vão direto para o lixo. Imagine quantas mulheres em idade fértil vivem no planeta. Agora pense em quantos absorventes cada uma dessas mulheres usará durante sua vida fértil. Segundo Diana Hirsch, fabricante dos absorventes reutilizáveis aBiosorventes, "cada mulher usa em torno de 10 mil absorventes descartáveis durante sua vida fértil". Apenas nos Estados Unidos são jogados fora 12 bilhões de absorventes e 7 bilhões de tampões por ano.
Agora imagine para onde vai esse lixo, que não é biodegradável... Imaginou? Não, não existe um limbo dos absorventes. Eles não se desmaterializam assim que desaparecem da sua frente no lixinho do banheiro... Aliás, eles permanecem entre nós por muito tempo, deixando resíduos difíceis de processar, que aumentarão os lixões e a poluição. Certas partes do nosso "modess", por exemplo, podem levar até 100 anos pra se decompor.
Isso sem falar nos componentes químicos, como os agentes que fazem o papel ficar branquinho, e que acabam escorrendo para a terra e contaminando o solo. Por exemplo, a dioxina: subproduto do processo de alvejamento com cloro, é provavelmente a substância que deveria estar mais longe das delicadas partes baixas femininas - já que foi utilizada, numa concentração mais potente, até na guerra do Vietnam. Era conhecida então pelo nome de Agente Laranja.
Outro bom motivo para adotar os absorventes reutilizáveis é a economia. Reutilizáveis podem durar até oito anos, e isso representa um bocado de reais economizados - dinheiro que iria direto para o lixo na forma de absorventes descartáveis. E então chegamos na questão da autonomia. Todos os meses, as mulheres entregam o controle de um processo poderoso e íntimo nas mãos de corporações que não têm a saúde feminina como um de seus objetivos principais. Hoje em dia, se capitaliza tudo - até a menstruação. A publicidade nos diz que é moderno e prático utilizar absorventes e tampões, e nós acreditamos. Se passamos a controlar, nós mesmas, o que fazemos do nosso ciclo mensal, abre-se uma porta para que ocorra uma mudança profunda na maneira pela qual encaramos a "incomodação".
O resgate do feminino e a conexão com o planeta
Ao invés de incômodo, a menstruação pode significar uma chance de interiorização e cultivo da feminilidade. O sangue menstrual, detestado por inúmeras mulheres e considerado sujo em muitas sociedades, pode passar a ser visto de maneira diferente. E então, talvez a idéia de lavar nossos absorventes e reutilizá-los na próxima lua não parecerá assim tão maluca. Afinal, estamos colaborando para um planeta melhor, ao mesmo tempo em que se resgatamos nosso poder feminino.
O uso de absorventes não descartáveis representa um contato mais íntimo com você mesma. "Ao invés de jogar no lixo um sinal de fertilidade, você passa a se relacionar com este sinal, percebendo que a menstruação pode ser uma coisa positiva. É sinal de que você ovulou, e que não precisa ficar preocupada, se seus hormônios estão ok ou não. É sinal de que você fechou um ciclo, assim como a lua, e que agora irá começar outro. É um sinal de esperança do seu corpo, pois é uma limpeza que ele está fazendo para no mês que vem se preparar novamente para gerar uma nova vida", lembra Diana Hirsch. "O ciclo menstrual é um grande presente em termos de flexibilidade, regeneração e criatividade. É um instrumento poderoso para se viver autenticamente, com responsabilidade e consciência", completa Nadia MacLeod, responsável pelo site australiano Menstruation. "Lavar os absorventes e reciclar o sangue no jardim, me mantendo conectada com a Terra, me ajuda a ter consciência dos ciclos da vida".
É preciso mesmo parar de olhar com repulsa, vergonha e medo para esse ciclo que acontece com todas as mulheres. Esse sentimento de sujeira, na opinião de Diana Hirsch, é resquício da sociedade patriarcal em que vivemos. Mas a humanidade nem sempre viveu no patriarcado. Há muito tempo, existiam sociedades de organização matriarcal, nas quais as mulheres eram respeitadas e veneradas e Deus não era Deus - e sim Deusa. Segundo Nadia MacLeod, na medida em que o patriarcado começou a se expandir, as culturas baseadas no culto à Grande Deusa ou à Mãe-Terra foram dizimadas ou se esconderam. "Com isso, se perdeu a reverência, conhecimento e poder inerentes ao ciclo menstrual. Lara Owen, no livro Seu Sangue é Ouro - resgatando o poder da menstruação, completa: "Nos últimos milhares de anos, todas as principais religiões do mundo tornaram-se patriarcais, e todas elas valorizam o intelecto e o espírito acima do corpo e dos instintos".
As sociedades que cultuavam a Grande Deusa viam a menstruação como um processo mágico, quando a mulher podia se conectar com os ciclos do planeta e da vida. "Durante muito tempo, até a Idade Média, vários rituais de fertilidade em adoração à Deusa eram feitos quando as mulheres da tribo estavam menstruando", diz Diana. "O sangramento periódico das mulheres era um acontecimento cósmico, como os ciclos da lua e a subida e descida das marés", afirma Elinor Gadon no livro The Once and Future Goddess. Nadia MacLeod completa: "A menstruação, que já foi considerada uma ferramenta de alto poder de cura para as mulheres e suas comunidades, agora está confinada ao banheiro".
Texto didático e brilhante de Alessandra Nahra
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
As Três Faces de Afrodite
Afrodite talvez seja a Deusa grega mais conhecida pelas massas. Mas será que de fato a conhecemos?
Tentei reunir aqui um pouco do trabalho de pesquisa que fiz em busca das origens do culto e facetas de Afrodite, mas a medida em que minha pesquisa avançada, eu percebia que nenhuma pesquisa, por completa que seja, conseguirá tocar a verdade sobre a conhecida Deusa do Amor.
Há quem considere Afrodite uma variação da Deusa sumeriana do amor e da guerra, Inanna e, isso explicaria o nascimento de Afrodite ter sido no mar, pois somente por essa via o culto à Deusa do amor chegaria do oriente ao ocidente. Talvez seja por esse motivo que Afrodite é também considerada protetora dos viajantes.
De fato, estudando ambas, pude notar muitos pontos em comum. No entanto, a idéia central desse trabalho não é traçar uma comparação entre as duas Deusas, mas compartilhar minhas pesquisas focadas em Afrodite.
Começando pelo seu nascimento, encontrei três versões diferentes.
A primeira versão é segundo Hesíodo – poeta grego da idade arcaica, que escreveu “A gênese dos deuses” e “Os trabalhos e os dias” – para quem Afrodite teria nascido do falo de Urano, extirpado por seu filho Cronos.
Cronos, o filho mais novo de Gaia ou Geia e Urano (Terra e Céu), cortou os genitais do pai porque ele aprisionara seus irmãos nos confins da Terra, no Tártaro.
O falo de Urano foi jogado no mar e das espumas desse nasceu Afrodite. Essa versão explica a origem do nome de Afrodite, “nascida da espuma”.
Logo após seu nascimento, a Deusa nadou até chegar na ilha de Citera. Por isso também é conhecida pelo nome de Citeréia. Segundo a lenda, por onde Afrodite passava, a relva se renovava, as flores nasciam, ela trazia o amor maior, o amor que tudo fertiliza, que embeleza.
Vale, portanto, a associação da Deusa do amor com a primavera, pois está intimamente ligada à vida que se renova, às flores, aos nascimentos. Para corroborar essa associação, encontramos uma outra denominação para a Deusa, Antheia, a Deusa das Flores.
Depois de Citera, Afrodite foi para Chipre, onde foi recebida pelas Horas, guardiãs da porta do céu (o Olimpo) e filhas de Têmis, Deusa da Justiça. Nessa ocasião, Afrodite foi vestida por elas e, em seguida, levada à presença dos Deuses. Encantou a todos, claro!
É dessa versão do nascimento de Afrodite que nasce a chamada Afrodite Urânia, doadora do amor universal, da qual falaremos mais além. A segunda versão de seu nascimento é encontrada, entre outras fontes, em Homero, poeta grego que viveu por volta de 850 a.C em Jônia, antigo distrito grego onde hoje situa-se a Turquia. Homero escreveu Ilíada e Odisséia, porém, há sérias controvérsias históricas em razão da diferença de estilo entre as duas obras. A controvérsia é tanta que há quem ponha em dúvida, inclusive, a existência de Homero. Dessa discussão nasceu a expressão “questão homérica” a qual se diz quando estamos diante de um impasse.
Pois bem, segundo essa segunda versão do nascimento de Afrodite, descrita também por Homero, a Deusa teria nascido de Zeus e Dione. Porém, me parece que nessa versão encontramos uma forma de restringir a amplitude e força da Deusa.
Entre as discrepâncias encontradas nessa versão, a que mais me chamou a atenção foi o fato de Afrodite ser também conhecida pelo nome de Dione, que é a forma feminina de Zeus, conhecida como Deusa das águas, das fontes, do carvalho e dos oráculos, sendo essa última característica de Afrodite, pouco mencionada.
A terceira versão do nascimento de Afrodite é pouco conhecida. O que sabemos é que Afrodite teria nascido de um caramujo e desembarcado de uma concha na ilha de Citera.
Em Cnido – costa da Ásia maior – o caramujo é considerado uma criatura sagrada da Deusa. Outra ligação de Afrodite com o caramujo está na lenda de que Afrodite, antes do Olimpo, viveu no mar, na companhia de um caramujo de extrema beleza chamado Nérites, filho de Nereu, uma das facetas da triplicidade da divindade do mar conhecida como “O Velho do Mar”. Pouco se sabe dessa terceira versão do nascimento da Deusa, mas é inegável a relação de Afrodite com o caramujo.
Essas três versões da origem de Afrodite nos falam de seu nascimento na água. Afrodite nasce na água, ou da água do mar, o por nós conhecido útero primordial. Nós, seres humanos, também nascemos na água. Talvez nosso passado intra-uterino faça com que tenhamos tanto amor por essa Deusa maravilhosa, e talvez seja também esse nosso passado intra-uterino que nos dê a sensação de retorno às nossas origens quando mergulhamos no mar. Outro ponto interessante sobre a força de Afrodite é que Ela é o amor que tudo gera. Nós também somos, ou temos, esse amor que nasceu nas águas. A água é símbolo do nosso inconsciente, do nosso lado feminino, da fertilidade, da emoção. O oceano primordial de onde crêem alguns termos nos originado me lembra muito o nascimento de Afrodite e sua relação com a humanidade. Quem sabe Afrodite não seja a expressão humana dessa vida, pois tudo que ela toca se torna fértil, pulsante e vivo. Quem sabe Afrodite não seja essa própria força geradora da vida. Afrodite e a humanidade, que relação impressionante. Mesmo entre os que dizem não cultuar a Deusa, nutre por Ela uma estranha ligação. Como Deusa do Amor Maior, da beleza e da vida Afrodite também pode ser cruel, destruidora, como veremos. Nesse ponto reside a estreita conexão de Afrodite com a humanidade. Temos em nós esses dois pólos, essas duas versões de nós mesmos. A bem da verdade, não seria correto dizer “dois pólos de Afrodite”. Poucos conhecem a versão tríplice da Deusa do Amor. Porém, noto que, cada vez que pesquiso sobre aspectos de determinada divindade, sempre encontro essa característica tríplice que, pasmem, também não pára no número três. Mas isso é assunto para outro texto. Hoje o que conhecemos de Afrodite é reduzido ao quesito amor. Porém, Afrodite se mostra muito além do que se é possível escrever sobre a Deusa.
Afrodite não é somente a Deusa do amor e da beleza. A primeira face de Afrodite, em sua triplicidade, é Afrodite Urânia, distribuidora do amor universal, a doce, a bela, aquela que une os pares com amor, que dá cor e beleza ao mundo. É a Deusa do céu, das estrelas, do amor celestial. Sempre que penso nesse aspecto de Afrodite, me lembro da já mencionada Inanna, a Deusa dos Céus, como provedora, amorosa.
A segunda face é Afrodite Pandemos, que está intimamente ligada a questões carnais, sexuais, físicas, materiais. O amor sensual é domínio dessa faceta da Deusa, é Ela quem nos oferece os prazeres do corpo, que desperta o desejo, que nos faz querer a beleza para conquistar.
O terceiro aspecto é o menos conhecido, Afrodite Apostrófia, que significa “aquela que se afasta”. Esse é o aspecto destruidor da Deusa, o aspecto mais difícil e menos explorado. É como se quisessem deixar à mostra somente o lado que convém. Vemos muito disso ao estudar essa Deusa. Afrodite Apostrófia é que deturpa, a que escraviza e a que traz a mazelas, as desgraças. Penso muito nas modelos anoréxicas e bulímicas quando ouço o nome Afrodite Apostrófia.
Como dissemos, em verdade, não se trata de apenas três faces. O culto de Afrodite e suas faces vão variando conforme a época, o local e a ideologia do povo.
Temos, por exemplo, Afrodite Eleêmon, cultuada em Chipre como “A Misericordiosa”, cuja imagem se assemelha muito com a da Virgem Maria, porém, sem o aspecto da castidade.
Afrodite Pasifessa, “A que brilha longe”, conhecida como a Deusa lunar que rege os mistérios do inconsciente.
Afrodite Zeríntia, que muito se assemelha a Hécate. Afrodite Zeríntia é uma face da Deusa que está além do Olimpo, cujos domínios são além da Terra e do céu, assim como Hécate. Para os atenienses, Afrodite Zeríntia era a mais velha das moiras. Outro ponto em comum com Hécate era o sacrifício de cachorros, feitos em honra à Afrodite na costa trácia, posto que esse animal era consagrado à Afrodite Zeríntia.
Afrodite Genetílis, outra faceta da Deusa, também recebia sacrifícios. Ficou conhecida como Vênus Genetrix, pelos latinos, a Deusa dos partos. Temos também conhecimento de um outro aspecto da Deusa, Afrodite Hetaira, que era venerada pelas cortesãs. Diferentes das prostitutas pobres e não cidadãs, as hetairas eram treinadas desde cedo nas artes do sexo. Aquele que comprava uma hetaira pagava uma soma muito alta. Tratava-se de um investimento. Muitos pagavam fortunas pelos favores sexuais das hetairas, e investiam também nos dotes artísticos delas. É fato histórico que algumas hetairas acabaram comprando sua liberdade, tornando-se grandes e conhecidas mulheres.
Em Esparta, Afrodite era adorada como Enóplio, portando armas, e Afrodite Morfo, a acorrentada. Era chamada de “a de corpo bem feito” ou “a de várias formas”.
Afrodite Ambológera era adorada também em Esparta como aquela que adia a velhice, trazendo vigor físico.
Temos também a Afrodite Negra, ou Melena/ Melênis, dominadora dos mistérios da morte e destruição, aspecto relacionado com as Erínias.
Aliás, os aspectos negros de Afrodite são os que menos conhecemos. Podemos citar Afrodite Andrófono, a matadora de homens; Afrodite Anósia, a que peca, e Afrodite Tamborico, a cavadora de túmulos.
Existe também a ligação de Afrodite com Perséfone. Afrodite Persefessa era invocada como Rainha do submundo. Interessante notar que Eurínome, a Deusa primordial dos pelasgos, também tinha relação com o mar, era a Deusa dos prazeres, governou antes do patriarcado olimpiano e foi rebaixada, deixada de lado. Como podemos ver, Afrodite é muito mais complexa do que lemos por aí. Não daria para explanar toda a complexidade da Deusa nesse trabalho.
Afrodite não se resume ao amor físico, nem ao amor universal, nem ao sexo, nem à beleza. Ela rege tudo isso e muito mais. Afrodite é o amor entre seres e intra seres, é o amor que cria, mas é também o amor que ceifa. Afrodite está presente no sexo, no prazer, Ela é o desejo, a vontade entre dois seres. É Ela quem faz com que duas pessoas se desejem e desse desejo mútuo, dessa explosão de energia entre dois corpos, duas mentes e dois espíritos possa ser criado um outro ser, pois Afrodite é doadora da vida também. Afrodite é a própria beleza da Terra, não diz respeito somente a corpos jovens e esbeltos. Para Afrodite a beleza plástica não vale nada. Afrodite quer a beleza da mente, do corpo e do espírito.De nada adiantará explorarmos as novidades cosméticas se não explorarmos nossa beleza real, aquela que é dada por Afrodite a todos, sem exceção. Afrodite abençoou a todos com a beleza, é uma sabedoria que poucos compreendem. Creio que Afrodite perguntaria às pessoas: De que adianta a sua beleza, sua perfeição se você vive destrói o seu planeta? De que adianta a forma física perfeita se é vazio por dentro? Como pode você desejar a beleza constantemente na sua vida e degradar a sua casa?
Afrodite é doadora da beleza, do viço, porém, Afrodite também deseja que cada um de nós leve a beleza para a vida daqueles que nos cercam.
O que acontece com pessoas bonitas, jovens, que exercem sua sexualidade desmedida?
O que acontece com pessoas que em nome do amor aprisionam outro ser?
O que acontecem com pessoas que buscam a beleza vazia?
Solidão.
Solidão no sentido mais amplo. Afrodite vai embora e leva consigo a real beleza, o sexo pleno, o amor verdadeiro.
É nessa hora que podemos conhecer a face da qual poucos falam, Afrodite Apostrófia, aquela que se afasta.
Texto postado no site Tribos de Gaia por Lua Serena
Tentei reunir aqui um pouco do trabalho de pesquisa que fiz em busca das origens do culto e facetas de Afrodite, mas a medida em que minha pesquisa avançada, eu percebia que nenhuma pesquisa, por completa que seja, conseguirá tocar a verdade sobre a conhecida Deusa do Amor.
Há quem considere Afrodite uma variação da Deusa sumeriana do amor e da guerra, Inanna e, isso explicaria o nascimento de Afrodite ter sido no mar, pois somente por essa via o culto à Deusa do amor chegaria do oriente ao ocidente. Talvez seja por esse motivo que Afrodite é também considerada protetora dos viajantes.
De fato, estudando ambas, pude notar muitos pontos em comum. No entanto, a idéia central desse trabalho não é traçar uma comparação entre as duas Deusas, mas compartilhar minhas pesquisas focadas em Afrodite.
Começando pelo seu nascimento, encontrei três versões diferentes.
A primeira versão é segundo Hesíodo – poeta grego da idade arcaica, que escreveu “A gênese dos deuses” e “Os trabalhos e os dias” – para quem Afrodite teria nascido do falo de Urano, extirpado por seu filho Cronos.
Cronos, o filho mais novo de Gaia ou Geia e Urano (Terra e Céu), cortou os genitais do pai porque ele aprisionara seus irmãos nos confins da Terra, no Tártaro.
O falo de Urano foi jogado no mar e das espumas desse nasceu Afrodite. Essa versão explica a origem do nome de Afrodite, “nascida da espuma”.
Logo após seu nascimento, a Deusa nadou até chegar na ilha de Citera. Por isso também é conhecida pelo nome de Citeréia. Segundo a lenda, por onde Afrodite passava, a relva se renovava, as flores nasciam, ela trazia o amor maior, o amor que tudo fertiliza, que embeleza.
Vale, portanto, a associação da Deusa do amor com a primavera, pois está intimamente ligada à vida que se renova, às flores, aos nascimentos. Para corroborar essa associação, encontramos uma outra denominação para a Deusa, Antheia, a Deusa das Flores.
Depois de Citera, Afrodite foi para Chipre, onde foi recebida pelas Horas, guardiãs da porta do céu (o Olimpo) e filhas de Têmis, Deusa da Justiça. Nessa ocasião, Afrodite foi vestida por elas e, em seguida, levada à presença dos Deuses. Encantou a todos, claro!
É dessa versão do nascimento de Afrodite que nasce a chamada Afrodite Urânia, doadora do amor universal, da qual falaremos mais além. A segunda versão de seu nascimento é encontrada, entre outras fontes, em Homero, poeta grego que viveu por volta de 850 a.C em Jônia, antigo distrito grego onde hoje situa-se a Turquia. Homero escreveu Ilíada e Odisséia, porém, há sérias controvérsias históricas em razão da diferença de estilo entre as duas obras. A controvérsia é tanta que há quem ponha em dúvida, inclusive, a existência de Homero. Dessa discussão nasceu a expressão “questão homérica” a qual se diz quando estamos diante de um impasse.
Pois bem, segundo essa segunda versão do nascimento de Afrodite, descrita também por Homero, a Deusa teria nascido de Zeus e Dione. Porém, me parece que nessa versão encontramos uma forma de restringir a amplitude e força da Deusa.
Entre as discrepâncias encontradas nessa versão, a que mais me chamou a atenção foi o fato de Afrodite ser também conhecida pelo nome de Dione, que é a forma feminina de Zeus, conhecida como Deusa das águas, das fontes, do carvalho e dos oráculos, sendo essa última característica de Afrodite, pouco mencionada.
A terceira versão do nascimento de Afrodite é pouco conhecida. O que sabemos é que Afrodite teria nascido de um caramujo e desembarcado de uma concha na ilha de Citera.
Em Cnido – costa da Ásia maior – o caramujo é considerado uma criatura sagrada da Deusa. Outra ligação de Afrodite com o caramujo está na lenda de que Afrodite, antes do Olimpo, viveu no mar, na companhia de um caramujo de extrema beleza chamado Nérites, filho de Nereu, uma das facetas da triplicidade da divindade do mar conhecida como “O Velho do Mar”. Pouco se sabe dessa terceira versão do nascimento da Deusa, mas é inegável a relação de Afrodite com o caramujo.
Essas três versões da origem de Afrodite nos falam de seu nascimento na água. Afrodite nasce na água, ou da água do mar, o por nós conhecido útero primordial. Nós, seres humanos, também nascemos na água. Talvez nosso passado intra-uterino faça com que tenhamos tanto amor por essa Deusa maravilhosa, e talvez seja também esse nosso passado intra-uterino que nos dê a sensação de retorno às nossas origens quando mergulhamos no mar. Outro ponto interessante sobre a força de Afrodite é que Ela é o amor que tudo gera. Nós também somos, ou temos, esse amor que nasceu nas águas. A água é símbolo do nosso inconsciente, do nosso lado feminino, da fertilidade, da emoção. O oceano primordial de onde crêem alguns termos nos originado me lembra muito o nascimento de Afrodite e sua relação com a humanidade. Quem sabe Afrodite não seja a expressão humana dessa vida, pois tudo que ela toca se torna fértil, pulsante e vivo. Quem sabe Afrodite não seja essa própria força geradora da vida. Afrodite e a humanidade, que relação impressionante. Mesmo entre os que dizem não cultuar a Deusa, nutre por Ela uma estranha ligação. Como Deusa do Amor Maior, da beleza e da vida Afrodite também pode ser cruel, destruidora, como veremos. Nesse ponto reside a estreita conexão de Afrodite com a humanidade. Temos em nós esses dois pólos, essas duas versões de nós mesmos. A bem da verdade, não seria correto dizer “dois pólos de Afrodite”. Poucos conhecem a versão tríplice da Deusa do Amor. Porém, noto que, cada vez que pesquiso sobre aspectos de determinada divindade, sempre encontro essa característica tríplice que, pasmem, também não pára no número três. Mas isso é assunto para outro texto. Hoje o que conhecemos de Afrodite é reduzido ao quesito amor. Porém, Afrodite se mostra muito além do que se é possível escrever sobre a Deusa.
Afrodite não é somente a Deusa do amor e da beleza. A primeira face de Afrodite, em sua triplicidade, é Afrodite Urânia, distribuidora do amor universal, a doce, a bela, aquela que une os pares com amor, que dá cor e beleza ao mundo. É a Deusa do céu, das estrelas, do amor celestial. Sempre que penso nesse aspecto de Afrodite, me lembro da já mencionada Inanna, a Deusa dos Céus, como provedora, amorosa.
A segunda face é Afrodite Pandemos, que está intimamente ligada a questões carnais, sexuais, físicas, materiais. O amor sensual é domínio dessa faceta da Deusa, é Ela quem nos oferece os prazeres do corpo, que desperta o desejo, que nos faz querer a beleza para conquistar.
O terceiro aspecto é o menos conhecido, Afrodite Apostrófia, que significa “aquela que se afasta”. Esse é o aspecto destruidor da Deusa, o aspecto mais difícil e menos explorado. É como se quisessem deixar à mostra somente o lado que convém. Vemos muito disso ao estudar essa Deusa. Afrodite Apostrófia é que deturpa, a que escraviza e a que traz a mazelas, as desgraças. Penso muito nas modelos anoréxicas e bulímicas quando ouço o nome Afrodite Apostrófia.
Como dissemos, em verdade, não se trata de apenas três faces. O culto de Afrodite e suas faces vão variando conforme a época, o local e a ideologia do povo.
Temos, por exemplo, Afrodite Eleêmon, cultuada em Chipre como “A Misericordiosa”, cuja imagem se assemelha muito com a da Virgem Maria, porém, sem o aspecto da castidade.
Afrodite Pasifessa, “A que brilha longe”, conhecida como a Deusa lunar que rege os mistérios do inconsciente.
Afrodite Zeríntia, que muito se assemelha a Hécate. Afrodite Zeríntia é uma face da Deusa que está além do Olimpo, cujos domínios são além da Terra e do céu, assim como Hécate. Para os atenienses, Afrodite Zeríntia era a mais velha das moiras. Outro ponto em comum com Hécate era o sacrifício de cachorros, feitos em honra à Afrodite na costa trácia, posto que esse animal era consagrado à Afrodite Zeríntia.
Afrodite Genetílis, outra faceta da Deusa, também recebia sacrifícios. Ficou conhecida como Vênus Genetrix, pelos latinos, a Deusa dos partos. Temos também conhecimento de um outro aspecto da Deusa, Afrodite Hetaira, que era venerada pelas cortesãs. Diferentes das prostitutas pobres e não cidadãs, as hetairas eram treinadas desde cedo nas artes do sexo. Aquele que comprava uma hetaira pagava uma soma muito alta. Tratava-se de um investimento. Muitos pagavam fortunas pelos favores sexuais das hetairas, e investiam também nos dotes artísticos delas. É fato histórico que algumas hetairas acabaram comprando sua liberdade, tornando-se grandes e conhecidas mulheres.
Em Esparta, Afrodite era adorada como Enóplio, portando armas, e Afrodite Morfo, a acorrentada. Era chamada de “a de corpo bem feito” ou “a de várias formas”.
Afrodite Ambológera era adorada também em Esparta como aquela que adia a velhice, trazendo vigor físico.
Temos também a Afrodite Negra, ou Melena/ Melênis, dominadora dos mistérios da morte e destruição, aspecto relacionado com as Erínias.
Aliás, os aspectos negros de Afrodite são os que menos conhecemos. Podemos citar Afrodite Andrófono, a matadora de homens; Afrodite Anósia, a que peca, e Afrodite Tamborico, a cavadora de túmulos.
Existe também a ligação de Afrodite com Perséfone. Afrodite Persefessa era invocada como Rainha do submundo. Interessante notar que Eurínome, a Deusa primordial dos pelasgos, também tinha relação com o mar, era a Deusa dos prazeres, governou antes do patriarcado olimpiano e foi rebaixada, deixada de lado. Como podemos ver, Afrodite é muito mais complexa do que lemos por aí. Não daria para explanar toda a complexidade da Deusa nesse trabalho.
Afrodite não se resume ao amor físico, nem ao amor universal, nem ao sexo, nem à beleza. Ela rege tudo isso e muito mais. Afrodite é o amor entre seres e intra seres, é o amor que cria, mas é também o amor que ceifa. Afrodite está presente no sexo, no prazer, Ela é o desejo, a vontade entre dois seres. É Ela quem faz com que duas pessoas se desejem e desse desejo mútuo, dessa explosão de energia entre dois corpos, duas mentes e dois espíritos possa ser criado um outro ser, pois Afrodite é doadora da vida também. Afrodite é a própria beleza da Terra, não diz respeito somente a corpos jovens e esbeltos. Para Afrodite a beleza plástica não vale nada. Afrodite quer a beleza da mente, do corpo e do espírito.De nada adiantará explorarmos as novidades cosméticas se não explorarmos nossa beleza real, aquela que é dada por Afrodite a todos, sem exceção. Afrodite abençoou a todos com a beleza, é uma sabedoria que poucos compreendem. Creio que Afrodite perguntaria às pessoas: De que adianta a sua beleza, sua perfeição se você vive destrói o seu planeta? De que adianta a forma física perfeita se é vazio por dentro? Como pode você desejar a beleza constantemente na sua vida e degradar a sua casa?
Afrodite é doadora da beleza, do viço, porém, Afrodite também deseja que cada um de nós leve a beleza para a vida daqueles que nos cercam.

O que acontece com pessoas bonitas, jovens, que exercem sua sexualidade desmedida?
O que acontece com pessoas que em nome do amor aprisionam outro ser?
O que acontecem com pessoas que buscam a beleza vazia?
Solidão.
Solidão no sentido mais amplo. Afrodite vai embora e leva consigo a real beleza, o sexo pleno, o amor verdadeiro.
É nessa hora que podemos conhecer a face da qual poucos falam, Afrodite Apostrófia, aquela que se afasta.
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