quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Oráculos do Feminino: Runas que Me Apavoram

Oráculos do Feminino: Runas que Me Apavoram: "Pegando carona no tema da Blogagem Coletiva das meninas sobre os Arcanos que Apavoram... como ainda sou uma estudante da Arte do Tarot, deci..."

Palavras Femininas: Vaidade x Saúde

Palavras Femininas: Vaidade x Saúde: "Nossa sociedade hoje cobra um padrão estético muitas vezes desumano, e muitas vezes na tentativa de nos rebelarmos ao sistema caimos em arma..."

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Papisa Joana - Resenha do livro.

Prometi para algumas amigas internautas que o 1º post de 2011 seria uma resenha do livro que estou terminando de ler, que trata da história de vida de ninguém menos do que a única mulher a chegar ao trono de São Pedro.
O livro tem o dom de nos transportar para o século IX, em toda sua brutalidade e terror, um tempo onde tudo o que não podia ser aplicado a fé cristã era Bruxaria, onde as mulheres eram tratadas como uma mercadoria sem valor, só serviam para procriar e cuidar de suas casas.
Joana de Ingelheim, filha de um inglês à serviço da Igreja e de uma mãe saxã, que cultuava os Deuses da Antiga Religião Nórdica, cresceu num ambiente envolto em brigas e privações, onde tudo o que ela desejava era estudar, aprender.
Joana aprendeu a ler escondida dos pais, falava tudesco, saxão, grego e latim quando chegou a Roma.
Sobre o disfarce de João Anglico se tornou médico de confiança do Papa, dado seu conhecimento profundo de ervas, adquirido nos tempos de monge em Fulda.
A Papisa Joana é um dos personagens mais fascinantes de todos os tempos, e um dos menos conhecidos. Embora hoje negue a existência dela e de seu papado, a Igreja Católica reconheceu ambos como verdadeiros durante a Idade Média e a Renascença. Foi apenas a partir do século XVII, sob crescente ataque do protestantismo, que o Vaticano passou a destruir as provas da existência da mulher papa.
A escritora Donna Woolfolk Cross em seu trabalho de pesquisa, ao romancear sua vida, consegue nos fazer viajar no tempo e mais ainda, para nós mulheres fica facil encarnar os medos e ódios de Joana, Gudrun (sua mãe), a parteira Hrotrud, e outras mulheres que aparecem durante a história sendo usadas como pano de chão pelos homens.
Essa Joana nascida em 814 parece ter o mesmo espirito guerreiro e destemido de outra Joana nascida em 1412 na França... sim... Joana d'Arc, a Donzela d' Orleans que livrou a França do dominio inglês.
Não consigo parar de pensar que dentro de cada uma de nós existe uma Joana, capaz de mudar as leis, quebrar grilhões, subir ao posto mais alto, cansada de ser subestimada, maltrata, humilhada.

Durante séculos a religião dominante julgou as mulheres como seres inferiores, pecadoras e portadoras da semente do mal, está na hora de mostrar que somos portadoras da luz... herdeiras por direito da Senhora Criadora de Todas as Coisas, Isis, Astarte, Diana, Hécate, Kali, Inanna, Nu Kua, Pachamama, IxChel, Deusas tão antigas quanto a própria Terra que habitamos, são nossas ancestrais.
Me orgulho de ser representante dessa força primordial... a Força Criativa Feminina.

Da futura historiadora...
Babi Guerreiro

domingo, 26 de dezembro de 2010

Blogagem Coletiva: Cozinha de Bruxa

Alguns seguidores mais antigos do blog devem se lembrar quando mudei de casa, todas as agruras da minha reforma que não acabava nunca.
Um dos lugares que mais tivemos cuidado na escolha de cor e disposição de móveis, foi a Cozinha. Eu e meu companheiro Márcio, somos muito chatos... rsrsrs... e gostamos de fazer as coisas de forma que possamos tirar proveito para harmonizar o ambiente.

Os azulejos e decoração toda em verde, uma das cores do Elemento Terra, e também relacionada a cura, a saúde, sempre acreditamos que a nossa saúde está ligada a nossa alimentação e o cuidado na hora de cozinhar, cada feijão e arroz é uma verdadeira Bruxaria.
Adoro receber meus amigos enquanto cozinho, cozinhar para meus amigos é uma das coisas que mais me dá alegria.

Uma das pessoas que mais se senta nessa mesa comigo, seja para comer, me ver cozinhar enquanto brisamos muito para variar é o meu amigo e companheiro Natan (Gawen) ... nessa mesa o Coven tomou forma.


Essa é a minha panela de barro, separada somente para fazer pratos com finalidade mágica, poções que devem ser levadas ao fogo. Minhas tigelas de ceramica... que eu amooo! Tudo isso é parte dessa união minha e do Márcio... Meus potes de ervas que mais utilizo.

Minha coleção modesta de facas... não chega nem perto da quantidade que eu gostaria de ter, eu as mantenho sempre afiada. Esqueci de tirar foto do meu rolo de massa de madeira, mas mostro numa proxima ocasião.

Essa é a nossa coleção de Colheres de Pau, para doces e salgados... é a gente gosta de Colher de Pau!


Essa é a vista do meu balcão de madeira maciça, esse balcão é muito antigo, herança da antiga moradora dessa casa. E uma peça que não pode ser mexida, por seu tamanho e peso.
Essa cozinha era estilo americana, na reforma fechamos com tijolos de vidro para não perder a luminosidade e não deixar a cozinha exposta.


Essa é a minha mesa, quando estou trabalhando com minhas ervas, produzindo produtos ou simplesmente criando.

Sei que minha cozinha está longe de ser uma Cozinha de Márcia Frazão... rsrsrs... mas quem sabe um dia eu chego lá. Será um sonho, com certeza realizado.
Gostei muito de apresentar esse lugar tão especial e querido da minha casa à vocês, espero que sintam-se em casa através das fotos.
Um grande beijo com aroma de frutas e flores...

Babi Guerreiro.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Blogagem Coletiva: Cozinha de Bruxa

Pela primeira vez tive vontade de criar uma blogagem coletiva... numa conversa de twitter com 2 queridas amigas bruxas... estavamos eu, Iony e Dani Salles suspirando pela Cozinha de Márcia Frazão.
Quem tem ela adicionada no Facebook já deve ter visto a cozinha dos sonhos da Bruxa... E dai surgiu a idéia da Dani de postar um dia as fotos da cozinha dela... e então de repente... porque todas não postamos e apresentamos nossas cozinhas, panelas... nossa area de trabalho.
Então fazemos esse convite á todos que amam suas Cozinhas... não somente Bruxas, mas Bruxos também... todos aqueles que amam usar a alquimia produzida através da Arte.
A data limite para a postagem é 30/12, no dia 30 as 20 horas estarei publicando a lista de links dos blogs participantes. E você que se interessou em participar avise sua publicação através do email: babiguerreiro@hotmail.com

Esse convite é feito por mim, Dani Salles e Iony ... venham prosear conosco sobre sua Cozinha de Bruxa!

Beijus encantados!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Reflexões de Fim de Ano

Todo fim de ano gosto de fazer um balanço geral das minhas conquistas, da minha caminhada e evolução. Percebi que abri mão de muita coisa por ideais maiores, outras vezes abri mão pelas pessoas ao meu redor, abri mão de realizar coisas e viver outras em sua plenitude por conta disso tudo.
Não vou culpar ninguém além de mim mesma por ter deixado minha vida de lado, mas está na hora de voltar a pensar em mim e nos meus sonhos.
Ficarei mais distante do universo virtual. Voltarei a mergulhar no Universo Ecofeminino, até porque quero me especializar nisso: Cultos Matrifocais. Ainda não sei como conciliarei tudo isso com o oficio Sacerdotal, mas uma coisa sei; Ser Sacerdotisa é antes de mais nada viver com responsabilidade nossas escolhas. E agora vou escolher a mim!
Descobri nos ultimos dias o que me incomoda, eu achava que era o fato de engolir coisas que queria falar, mas estava errada. Era na verdade fingir sentir o que não sinto.
Aprendi desde cedo a ser diplomatica, tratar as pessoas bem e com consideração, não importando o quão chateada estivesse. Ou me isolando para não magoar ninguém.
Isso quase sempre deu tão certo, que me tornei uma excelente atriz, acreditando em mim tamanha a certeza com que eu vesti esse personagem.
Eu não amo quem disse que amava, eu não quero as coisas que eu disse que queria, e sobretudo não confio nas pessoas que disse que confiava.
Eu não quero a amizade das pessoas que me trairam, eu não desejo o que disse que desejava, e mais ainda, meus sonhos são tão meus que não compartilho nem com o meu espelho.
Eu não sou aquilo que aparento ser, tenho um lado que geralmente fica nas sombras, oculto. Minha auto defesa é tão grande, que uma vez magoada o amor para mim perde seu brilho, posso continuar fingindo que está tudo bem, mas não está. Hoje do alto dos meus quase 32 anos... percebo que me saboto nas tentativas de perdoar. Eu não perdôo, eu finjo que perdoei, mas no intimo fico aguardando a proxima vez.
Vivo o dia de hoje, amo loucamente agora, morro se necessário for, mas amanhã é outra história. Contrariando meu signo de Virgem, sou impulsiva sim... sou espontânea demais para algumas coisas e muito timida para outras, como enfrentamento, fujo deles.
Mas chega de fugir... Não estranhem os "não(s)" que vou começar a distribuir... é só a verdadeira Bárbara em ação... a Babi... essa pessoa que sempre está disponivel e disposta foi uma criação que não corresponde a realidade. Então para terminar o ano e começar um 2011 zerado eu me apresento como realmente sou:
Meu nome é Bárbara de Oliveira Guerreiro, sou bissexual (vivendo um momento hetero), sou bipolar (Simmmm... clinicamente falando!), tenho DDA (não, não é brincadeira), mas comecei a ler aos 5 anos, sofri de Sindrome do Pânico e Depressão (Se me curei? Acho que sim!), fiz Turismo e Hotelaria, fui adotada com 1 mês e 10 dias pelos meus tios-avós, fui violentada por um dos meus namorados, fui evangélica por 11 anos, casei 2 vezes, sou Segurança formada (É, eu sei atirar e tenho curso de Defesa Pessoal) e tenho uma filha que espero educar bem.
Sai da periferia, estudei em escola publica, trabalho desde os 14 anos, e o que tenho hoje financeiramente devo ao meu primeiro marido, com quem construi um patrimônio que me deu segurança.
Fumo desesperadamente quando fico nervosa (sozinha, e odeio que fumem perto de mim) e escuto mil vezes a mesma musica se ela me acalma ou me alegra.
Sou auto-didata em Inglês, nas Runas, em Astrologia... eu aprendo na raça, me jogo mesmo!
Muitas pessoas que acham que me conhecem não sabiam dessas coisas, bom agora todo mundo que leu sabe. Sou pagã com todo o orgulho do meu ser! Amo estudar a espiritualidade, e sou wiccana por opção.
Sou Ecofeminista, acredito no Matriarcado como sistema e no poder feminino, sou a favor da matrilinearidade, do aborto e no direito de escolha.

Essa é a Bárbara... por de trás da Babi, da Sianna... sem máscaras ... a partir de hoje saibam que cada sim ou não, cada eu te amo que eu disser será com todo meu coração. Não vou mais me violentar, violentar minha alma para agradar á ninguém que não seja eu mesma, egoismo? Talvez!
Cada um terá de mim exatamente aquilo que merece, quem plantar vai colher na medida, sou terra boa... sei dar valor a quem merece, até porque já dei muito valor a quem não merecia!
Depois desse post sei que muitos vão se afastar de mim... outros podem me questionar... sintam-se a vontade!
Agora simmmm... com o coração leve como uma pluma!!! Sem falsas esperanças ou amores!


Bárbara Guerreiro

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

As flores falam...

Existem atitudes que falam sem palavras... assim como músicas que expressam tudo o que gostariamos... Uma dessas atitudes simples mas altamente eficaz: dar flores.
Parece um cliche, algo fora de moda para alguns, mas na verdade esse gesto delicado vai carregado de delicadeza e sentimento.
Quando recebemos uma flor nos sentimos mais do que cortejadas, nos sentimos especiais, amadas, queridas... Já fui muito terrivel nessa vida, a 1ª vez que recebi uma flor, eu tinha 11 anos, momento dificil da adolescencia, e eu sofria um assédio muito grande de um amigo do meu irmão, o garoto tinha a mesma idade que eu. Mas eu gostava de outro, quando ele me deu a flor na frente da escola inteira durante o intervalo, me encheu de raiva pelo constragimento; eu joguei a flor no chão, pisei e sai andando.
Hoje quando me lembro disso, sinto um aperto no peito por ter sido tão má... apesar de já termos nos acertado anos depois, eu me desculpei, tivemos um "rolo" e somos amigos até hoje.
Lembro quando recebi uma rosa pela 1ª vez consciente do que significava para mim, Dia Internacional das Mulheres de 1994, eu ia fazer 15 anos, um amigo de escola levou rosas para presentear suas melhores amigas... aquela atitude tão linda jamais foi esquecida, meu querido amigo Anderson, há tempos não tenho noticias, mas levo ele no coração sempre!
Vários homens passaram pela minha vida... e me deram flores... lembro de cada ocasião... de cada reação minha... inclusive de retirar uma rosa do buquê e levar para ele... e foi assim que percebi que homens também gostam de receber flores.
Seja uma rosa branca... que passa uma mensagem de delicadeza, uma rosa amarela que para mim é a rosa ideal para os homens... pelo aspecto solar... ou mesmo vermelha... da paixão, do arrebatamento. A reação de um homem ao receber flores é algo fantastico!
Uma das memórias mais marcantes da minha vida foi a ocasião que surpreendi meu companheiro Márcio com a casa somente a luz de luminárias... e pétalas de rosas espalhadas pela sala até o quarto... lembro de sua cara de extâse... detalhes que fazem a diferença!
E no extremo a isso, o dia que presentiei os meninos do Coven, todos ganharam rosas amarelas na véspera da 1ª Reconsagração do Falo, uma forma de honrar o Deus e a energia masculina, que para nós também é dotada de delicadeza e amor.
Adoro receber flores... adoro dar flores... pois quando falta palavras, uma rosa consegue dar dimensão para o que se sente, o que se pensa.
Sempre fui ótima para escrever cartas e cartões, mas olhos nos olhos sempre fui muito timida, defeito virginiano grave... então dou flores... elas conseguem falar melhor por mim.

Existem pessoas no entanto que estão muito longe para que eu possa dar flores... a distância separa corpos mas não mentes e corações... a gente não faz amigos, reconhece-os!  E com a chegada do fim deste ano gostaria de presentear essas pessoas tão especiais para mim. Então...


Rosas de todas as cores para presentear pessoas diferentes... mas igualmente lindas e especiais para mim:
Sabrina Alves, Iony Ming, Carol Magri, Nay, Luciana Onofre, Danielle Sales, Rachel Fainbaum, Iara Xavier, Chris e Simone Rangel, Alexandre Martins e Marcelo Lechinski.
 
***A distância não diminui a importância dessas pessoas... seu valor e seu cárater é muito maior. Elas com certeza continuarão fazendo a diferença em 2011... Gratidão sempre por tudo que compartilharam comigo!

Beijus com aroma de rosas...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Memórias Agressivas

Amanhã é o Dia da Não Violência Contra as Mulheres... então decidi compartilhar com vocês histórias pessoais, familiares ...
Sou filha de um lar desfeito antes mesmo de nascer (vivi desde 1 mês de vida até os 20 anos na casa dos meus tios-avós que sempre chamei de pai e mãe). 
O que pouca gente sabe é que meus pais biológicos se separaram 1 mês antes do meu nascimento, motivo: Agressão Doméstica.
Durante muitos anos eu e meu pai biológico não conseguiamos ter uma relação nem sequer de amizade por causa do grande sentimento de ódio que eu nutria por ele. Foram necessárias muitas conversas, terapia e maturidade para que hoje tenhamos o minimo de contato civilizado e amistoso.
Essa foi a 1ª mulher que vi, mesmo no ventre dela, sofrer com as humilhações e agressão fisica, fruto do alcoolismo do meu pai.
Depois aos 7 anos, vi minha irmã mais velha (de criação) ser agredida por meu cunhado, gravida de 7 meses, ele a pegou pelos cabelos e a jogou contra parede, mais uma vez o vicio era a causa predominante naquele comportamento agressivo. 
Infelizmente ele não parou por ai, e durante quase 8 anos de casamento foram sucessivas brigas que terminavam com socos, puxões de cabelo, e em ultimo caso boletim de ocorrencia, o qual ela sempre acabava retirando a queixa! O que passou a me revoltar! A essa altura eu já era uma adolescente... moravamos todos no mesmo quintal.
Já contei o desfecho desse casamento em um outro post (Os dois faleceram vitimas do HIV, ele usuario de drogas, contaminou minha irmã).
Quando comecei a namorar, aos 12 anos (precoce, eu sei...rsrs) em casa, tinhamos 6 anos de diferença, ele já ia fazer 18, e era muito ciumento. Controlador, me levava e buscava na escola, não queria que eu falasse com meus amigos e começou a implicar com minhas amigas também.
Um dia durante uma briga, ele disse que eu parecia uma vagabunda porque estava sentada na porta da "minha casa" conversando com meus amigos. Eu respondi: Vagabunda é a sua mãe que passa o dia inteiro na janela controlando a vida alheia!
Ele levantou a mão pra me bater, nessa hora não tive duvidas... eu disse: Bate, mas bate com vontade pra mim não levantar! - Ele baixou a mão... e então eu larguei a bofetada na cara dele! E disse: Nunca um homem vai me chamar de vagabunda ou levantar a mão pra mim e sair de graça... entendeu? ... Ele não revidou... ficou manso... mas o namoro acabou meses depois, porque ele era um galinha.
A atitude que tive de desferir aquele tapa não foi correto, mas pensei com todo o ódio acumulado ao longo das agressões que presenciei ... nunca mais um homem tentou me agredir. Acho que sempre fui o tipo agressiva demais para se deixar atingir. Sem contar o meu lindo rolo de massa de madeira pura que levo comigo desde que sai da casa dos meus pais, mudei de marido 2 vezes e ele vai comigo aonde eu vou!.... rsrsrsrs....
Infelizmente existem muitas Estelitas e Aparecidas por ai ... que apanham de seus companheiros, algumas abandonam o lar, como minha mãe biológica. Outras pagam com a vida pela esperança de que um canalha desse possa mudar, como minha irmã.
A violência as vezes começa de forma pequena, numa brincadeira, gesto ou situação que se não for observada e podada, acabará se tornando num circulo vicioso, sem saber onde tudo começou. E quando acaba o respeito, acabou tudo. 
As vezes começa com uma palavra... e pode acabar com um tiro!
Que outras mulheres consigam tirar forças de seu Utero como minha mãe e vivam sua vida longe de quem as maltrata ou humilha, buscando caminhos melhores para sí, como ela fez.
Hoje aos 51 anos é Assistente Social, mora em Campo Grande, é casada, e vive numa chacara com sua nova familia. 

***De um coração mais leve por compartilhar minhas vivências....

Babi Guerreiro
 

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Desabafar faz bem?

Essa pergunta tem me atormentado à semanas... à semanas venho soltando coisas em fragmentos, aos pedaços e pior, sinto que isso está me consumindo, se tornando um veneno me deixando amarga, anestesiada. Por fora um semblante quase sempre brincalhão, mas por dentro uma mulher maquiavélica tramando vinganças.

Cansada de se sentir usada, cansada de se sentir abandonada, cansada de lutar pelo o que não vale a pena, cansada de ser julgada, cansada de ser questionada. E principalmente apontada, não tenho pulso firme, sou drámatica, sou chata.

Tirar forças do útero... das entranhas para não fazer nenhuma besteira maior ou pior.

A sensação de impotência, de desespero as vezes toma conta de mim. E a unica coisa que faço nessas horas é me trancar no banheiro e chorar até cansar. Lá ninguém pode me ver, me incomodar, me questionar. Sou somente eu e minhas lágrimas.

Sinto saudades de um tempo quando não me sentia sozinha, me sentia amparada. Hoje isso são só palavras, como que para convencer á mim mesma. Mas à quem quero enganar?
Se não fosse a Deusa... e a imensa fé que sinto... não sei o que seria.

Mas pior mesmo é sempre ser procurada quando precisam de você... nunca te ligam para saber se você está bem, mas de repente aparecem e te pedem favores como se você tivesse a obrigação de ajudar. Isso foi a gota d'água no meu copo transbordando.
Queria ter tido a coragem necessária para soltar todos os cães do Submundo em cima dessa pessoa. Mas dei uma desculpa e sai pela tangente.

Porque para mim é tão dificil olhar na cara de certas pessoas e simplesmente falar, quando existem outras que nem faço força. Simplesmente flui... como um rio.
A culpa é minha... os bloqueios são meus... saber disso resolve? Não!!!
Acho que tá na hora de voltar para a Análise. Antes que meus problemas afetem as pessoas ainda mais, eu enlouqueça e leve mais algumas pessoas comigo!

Precisava escrever... precisava falar... ler em voz alta...
Se você já passou por algo semelhante, ou está passando, saiba que não está só!
Somos muitas loucas soltas por ai!
Minha camisa de força se rasgou há alguns meses, e nada é capaz de remendá-la.
Assim como meu coração que está despedaçado... só existe uma cola capaz de juntar esses pedaços, e ela não está à venda em qualquer lugar.
Que a Grande Mãe a Senhora da Vida, Morte e Regeneração cuide de mim!

Pois admito que não consigo mais fazer isso sozinha!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Blogagem Coletiva: Onde está a Imperatriz?

"Se arquétipos são do conhecimento construído pela humanidade, eles estão, certamente, em tudo que nos cerca: da observação dos ciclos aos movimentos mais humanos como as celebridades e as necessidades de agrupamento. Então, convidamos todos os oraculistas a nos contar onde está A Imperatriz? Onde está seu reinado? Sua força fêmea? Onde manifesta-se seu jardim? O que nasce de sua barriga fértil? Onde moram suas manifestações mais físicas? Onde está a Imperatriz?"
Por Pietra diChiaro Luna 

Quando comecei a colocar a postagem no papel (quase sempre escrevo no papel um rascunho sobre o post) tive uma certa dificuldade de entender a figura da Imperatriz... até peguei a Pietra pelo bate-papo para ela me ajudar a clarear as idéias, e deu certo.
Comecei a lembrar de algumas figuras nos dias de hoje... e outras do passado.

A Imperatriz é a mulher diante do mundo do poder. É o arcano de 2010, um ano onde a Mãe Terra irá dar a luz a novas realidades e percepções para seus filhos, nós. No Tarot Mitológico a Imperatriz está representada por Deméter, a Deusa da Terra e a Terra como Deusa, Gaia. Assim a Imperatriz é uma representação da Divindade em seu aspecto Feminino e também uma representação do próprio planeta, que é o corpo da Deusa-Mãe. Interessante, a Terra é o terceiro planeta em relação ao Sol dentro de nosso sistema. Grávida, Ela, nossa Terra, esse planeta azul cheio de vida, quer parir uma nova humanidade. 

Vou falar de uma que para mim é muito especial: Ester ... esposa do Rei Assuero, no território da Pérsia. Um personagem biblico... rsrs... sim... mas também um personagem histórico.

Através da intercessão da Rainha Ester muitas vidas de hebreus foram poupadas durante as guerras religiosas que muito assolavam o Oriente já naquela época. Uma mulher que se importava com seu povo, sua tradição e sua familia.
Uma personagem forte, com personalidade mas também uma incrivel sensibilidade, a sua vida sempre me inspirou, de como uma mulher pode ser boa esposa sem ser acéfala.
É a Biblia fala sobre mulheres de forma positiva também. 
Deixando a polêmica da bibliografia da vida de Ester, me lembrei é claro da Grande Deméter, a Mãe Nutritora que cuida de sua prole com unhas e dentes para manter a união e a paz.
Nas runas, Laguz representa a mulher, a intuição, a Sacerdotisa, a maternidade... para mim todos adjetivos próximos à Imperatriz.
Rainhas do passado... e do presente... nós mesmas... nossas mães.
Minha falecida Mãe... Uma Imperatriz que reinava absoluta... cuidando da casa, delegando tarefas, supervisionando tudo com cuidado e atenção. Com certeza exercito minha Imperatriz interior as vezes mais do que gostaria, sou mãe de uma menina de quase 7 anos, e sou muito protetora, chata mesmo as vezes. 
Mas ao passo que sei de minha sombra procuro lidar com ela, mas também sei ser receptiva aos que me chegam, boa anfitriã... rsrs ... como toda Imperatriz. Amo cozinhar, e me  sentir necessária na vida daqueles que eu amo.
Como sempre foi um prazer blogar com vocês queridas.
Até a próxima.
Babi Guerreiro